Santos

Flamengo segue liderando o ranking digital

O Ranking atualizado do mês de novembro mantém o Flamengo no topo e tem como única grande curiosidade o Botafogo ser o único dos 12 grandes que não está no “top 13”.

O “top 13” existe em virtude do acidente da Chapecoense, onde o mundo todo passou a seguir o clube nas redes sociais.

Sport e Botafogo estão praticamente empatados.

Fonte: Ibope

RicaPerrone

O circo, os palhaços e o dono

Passado o circo do Pacaembu, vamos aos culpados de fato. O jogador foi um tremendo irresponsável ao não avisar e/ou não saber de sua punição. O Santos foi bobo, a Conmebol foi covarde, o River malandro e o torcedor desequilibrado.

Pulando a parte jornalística moderna que diz que devemos falar o que pode e não o que achamos, vamos direto ao ponto.

Existe o educado, o ético e o otário. O otário é quase sempre o que tem educação e ética com quem não tem com ele.  Briga se ganha dando porrada.  Você pode evitar a briga, mas depois que ela começa ou você bate ou apanha.

O Santos entrou no circo pra ser o palhaço ontem. E com ajuda de sua torcida, inflamada pelo absurdo que fez a Conmebol, entrou direitinho.  Vai ser punido ainda mais, além de eliminado ontem, porque é óbvio que tudo que a Conmebol queria era um problema causado por nós, brasileiros, pra desviar o foco da palhaçada.

Conseguiram.  O tema agora é violência. Cuca. PM.

O Sanchez, tanto faz. A vaga, idem. No Pacaembu ficaram todos os questionamentos sobre a honestidade do caso, e de lá saíram mil lamentos e teses vazias de quem há séculos não pisa uma arquibancada e acha que estudou jornalismo pra virar especialista em segurança pública.

O Pacaembu era um barril de pólvora. A pancadaria aconteceria no campo ou fora, basta ser meio torcedor pra saber o que aconteceria ali. Esperava que o Santos fosse criar uma confusão no campo e tumultuar a Libertadores no tapetão. Não que a torcida fosse dar a Conmebol mais motivo pra punir o Peixe.

Entendo? Entendo.

Não concordo, é óbvio. Mas eu vim dali, sei o que sentem e o quanto isso era provável. Infelizmente quem comanda futebol pouco sabe sobre ele, então acharam que não aconteceria nada dizer pra 40 mil pessoas que elas são palhaças e ainda pagaram por isso.

Circo.

E com Cuca enlouquecido, jogadores descompensados, torcida quebrando tudo, só um vai sair ileso: a Conmebol. A promotora do circo. Afinal, os ingressos foram vendidos. Então… tá ótimo.

abs,
RicaPerrone

#VerguenzaCONMEBOL

O Santos errou,  é claro que errou.  Deveria ter tido o cuidado de investigar mais e até ter feito um contato formal com a entidade para escalar o jogador.

Sim, eu achei que seria punido quando vi o caso. Afinal, é a regra.  Mas então surgiu o caso River, a absolvição e o argumento de que o sujeito jogou 7 partidas irregulares mas que o clube consultou a Conmebol.

E o Santos não?

Por e-mail, não. Mas foi ao sistema da entidade e o jogador estava liberado. Portanto, de outra forma, mas também houve consulta.  Você pode punir o Santos, desde que não tenha absolvido o River Plate dias antes.

A CBF não fala nada, os times brasileiros são desunidos e burros. Vão achar engraçado o rival se fuder.  Amanhã será ele, mas tudo bem. Por uma risadinha hoje eles não se importam com o que virá amanhã.

A Conmebol trata o Brasil dessa forma há décadas. Nunca falamos nada, e pelo jeito nem iremos. Hoje o Santos, ontem Fluminense, Flamengo, SPFC, Corinthians, Grêmio, etc.

Somos os bobos da corte.

