haddad

Não tenham medo

Hoje quero me dirigir a um público que não tenho, e que nem gostaria. Mas se você é eleitor do PT, seja pelo motivo mais absurdo que for, e está pregando o “medo” do Bolsonaro eleito, eu preciso te explicar uma coisa.

Se for campanha, e desconfio que seja, nada posso fazer. Se o “medo” for real, fique calmo.

O Bolsonaro é uma aposta de 60% do povo brasileiro em um choque de ordem, numa conversa mais franca e cheia de erros, mas menos fabricada e premeditada por algum marketeiro de campanha qualquer. As pessoas gostam dele. Pelo menos agora vocês sabem que, queiram ou não, a maioria das pessoas gostam dele.

Gostam ao ponto de ignorar a classe artistica, os apelos dos famosos, o desespero da mídia e dizer “sim” pra quem tinha 8 segundos de televisão.

E tendo os méritos de ser uma incrível minoria barulhenta e opressora que são, saibam que do outro lado não funciona assim.

As pessoas estão votando no Bolsonaro e boa parte desses votos são exatamente por você, petista, existir. Talvez se não fossem tão estupidamente cegos de amor pelo seu bandido mestre, teríamos outra eleição. Menos polarizada com certeza.

Mas, quando um grupo escolhe o crime a natureza força o outro grupo a escolher a polícia. A estratégia burra foi de vocês, então não enche o saco.

Mas voltando.

Estamos votando no Bolsonaro, não entrando pra uma seita. Estamos lhe dando uma chance, não amor eterno. Ao contrário de vocês, se ele errar, nós vamos virar contra ele.  Se ele roubar, ninguém vai defende-lo. E se ele for preso, não vamos reelege-lo daqui 4 anos.

Por favor, nos chamem de fascistas, malucos, esses absurdos todos que voces criaram para tentar equiparar um candidato a um ladrão. Mas não nos chamem de desonestos. Esse rótulo cabe a quem dá a mão pra bandido, não pra quem bota fé em quem promete combate-los.

Enfim, não quero me alongar porque meu pai me ensinou a não falar com vagabundo e bandido. Mas era só pra acalmar vocês mesmo.

Nosso voto é condicional. Nossos valores, não.

abs,
RicaPerrone

Tá fácil, Joãozinho!


Joãozinho é um menino levado. Mais do que levado, arrogante e quase burro. Mas ainda assim, só um menino tentando acertar.

Ele veste qualquer coisa, não faz cerimônias para quase nada, mas é bastante radical com relação a sua alimentação.

Joãozinho não come palmito.

A mãe respeita o pequeno João. Gosto é gosto. Embora as vezes ela acha que seja preciso, ele acredita que deve se alimentar de outras coisas.

Mas as coisas em casa foram ficando difíceis. O dinheiro faltando, o pai desempregado, a rua violenta, a falta de boas perspectivas foi deixando o cardápio cada vez menor e o clima cada vez mais hostil.

Outro dia a mãe disse a ele: “Filho, tem frango, palmito e pizza. O que você quer?”
– Qualquer coisa mãe, eu só não como palmito.

Joãozinho era fácil de agradar. Mas teimoso. E se um dia ele brigou pra dizer que não comeria palmito, dificilmente um dia ele comerá. Seu ego é maior que a fome, embora a fome seja necessidade.

Dia após dia ofereceram a ele diversas opções, e ele aceitava qualquer porcaria que lhe dessem, menos palmito.

Um dia seus pais quebraram. E no meio de uma discussão acalorada, a mãe fazia a janta e colocou na mesa um prato de palmito na frente do filho.

Joãozinho então olhou e revoltado disse: “Não! Isso não! Você sabe que não!”.

A mãe já sem paciência disse que era o que tinha. E ele seguiu teimando que não comeria o palmito. Até que sua mãe foi muito franca com ele.

– Joãozinho, é palmito ou merda. É o que tem.

E então, Joãozinho? Qual vai ser?

