cruzeir

Guerra sim senhor!

Cuidado. O mundo hoje está cheio de gente que abraça arvores e quer ensinar você a combater o mal com “amorzinho”. Estão tentando te vender fofura até quando você está sendo estuprado. Tadinho do estuprador, ele não teve chance na vida.

Enfim. Eu não sou dessa turma e eu acho que justiça funciona mais do que amor.

O que você está lendo por aí é que o Cruzeiro deve ser superior. E ser superior, neste caso, é ser otário.  O sujeito que toma um tapa e devolve com um abraço não é superior, é apenas um frouxo.

Inferno sim senhor!

É assim que somos tratados lá, é assim que devemos receber aqui. Não é violência, isso é burrice porque o prejudicado será o Cruzeiro. Mas pressão, nenhuma facilidade e eles tem que ter aqui o medo que temos de jogar lá.

São décadas sendo recebido a pedrada e cuspe pra dar hotel 5 estrelas e segurança pra eles quando vem aqui. Quem vocês acham que é o gordinho “paga lanche” da América do Sul?

Tá bom, tem pai que vai dizer pro gordinho “deixar pra lá”. Eu não seria esse pai.

Eles não dormem. Eles não chegam no hotel sem transito. Eles atrasam pra chegar no estádio. Eles não treinam no gramado. Perde-se a chave do vestiário. Pinta o vestiário. Sim, é antigo, foda-se, mas é o que eles propõem.

Esse jogo de quinta-feira representa mais do que uma vaga pro Cruzeiro. Representa a Conmebol rir na nossa cara do segundo time que ela elimina nosso na Libertadores só em 2018, ou então a redenção cruzeirense.

Quando um time brasileiro ganha a Libertadores ele a venceu “pra caralho”. Nada nos ajuda, é sempre tudo mais difícil e somos quase sempre os idiotas a ter que bater escanteio sob pedras e aqui devolvemos com flores.

Entre o educado e o otário há uma linha tênue. Cuidado pra não atravessar pro lado errado.

Sem violência, mas fecha a porra da cara que isso não é um piquenique.

Abs,
RicaPerrone

Nem ruim, nem bom: “bobo”

Flamengo e Cruzeiro foram na contra-mão de todo o planeta em promover uma disputa e não rivalizaram.  Eu nunca havia visto algo assim, embora tenha certeza que exista.  E não, não vou entrar na pilha de amar a idéia nem odia-la.

Apenas achei boba.

Porque?

Porque não precisa de campanha pela paz quando duas organizadas são aliadas. As brigas no estádio partem 100% delas, e quando são parceiras, não há qualquer perigo. Nunca houve. Flamengo e Cruzeiro é uma campanha pela paz que nunca se fez necessária. É chuva no molhado. Qualquer pessoa de arquibancada sabe disso.

Mas é ruim? Não. É válido.

O que acrescentou? Pra mim, nada. Achei “bobo”, um cutucão a terceiros parecendo que os dois não queriam se provocar. Então, provocaram quem em campo nada mais podia fazer. A # é pra vascaino, atleticano, tricolor. Não pra eles.

O jogo foi incrível no fechamento da ação.  Dois times amigos, ninguém perde, ninguém quer muito ganhar, não se provocam, o empate tá ótimo e vamos esperar acabar. Por um momento eu achei que o vice comemoraria junto do campeão o resultado.

“Maior de Minas”, “Maior do Rio”. Ok, maneiro, mas… e ai? Que horas a campanha promoveu o “Quem é o maior do Brasil?”.

Faltou chamar pro jogo. Foi uma chamada para as suas redes, pela paz, pelo fair play, não pela final. Em campo havia uma disputa, e em momento algum ela foi fomentada.

Os dois times não tinham qualquer rivalidade em 180 minutos. As duas torcidas não desejaram ver o rival “se fuder” em momento algum. E se isso é “fofo” em 2017, eu acho “bobo” em qualquer época.

Fizemos uma final européia. E sim, parte disso partiu da direção dos dois clubes em não rivalizar uma decisão. O que pra mim não faz o menor sentido.

Dava pra se respeitar se provocando. O “medo” que se tem no Brasil de pisar fora da pista faz com que a gente viva em segundo, terceiro. Temos medo de patrocinador. Eles tem medo do que “vão dizer nas redes sociais”. E ainda não notamos que a rejeição das coisas não deve ser medida por existir, mas sim por proporção.

Eu preferia  que o Guerrero tivesse dito que o Thiago Neves não decidia nada. E que o Thiago tivesse respondido que o Cruzeiro não era o Chelsea e mandado ele calar a boca.

