Eu não acredito!

Eu não acredito! 1

Os dois morrem de vontade de dizer que “acreditam” para seus jogadores mas seria uma imitação barata do rubro-negro ousar se aproveitar da frase atleticana.  Sim, atleticana. Em 2013 o Galo patenteou a fé.

Fé que moveu o time mediocre do primeiro tempo a ser um monstro impiedoso na segunda etapa, sendo o Galo que a gente espera desde que saiu o album de figurinhas do campeonato.

Aos gritos de “burro”, Marcello viu sua substituição corajosa funcionar e empurrar o Flamengo pra trás. Daqueles épicos jogos em que o treinador adoraria olhar pra arquibancada e revidar o coro.

Primeiro tempo que o Flamengo fez não fazia há tempos. O segundo, vinha fazendo há pouco.  O gol no final, sacrificando a lógica, faz desde sua fundação.

Um jogo que satisfaz pela dor. Ninguém teve o que queria, mas não é possível não aplaudi-los.  A aula de que futebol não é “só resultado”. De que torcedor não é burro e de que os três times que chegaram no final deste Brasileirão brigando o fizeram por merecimento.

O cheiro ainda existe, a fé do Galo ainda os faz crer. Se existem “deuses no futebol”, como adoram dizer os clichês jornalisticos, hoje o Palmeiras não fará 3 pontos.  Não porque não mereça-os, mas porque no Mineirão hoje ninguém pode sair de cabeça baixa.

Que jogo!

abs,
RicaPerrone

 

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