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É muito mais sério que futebol

É muito mais sério que futebol 1

Enquanto discutimos se a Conmebol está certa ou não, se Boca ou River merecem ganhar no tapetão, fugimos da única discussão que realmente deveríamos ter nesse momento: É um direito do estado “arregar” para os bandidos?

Sim, é isso que está acontecendo. Aqui também acontece há anos, toda semana.

O problema aconteceu a 3 quadras do estádio. Não é responsabilidade do clube, mas sim da polícia. E se a polícia diz que não suporta esse jogo está dizendo a todo povo argentino que eles não terão o direito de curtir seu maior jogo de todos os tempos porque o estado não suporta confrontar 100 marginais que tem sede, cnpj, nome, sobrenome e todos sabem quem são.

Imagine isso fora do futebol. Simplifica seu entendimento.

Tem 20 alunos numa sala de aula. Dois quebram a cadeira e gritam a aula toda. Ao invés da escola os conter, suspende as aulas para os outros 18 porque não há paz na sala de aula.

Não faz o menor sentido a punição coletiva por crimes individuais. E toda vez que isso acontecer, vão blindar mais e mais os criminosos.

A final NÃO pode ser em Madrid. Tem que ser na Argentina, e vou além: com as duas torcidas. Porque é direito do torcedor de bem não se responsabilizar pelos marginais que por acaso torcem pro mesmo clube que eles.

É cômodo ser estado quando ninguém mais questiona suas obrigações. E barrar 100 marginais em meio a 70 mil pessoas é sim obrigação da polícia, não dos clubes ou da competição.

RicaPerrone

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