Recopa

Luan e Geromel precisam ir à Copa

Eu nem acho o Thiago Silva tão fundamental assim. Aliás, a história prova ano após ano que sua apurada técnica não basta para ser o que ele almeja.

Acho que ele é melhor que o Geromel se você der a mesma bola na altura do joelho para ambos. O Thiago vai dominar melhor, sim.

Se der a bola nos pés de um rival frente a frente, na velocidade, possivelmente o Thiago roube a bola antes do Geromel.

Mas se você for jogar uma grande partida, fora de casa ou contra um time muito forte, eu também não tenho a menor dúvida em quem confiar mais.

Luan é a mesma coisa. Não deve jogar mais que o Jesus, Coutinho, Firmino, talvez.  Mas se você precisar jogar contra o Boca em Buenos Aires, desses todos o único que vai entrar na área dos caras andando e dar um tapa por cima é o gremista.

“Bandido”.

Não o que comete crimes. O que não tem medo de cara feia. O que adora o desafio. O sujeito que quanto pior, melhor.

Copa do Mundo são 7 jogos, 3 pedreiras, sem jogo de volta. É matar ou morrer. E toda vez que ganhamos isso tivemos em campo ou ao menos no grupo diversos jogadores que se divertiam com o pânico.

Não me interessa quem vai sair. Me interessa saber que teremos na defesa e no ataque os jogadores mais decisivos possível. E que eles não gostem tanto de brilhar no domingo a tarde.

Craque brilha na quarta-feira.

abs,
RicaPerrone

Exorcismo

O termo “exorcismo” designa o ritual executado por uma pessoa devidamente autorizada para expulsar espíritos malignos.

Ao Galo demos esta missão santa no amaldiçoado Mineirão dos 7×1.

Não veremos alemães tão cedo por aqui. Mas a dívida está paga desde que, aliados, evitaram uma tragédia por nós no Maracanã.

Dívida não há. Mas sim, uma silenciosa dor que nunca mais vai deixar o Mineirão.  Pode ser aliviada, no entanto, com periódicas sessões de descarrego.

Hoje, no primeiro ato autorizado e oficial, fizemos o primeiro sacrifício em busca de paz de espírito.

O sacrificado, como sempre, era você sabe quem.

Com os mesmos 7 que tanto nos perseguem, divididos para os dois lados para que houvesse algum sintoma de drama valorizando a pouco valorizada noite da Recopa.

Pouco por quem não a disputa ou quem perde. Muito para quem devolveu sorrisos ao Mineirão.

Título é título. Vale mais do que “vaga”. E vaga tem quem comemore. Logo…

O Galo que nunca ganhava agora ganha.  O estádio que chorava agora sorri. E os argentinos que há 2 semanas choravam, continuam chorando.

abs,
RicaPerrone

Fácil demais

Não me lembro em qual minuto do jogo de ida o Wellington discutiu com Sheik e houve um empurra-empurra. Sei que daquele momento em diante o Corinthians ganhou todas as divididas e o São Paulo continuou jogando um amistoso de luxo.

O não tão genial Danilo correndo e se entregando em busca de algo mais mesmo não tendo nada a mais pra buscar. E o Ganso, menino ainda, cheio de perspectivas, andando como um veterano consagrado quase aposentado.

Sheik, campeão de tudo, rasgando a cara na grama por uma Recopa. Luis Fabiano, campeão de nada, esperando a bola perfeita e controlando seus cotovelos.

Nada desperta este São Paulo. Nada apaga este Corinthians.

Ganharam tudo com uma segurança invejável. Vai acabar, é óbvio que uma hora vai. E é nisso que se baseia a fé tricolor, pois em seu time não dá pra confiar.

Torcer contra é o remédio mais mediocre que existe, mas que todo mundo já tomou. Inclusive os corintianos.  Hoje, o SPFC sobrevive deste remedinho e ainda assim não faz muito efeito.

Lá para os 12 minutos de jogo o Sheik dividiu uma bola com o Rodrigo Caio, garoto, cheio de gás. Um tirou a perna, o outro levou a bola na dividida. Ali se desenhava mais um capítulo da rotina onde o Corinthians atropela o São Paulo em jogos decisivos.

De novo. Sem mistério.

Quem acredita em Ganso e  Luis Fabiano não pode vencer o que tem Sheik e Danilo.

Futebol é simples. Como um Pacaembu lotado em festa.

Tão comum, repetitivo. Tão merecido.

abs,
RicaPerrone

Algo mais

Era um morno clássico onde o empate representaria um bom placar pro visitante e a não derrota para o mandante, que beira a troca de comandante.

Até que Wellington e Emerson se empurram, os dois times se estranham e o jogo ganha um ar de decisão.

Não sei se foi notado por todos, mas daquele lance em diante o Corinthians ganhou todas as divididas e passou a não permitir que o São Paulo jogasse.

Como se a partir daquele momento o jogo de futebol ganhasse, enfim, o “algo mais” que todo clássico merece.

Não é tático, técnico, nem um problema no mapa astral de um dos goleiros. É meramente uma questão de personalidade.

A mesma que faz este time do SPFC ser um time “pra casar”, e que não “come ninguém”. A personalidade que faz do “maloqueiro e sofredor” um partido duvidoso, mas sempre rodeado de belas mulheres.

Ao São Paulo, parece que “tanto faz”. Antes do empurra-empurra, depois, pouca coisa mudou. O time entra, joga e sai de campo da mesma forma, sem nenhuma alteração no semblante dos jogadores, que parecem muito felizes com o dia-a-dia de quem treina, joga, recebe e vai pra casa dormir.

Não se trata de um time pouco profissional. Trata-se de um time profissional demais. Aquele que cumpre sua obrigação, mas que não sai da linha.

Quando sai, é pra se desequilibrar e ser expulso, não pra compensar com luta e desequilibrar a seu favor.

Do outro lado um time que entra e sai de campo olhando pra bola, gritando com o companheiro do lado, dividindo sem medo de perder o tornozelo e invariavelmente  se tornando o dono do jogo quando ele se torna mais do que apenas “um jogo”.

Hoje, como tem sido quase sempre, o equilibrio técnico entre os dois times sumiu no primeiro empurra-empurra generalizado que mexeu com o “algo mais” dos dois times.

Campeões tem sempre “algo mais”. E o jogo de hoje valia uma taça.

Deu a lógica, portanto.

abs,
RicaPerrone

E ai, Mãe Dinah?

recopa

São Paulo  e Corinthians decidem a Recopa mais importante dos últimos anos. São 2 jogos, mata-mata, se empatar, pênaltis.

Diz a lenda que numa decisão apenas um pode ganhar. Diz a Mae Dinah que não.

Mas afinal, são teimosos os guias espirituais ou não entenderam que tem penaltis?

Não sei. Sei que … dá empate.

abs,
RicaPerrone