Abs,
RicaPerrone

7/10 – Dia da independência

Há muito desconfiamos, mas era preciso uma prova determinante para poder garantir. O Brasil não é mais um país manipulado pela mídia, classe artistica e velhos partidos.

Em 2018 os três poderes escolheram dizer “não” a um só homem, que sequer tinha tempo de resposta. Eram miseráveis 8 segundos de tv, o que até outro dia determinaria a sua posição no resultado final.

E não, meus caros. Dessa vez não. Sem TV, contra a mídia, contra os ídolos e a classe artistica, sendo massacrado com meias verdades o tempo inteiro e sendo esfaqueado não podendo continuar parte da campanha, o povo escolheu quem quis.

Não, cara! Não entra na pilha de discutir se era o melhor ou o pior. O ponto é outro. Até mesmo o mais fanático petista, que por obviedade não tem intelecto para tal, deveria fazer esse raciocinio e  notar o que conquistamos hoje.

O Brasil não é mais um curral da TV. Não diz amém porque um galã de novela abre a boca. E não precisa mais da mídia pra saber quem é quem e para escolher seus lados.

Pela primeira vez na história não foram eles que decidiram o que íamos pensar. Pensamos por nós mesmos e, certos ou errados, nós decidimos.

Neste dia toda empresa deveria rever seu medo comercial de atrelar marca a opiniões, seu delírio antigo sobre rejeição e entender que o “não” só vem pra quem tem muito “sim”. Ninguém precisa rejeitar com tanto barulho o que não tem aceitação.

E agora eu pergunto a você, marca medrosa que achou que iria contra o povo se apoiasse algo que não seguisse a cartilha do detestável e rejeitadíssimo politicamente correto: como se sente tendo tido medo de agradar a maioria?

Um país covarde, manipulado e ainda nas mãos de muito político, bolsa-cabresto, entre outros, colocou uma manguinha de fora.

Faz jornalismo, Globo. Lavagem cerebral você não faz mais. Imagina as outras, coitadas, se arrastando pra ter a audiência que um vídeo de gatinho acordando tem num dia.

Acabou.

Os institutos de pesquisa erraram grotescamente, gerando até boa dose de desconfiança sobre sua boa fé.  O PT está destruído, o PSDB perdendo força absurdamente, e novos partidos, pessoas e uma nova cultura começa a se formar.

Aos poucos, é verdade. Ainda falta muito. Votamos mal, escolhemos mal, nos posicionamos mal.

Mas pela primeira vez, ainda que acabe se mostrando um equívoco lá na frente, terá sido uma escolha nossa.

Talvez o Haddad perca. Talvez o Bolsonaro. Mas ninguém foi tão desmoralizado neste 7 de outubro quanto imprensa, classe artistica e os grandes partidos que por anos nos estupraram.

Dia 28 tem mais. E aí? Vão descer pro chão ou cair do salto?

abs,
RicaPerrone

O Jair de vocês não existe


Estou há semanas querendo tocar em assuntos que não são exatamente sobre política, mas sobre comportamento. Infelizmente vivemos uma era onde achar alguma coisa ofende, não concordar com os intelectuais do Projac te exclui de muita coisa e não ser uma samambaia te prejudica com anunciantes.

Enfim, foda-se.

Eu quero falar sobre Jair Bolsonaro.

Antes de mais nada, para validar minha opinião com os psicopatas, devo registrar que meu voto no primeiro turno será em João Amoedo.  É o candidato que me identifico mais com as idéias e propostas. Ponto final.

Ah mas então você não vota no Bolsonaro? Voto, claro que voto. No segundo turno contra PT, PSDB, Marina, Ciro, Boulos… voto fácil.

E não, não voto cheio de dedos ou vergonha do que vilão que a mídia criou, nem do super-herói que outros esperam.

O Brasil é um garotinho perdido sem identidade, sem coragem e sem noção. Todo garoto assim quer um super herói para ajuda-lo, não um caminho longo para seguir.  Jair é o herói de muita gente, como Lula foi há 15 anos. É esperança de mudança, e eu respeito isso.