Não se trata de ser correto. Se trata de não ser otário. E sim, nós somos.

Somos o bom marido gentil. Só que a Conmebol é uma vadia.  Não importa o quão correto você seja, ela vai acabar dando pro malandro.  Então, deixe-a ou torne-se malandro também.

abs,
RicaPerrone

Bom resultado e só

O Santos que nada jogava agora consegue, ao menos, resultados. Se ainda passa longe de ser um time de bom futebol e algum favoritismo a títulos, pelo menos já tem uma proposta de jogo e uma noção mais clara de suas limitações.

Não posso achar bom um time desse tamanho jogar uma partida de Libertadores sem dar um chute a gol. Mas posso ver alguma coisa nesse time que há 1 mes tomaria 2×0 lá e também não chutaria no gol provavelmente.

O time argentino é bem comum. Mas o discurso não é determinante quando o do Santos hoje também é. E é.

Um jogo de camisas, de muita pegada e pouco futebol de ambos os lados. Mas é evidente que a volta no Pacaembu dá ao Santos uma possibilidade maior de classificação.

E assim sendo, o resultado na Argentina é bom. O futebol não. Mas o resultado, sem dúvidas.

abs,
RicaPerrone

Relatório completo de público no Brasileirão de 2012 a 2017

Uma das coisas que o torcedor mais gosta de discutir é o desempenho dele mesmo perante seu clube na arquibancada.

O ADMKT é o Grupo de Pesquisa e Extensão em Marketing e Comportamento do Consumidor da Universidade Federal de Goiás (UFG). Fundado em 2012 pelos docentes e pesquisadores Marcos Severo e Ricardo Limongi, professores efetivos da UFG, o grupo foi criado com o objetivo de promover atividades da área de marketing realizadas no âmbito da instituição de ensino.

Pois este grupo fez uma incrível pesquisa sobre o público do futebol brasileiro dos campeonatos brasileiros de 2012 até 2017.

A comparação começa com a Premiere League, na Inglaterra. E logo se tem a discrepância de público dentro dos estádios.

Dessa forma, o objetivo deste relatório é responder diversos questionamentos relacionados ao Campeonato Brasileiro de Futebol, não somente aqueles que tratam do público pagante e da taxa de ocupação nos estádios, como também os que se relacionam ao desempenho das equipes de futebol.

O contexto brasileiro é particularmente marcado pela existência de 12 grandes clubes, que concentram 53 dos 59 títulos dos campeonatos brasileiros disputados desde 1959, época da primeira edição da Taça Brasil.Conhecer detalhes da dinâmica do principal campeonato de futebol do País é importante, principalmente se for considerado que os principais clubes brasileiros ainda se veem diante de problemas estruturais e organizacionais crônicos, como más condutas de gestão.

Dirigentes e profissionais de marketing que atuam nessa realidade pouco sabem dos fatores que determinam a presença de público nos estádios ou o desempenho das equipes no campo.Poucos são os clubes realmente prossionalizados que organizam ações administrativas baseadas na racionalidade da análise de dados. Entretanto, esse cenário começou a mudar nos últimos anos, com isoladas iniciativas de prossionalização e responsabilidades scal e administrativa. A apresentação do “Relatório ADMKT de Presença de Público nos estádios brasileiros”acompanha esse movimento e se apresenta como fonte de informação para gestores de clubes, prossionais de gestão esportiva e da imprensa especializada

O primeiro gráfico mostra o público médio e também o “desvio” padrão. O “desvio” é como uma margem de erro. É a média de público oscilando pra cima e pra baixo perante o público médio.

A seguir temos um gráfico para mostrar em ordem essas médias de público ao longo deste período.

A seguir a taxa de ocupação, que está sempre diretamente ligada ao público médio em virtude da capacidade de cada estádio.

Temos, então, outro gráfico interessante. A comparação entre começo e final de campeonato, para verificar se as torcidas se comportam regularmente, só nas finais ou só num começo empolgante.