Mas o mimimi seria infernal. Então, embora ache bobo, entendo os dois clubes.  O que não entendo é porque tanta gente esclarecida deixa de brincar por “medo” dos burros.

abs,
RicaPerrone

Os confrontos

É mata-mata, olho no olho, futebol como deve ser. Sorteados os confrontos das oitavas da Copa do Brasil, que passa a ser o foco de pelo menos 6 clubes brasileiros nas próximas semanas.

Entre eles, dois classicos regionais. Mas pra mim, e isso não tem a ver com uma aposta sobre resultados, o que se saiu melhor foi o Vasco. Explico individualmente por confronto.

– Internacional x Ituano  – Em tese, um jogo fácil pro Inter estar nas quartas. Em tese.

– São Paulo x Ceará – Ao contrário do Ituano, o Ceará tem um poder de fogo em casa muito maior. Uma torcida maior, pressão, enfim. SPFC é amplo favorito mas tem que tomar cuidado. Não é moleza.

– Cruzeiro x Palmeiras – Jogaço! Porque parte da torcida do Cruzeiro contestava Marcello Oliveira pela fraqueza dele no mata-mata. A que não queria sua saída, condenava o time.  E agora?  Não poderia ser melhor pra ambos.

– Flamengo x Vasco – Esse jogo é disparado o mais polêmico de todos. Pelo que houve no estadual, porque o Eurico vai tentar criar mil factoides pré jogo, até mesmo levar pra São Januário, não duvide. Mas enfim. Achei o melhor sorteio possível pro Vasco. Porque? Porque se ele perde pro Flamengo do jeito que está, nada muda. É previsível. Mas e se passa? Pode estar ali uma oportunidade única de reverter um cenário no clube.  Ser muito favorito num clássico é ruim. E o Flamengo vai confrontar seu pior inimigo: o favoritismo.

– Fluminense x Paysandu – Parece fácil mas não é. Assim como o jogo do SPFC, o adversário faz uso da casa, tem torcida forte e transforma o jogo lá em parada dura. Tem que caprichar no Maracanã.

– Grêmio x Coritiba –  Pelas fases, o Grêmio é bastante favorito. Mas novamente lembro que é um time de torcida forte em casa. E mata-mata isso pesa.

– Atlético-MG x Figueirense – Acho que o Galo passa sem grandes problemas até pelo que vem jogando em mata-mata nos últimos anos.

– Corinthians x Santos – Clássico, com leve favoritismo ao Corinthians que embora tenha mais time e esteja melhor, tem o foco dividido. O Santos pode jogar tudo na Copa do Brasil. O Corinthians, vice líder do Brasileirão, não.

Não vou dar palpites de quem passa por enquanto porque ainda é cedo. Mas o sorteio da Copa do Brasil já é uma das coisas mais legais do futebol e que movimentam o esporte em dia sem jogos.

Gostei muito dos confrontos, especialmente porque moro no Rio e poderei viver de perto essa “loucura” que será o Flamengo x Vasco.

abs,
RicaPerrone

Campeões e campeões

O futebol tem espaço para campeões e campeões. Do sortudo ao brilhante, do roubado ao incontestável, todo tipo de campeão fica pra história.

Mas é muito raro um campeão ser calculista e brilhante ao mesmo tempo.

Costumo dizer que no olhar do líder de um grupo, seja ele de dança, futebol, teatro, qualquer coisa que mexa com pessoas e sentimentos, temos uma boa noção do que esperar dos comandados.

Marcelo Oliveira é um treinador que olha firme. Mas que seus olhos não brilham.

Como Muricy, como Roth, como Parreira e outros tantos (não comparando o estilo de jogo), ele olha pro campo como quem vê uma equação matemática.  O que o faz competente é o fato de saber resolver essa equação.

O que o faz contestável é o fato de que futebol não é só uma equação.

Para ser campeão em torneios com confronto direto e decisivos é preciso mais do que regularidade e um plano de jogo. O Cruzeiro é “regular” há 2 anos e meio.  Mas neste período todo foi desclassificado de maneira até apática de todos os torneios de mata-mata que disputou.

E que os “novinhos” não se enganem, o Cruzeiro não é um time de afinar em mata-mata. Pelo contrário.  Este, regular, de bom futebol, incontestável a médio e longo prazo, não entra pra jogar decisões. Apenas jogos de tabela.

De 2013 pra cá, período de Marcelo, o Cruzeiro foi bicampeão dos pontos corridos. Mas perdeu 2 Mineiros pro Galo, o que ganhou foi com 2 “zero a zero”.

