emerson

Violência pode

Na Libertadores da América é assim.  Boca e River podem trocar voadoras no peito por 90 minutos.  Os times do Chile podem atirar bolas de golfe no gramado, e os estádios não precisam ter nem chuveiro pra receber um jogo na Venezuela.

Mas manda um brasileiro pra julgamento pra ver o que acontece…

Emerson Sheik se envolveu num lance onde eu sequer o expulsaria. Simplesmente porque tomou um pisão, revidou muito mais com uma provocação do que com um pontapé, e foi expulso.

Ok! Vamos ser simplistas, cafajestes e clubistas: “Bateu sem bola” é vermelho.

E a cena do Tolói? Pode?

Olha o lance. Veja se isso é jogada VIOLENTA pra nego expulsar o jogador por 3 partidas da Libertadores. Me diz que isso é um lance perigoso ou violento.

Expulsou? Ok! Foda-se. Segue em frente, é critério. Aí vai pro tribunal, os caras olham com 20 replays e tomam um encostão provocativo como ato violento e tiram o cara das próximas partidas?

No mesmo minuto em que River e Boca se quebram na porrada e saem de lá exaltados: “É sempre uma guerra!”.

Ora, Conmebol… Você paga mal, organiza mal, escala árbitros de forma estúpida e invariavelmente prejudica os brasileiros em suas decisões. É medo de outra final brasileira? O que justifica essa punição?

Não fosse o status dado a Libertadores historicamente e o que ela representa, nem existiria mais.

Perde o Corinthians, perde a Libertadores. Perde-se o bom senso.

abs,
RicaPerrone

Ele sabia

Senhoras e senhores, ela está de volta e em grande estilo: a “Hipocrisia”.

Eu sou fã do Sheik. Queria no meu time, acho um puta jogador, um cara decisivo e de personalidade. Sua história de vida é uma das mais fodas que já ouvi. Quando garoto ele não tinha banheiro. Fazia num saquinho e levava pra fora.

É humilhante. Tanto quanto redentor o que conseguiu. E merece.

Aí um dia ele acorda com vontade de fazer merda, não acha o saquinho, nem o banheiro, e vai no Instagram.

Só pode ser essa a explicação.

Vamos colocar o discurso “zé ong” de lado e falar a real. Quase nenhum torcedor quer ter um jogador “gay” no seu time. Essa é a real.  No futebol quase toda brincadeira com o rival remete a isso. É Bambi, Maria, Moranguinho, Flor, etc, etc, etc… 

A mentira que será contada é que hoje em dia, ó meu Deus, que fofo, o Feliciano, a homofobia, a puta que pariu…

Ele não está errado. Ele faz o que quiser. Mas acho tão natural o drible no fim do jogo no time que perde quanto o pontapé que o atacante vai levar.

O que ele esperava? Qual a possibilidade disso não gerar uma rejeição pra ele dentro do clube?

Ele acha que a Gaviões vai de rosa no próximo jogo apoia-lo? Puta idéia inútil.

Acho gozado como as pessoas hoje em dia correm dos fatos se escondendo atrás do que “deve ser dito”.  É óbvio que é moda dizer que “nada a ver”, “e se ele for? Qual problema?”.

Nenhum. Mas é tão insuportável quanto a homofobia o uso da sexualidade pra se promover na mídia.

Futebol é uma paixão. As pessoas se identificam com o clube e querem um espelho ali, não algo que os afronte.  Um beijo entre 2 homens ainda afronta, e honestamente acho que sempre será “meio estranho” no futebol. Vindo de um jogador, um cara que atua num time popular, pior ainda.

“Porque ele não pode beijar rapazes, Rica? Quer dizer então que quem beija rapazes é menos?”

Não, imbecil complexado. Porque na prática a teoria é outra.

Ele sabia o que aconteceria. Não me importa se a regra diz que é meu direito dar um chapéu no adversário aos 40 do segundo tempo ganhando de 5×0.

Eu sei que se der, vou tomar um pontapé.

E se mesmo assim eu fizer, convenhamos, mereço tomar o pontapé.

Emerson não fez nada de errado. Fez algo pra provocar. E provocou.

Daqui pra frente, o show de hipocrisia tomará conta da mídia sobre o assunto.

A questão, meus caros, não é se ele está certo ou errado. Se ele pode ou não fazer isso.  É claro que ele pode! Se quiser arrumar um namorado pode.

A questão é porque fazer tendo certeza do que isso vai gerar. Aí sim, cabe uma boa polêmica…

abs,
RicaPerrone