Porque respeito? Porque o Bolsonaro que vocês odeiam não existe. E nem o super herói que os fãs promovem. Eu conheci Jair na casa dele, estive por algumas horas com ele e a família para uma entrevista.  Vi e revi as mais polêmicas declarações dele e lhes digo que não, ele não é racista.

Que sim, ele é machista.  Mas que 95% das pessoas criados como ele na idade dele são. Provavelmente seu avô seja e você não quer mata-lo.

Que não, ele não disse que mulher deve ganhar menos. Ele explicou o porque acontece. E sim, acontece. E sim, de novo, ele tem razão quando justificou como justificou. É de fato um dado a ser estudado e corrigido. Ou vocês preferem mesmo que ninguém toque no tema e continuem com o problema?

Ele não entende de economia, é fato. Mas eu gostei muito dele ter indicado alguém que entende. O bom diretor pra mim coloca bons professores em cada matéria na escola. O que vocês querem diz que dará aula em todas as salas e você acredita.

Jair é um tiozão do pavê.  Ele ri de piada sem graça, fala alto, repete piadas que “hoje não tem mais graça”.  Tem os valores deturpados por uma história de vida que deve ser considerada, já que tudo que lhe foi dado como valor não era discutível quando dado.

A gente é teimoso com 30. Você acha mesmo que vai mudar a cabeça de alguém de 70 no grito?

Não é um homem mau.  Nem fofo. É um homem que não se vendeu ao que “pode ou não” ser dito em público e portanto ao contrário de 80% dos famosos que votam nele, ele dá a cara pra bater. E batem. Como batem.

A mídia odeia o Bolsonaro. Por ser da mídia há 20 anos eu tenho por convicção a idéia de que se a mídia odeia alguém, devemos desconfiar que trata-se de alguém que a ameaça. E não necessariamente alguém ruim.

Você já pesquisou se ele realmente disse, como disse e sob quais circunstancias os seus rotulos surgiram? Ou vai ser mais um enganado pelo “não se faz copa com hospitais”?

Eu votaria no Bolsonaro. Pela vontade de ver esse bando de esquerdista maluco que apóia bandido quebrar a cara, pelo fato de considera-lo melhor que outros tantos e porque até hoje ele é honesto. Coisa que não podemos bancar por exemplo de quem faz parte da gangue recém destruída do PT ou da que mudou de nome do PMDB, menos ainda da sobrevivente do PSDB.

Eu quero que todas elas se fodam. Eu não voto em PT, PMDB E PSDB depois da Lava Jato. E se ainda assim você quiser isentar o partido, ok! Mas num país onde 30% das pessoas querem o líder do crime no comando, foda-se o que as pessoas acham.

O Jair não existe. Nem o seu demônio nem o seu herói. Entre eles há um cara com idéias boas, outras ruins. Com qualidades e defeitos como todos nós. E que não merece ser nem demonizado e nem canonizado.

Vocês terroristas de esquerda tinham “medo” do Trump. E ignorantemente esquecem que presidente não é ditador, ao contrário de alguns lugares que vocês idolatram. Portanto, queira ele fazer muita merda, ainda haverá um sistema para aprova-las.  Parem de aterrorizar ignorantes dizendo que o Bolsonaro pode simplesmente dar arma pra todo mundo, fazer mulher ganhar menos ou até prejudicar negros.

Pelo amor de Deus. Tenham pelo menos a dignidade de não se tornarem tão mentirosos quanto esses políticos na hora de fazer campanha. Eles pelo menos estão mentindo em causa própria. Você tá mentindo pra ele e de graça.

Não estamos elegendo um novo santo. Só um presidente.

Ninguém discutiu proposta de nada. São meses jogados fora tentando jogar na cara um do outro quais seus defeitos que mais impactam no seu “não voto”.

Foda-se o que eles vão fazer e como farão. Desde que se encaixe no meu genro ideal, “eu voto!”.

Caio Ribeiro 2022. Só não vê quem não quer.

abs,
RicaPerrone