Eliminado das duas Copas do Brasil. Uma delas na final no maior Cruzeiro x Galo da história. Ou, pelo menos, no mais importante em termos de título.  Fora também das Libertadores, como a desta noite, perdendo uma partida absurda por 3×0 dentro de casa com a vaga nas mãos.

Contra o grande rival, 11 jogos sem vencer.

Existem campeões que entram pra história e outros que fazem história. Este Cruzeiro, ainda que histórico, entrou na lista.

Falta um marco para este Cruzeiro. Uma grande vitória, um gol de título, um homem do título, ou, até, um título contra o vice e não contra “tudo e todos”.

abs,
RicaPerrone

Hoje não!

Toda vez que Fábio e Rogério Ceni se encontram o goleiro sãopaulino costuma sair cheio de moral.  Foram 7 gols, diversas vitórias, inclusive o único gol de bola rolando da carreira de Ceni.

O encontro tem história, e é cruel pra Fábio. Ele é a maior vítima de Rogério Ceni em sua carreira.

cruxsao17269Mas hoje Fábio teria a oportunidade de “acabar com isso”. Se eliminado, Ceni não voltaria a incomoda-lo.  A aposentadoria não é uma certeza ainda, mas mesmo se não for, não serão mais do que 2 confrontos até dezembro.

Fábio pegou tudo no Morumbi, evitou uma derrota irreversível e no Mineirão apenas assistiu o jogo. De camarote viu o Cruzeiro amassar o São Paulo e repetir a mesma jogada 200 vezes até que a bola entrou.

Podia ter saído o segundo e o terceiro. Mas parece que no roteiro havia vingança e não apenas ação, drama e aventura.

Fábio não pega o pênalti de Ceni. Mas pega outros. Elimina o São Paulo, exorciza seu fantasma e ainda coloca seu time nas quartas de final para um memorável jogo contra Boca ou River.

Rogério Ceni quis jogar mais um ano sonhando em ganhar a Libertadores mais uma vez. E foi sua maior vítima que, em dia de “mito”, aposentou o capitão tricolor.

Hoje não. E talvez nunca mais.

abs,
RicaPerrone

O “Boca” brasileiro

rib1582As vezes a bola quer entrar, as vezes não. Engana-se quem pensa que o futebol é um esporte cujo fruto do bom trabalho é o mais significante fator a determinar o resultado.

Dinamite, que saiu pelos fundos, poderia ser campeão da Libertadores não fosse um lance de Diego Souza. Tite, hoje Rei, talvez continuasse “mediano”.

Domingo o Felipe Bastos do Grêmio bateu uma falta na trave. Na sequência do lance ela volta pra ele, ele erra um recuo e os 10 centímetros que não lhe fizeram empatar uma final 5 segundos antes agora entregam a Nilmar a bola do título. Só que do Inter.

As bolas no final, os gols improváveis, os erros individuais dos adversários, até os mosquitos da Dengue conspiram para o São Paulo nesta Libertadores.

Primeiro, Guerrero. Agora o autor do gol contra o Cruzeiro, que só entrou porque o titular foi picado.

Por algum motivo não justificado em campo em momento algum na temporada, o sãopaulino sabe que é possível. Não há noite de quarta-feira tão bem resolvida quanto as que lotam o Morumbi para um jogo internacional.

A bola entrou de novo. E o brasileiro mais temido da Libertadores segue vivo, respirando, sem o rótulo de favorito, como um fantasma em meio a uma festa a fantasia.

Mas a festa acaba. E então a maioria vai embora. Ficam os donos da festa e… Buuuu!!!

Cuidado.

abs,
RicaPerrone

O Cruzeiro de Marcelo Oliveira

Marcelo Oliveira pode não ter feito o Cruzeiro de 2015 jogar nem próximo ao de 2014, menos ainda que o de 2013.  Mas já tem uma formação muito bem definida em campo.

Esse campo que você vê abaixo é formato automaticamente pela Opta Sports com o posicionamento médio do jogador no campo. Ou seja, não tem erro. Mas quase nunca esse quadro dá um formato certinho de 442, 352, etc. Sempre tem um jogador mais pro lado que deveria, uma confusão entre volantes, enfim.

O Cruzeiro pode reclamar de tudo. Mas não que o time não tem uma formação. Veja o quanto é clara a distribuição do time do Marcelo no jogo desta quinta.

Um 4231 como se usa no mundo todo, sem novidades. O Arrascaeta fica atrás do Damião, abre 2 e força a jogada pelas laterais. Talvez isso explique muito do porque o Cruzeiro de 2014/15 cruza tão mais na área do que o de 2013.

Aliás, explica e outro quadro comprova. Veja de onde vieram as assistências de conclusões a gol do Cruzeiro no jogo.

passe

abs,
RicaPerrone