
Rodada 34
Ainda não!
Por mais teimosa que seja a matemática, neste caso ela ainda sobrevive sobre a praticidade dos fatos.
O São Paulo venceu o Palmeiras e negou ao Cruzeiro o título, ao Verdão o alívio.
Uma atuação de força e oportunismo. Sendo pressionado no segundo tempo mas com uma diferença de qualidade técnica entre os dois times que chega a ficar desagradável chamar de “clássico”.
Mas era. E com o 2×0 o São Paulo mantém 4 pontos atrás do Cruzeiro, que joga quinta contra o Grêmio lá, jogo que considero o mais difícil do returno pra eles. Em seguida, o São Paulo decide contra dois times de férias. O Cruzeiro, contra apenas um.
A tendência natural é que seja mais complicado pro time mineiro, mas ainda assim são 4 pontos e mais do que isso, o saldo, o número de vitórias, e portanto uma diferença que obrigatoriamente tem que ser de 5 pontos. Se tirar os 4 o São Paulo não ganha o campeonato.
O Palmeiras, com 39, volta a rezar. Mas relaxa, das 4 restantes, 2 de férias. Se não fizer os 6 pontos contra time que joga pra cumprir tabela é brincadeira.
É iminente o não rebaixamento do Palmeiras, tal qual o título do Cruzeiro. Mas ainda não foi dessa vez que deu pra confirmar.
abs,
RicaPerrone
“Quase” tudo errado
Para pouca gente Fluminense e Botafogo jogaram a vida em 2014 no Maracanã. Tão frustrante quanto o público, o futebol. Mais do Flu, vencedor, do que do Bota, o vencido.
A decisão de Maurício em afastar o trio há cerca de um mês se mostrou errada. Simplesmente porque nos últimos dois jogos o Botafogo não precisava ter perdido. Dava pra ter ganhado do CAP, dava pra ter empatado com o Flu, pelo menos.
De todos os cenários possíveis o mais real era um ataque x defesa do Flu contra o Botafogo. Mas por incrível que pareça o time mais técnico resolveu jogar pelo alto, fazendo chuveirinhos por 90 minutos e igualando a condição dos dois times, já que não é preciso muita qualidade pra “saltar”.
E desta forma, acredite, o Botafogo teve duas bolas pra marcar e mudar o jogo. Talvez até ganha-lo. Numa o Carlos Alberto quis aparecer no Fantástico, na outra o jogador que nem me recordo escolheu chutar ao invés de tocar de lado pra um dos atacantes livres na cara do gol.
Uma hora uma cabeçada vai pro gol. E o Flu encontrou num de seus cruzamentos a cabeça de Edson e os 3 pontos que o mantém na zona de cobiça pela Libertadores, enquanto joga o Botafogo num domingo desesperador onde só rezar é opção.
Campo molhado, ninguém chuta. Time mais técnico, e só cruza. Time mais limitado, por uma bola, a encontra, e brinca na hora de marcar.
Fizeram tudo errado. Mas o Fluminense é tão melhor que o Botafogo hoje que nem assim houve uma surpresa.
Deu a lógica.
abs,
RicaPerrone