Em seguida uma série de gráficos que indicam o comportamento do torcedor para ir ao estádio no Brasil, e até a sua relação com o resultado.

Esse trabalho detalhado e muito interessante para discussão sobre o futebol brasileiro foi feito pela equipe abaixo, a quem agradeço pela preferencia em ter disponibilizado a este blog primeiro.

Das coisas que o dinheiro não comprou

O Palmeiras tem um investidor porque dá retorno. É simples, incontestável, de clara inveja alheia a quem contesta. Talvez alguém tenha feito um estádio pra ele com recursos privados e comprado um timaço pela logica simples dele ser um bom negócio. Talvez seu clubismo não veja assim.

De tudo que o Palmeiras pode comprar, algumas coisas não estão a venda. E veja você, é quase sempre o que o torcedor mais gosta.

Ele gosta de criar em casa. Ou de achar dentro dela alguém de quem pouco se esperava. Ela gosta de Jesus, de Jailson, de esperar mais pelo investimento e menos pelo mesmo motivo.

Quem colocou o Palmeiras na final antes do jogo foram jornalistas irresponsáveis. Não o clube. Ele não foi arrogante, o tom veio de fora. Em campo,  jogou menos do que pode, mas ignorar o fator do clássico para cobrar desempenho por mero investimento é chamar Palmeiras de Chelsea.  Não, não é o caso.

Falamos aqui de um time com investimento e camisa. Camisa que ajuda cá e lá. Por isso o Santos venceu o jogo hoje. Porque não se joga só com a grana. Há mais do que isso por trás de um clássico.

Mas nem mesmo se pudesse o investidor poderia comprar a noite de hoje. Pelo que investiu esperava vencer por 3×0 com gols dos seus reforços caríssimos. O futebol é mágico, e o nosso não está a venda numa prateleira.

Prova disso é que a noite de hoje será eternizada na memória de cada palmeirense pelo não retorno do investimento em campo. Ou seja, pelo fato de não haver garantias. Dos badalados, outra vez salvou um não comprado. E do esperado passeio veio mais um drama nos pênaltis e história pra contar.

Pudesse comprar com esse roteiro, o Palmeiras compraria. Mas não se vende história, se faz. E mais uma vez o Verdão dramatizou um roteiro de final até previsível, mas nunca garantido de véspera.

Salve Jailson, o velho Pacaembu, os penaltis sem favorito e o peso da camisa. As vezes a vaga vem sem nenhum centavo pra explicar.

abs,
RicaPerrone

O maravilhoso Romero

O Romero não joga nada. Acho que todo mundo concorda que falamos aqui de um jogador absolutamente mediocre e que sem recursos para brilhar no futebol.

O protagonismo jamais vai passar perto dele pelo futebol jogado. Mas nem só de técnica o esporte se promove. E inteligente é o cara que nota isso e faz de sua participação um negócio, um evento.

O Sonen no UFC é um lutador comum. Mas fala, provoca, causa tumulto e vende. Logo, se torna um dos tops. Porque esporte é entretenimento e quem gera entretenimento se torna relevante dentro dele.

Tá certo o Romero? Claro que não!

Mas o cara dá um carrinho no banco adversário (não agrediu ninguém), toma um chute, sai do jogo chamando o rival de pequeno e mete marra sendo titular do Corinthians, como que não vai ser protagonista a semana toda?

Aí vem os paladinos da ética detonar o cara. Óbvio que o Santos é grande.  Ele provocou, o David respondeu, tá otimo.

O que isso gerou? Horas de exposição na mídia das duas camisas, rivalidade, pauta pro próximo jogo, aflorou a paixão do torcedor na discussão do bar segunda-feira e não fez mal a NINGUEM.

Se chama “entretenimento”.

No Brasil ainda é um conceito novo. Dificil do brasileiro aceitar porque segundo a maioria aqui não pode ter pão e circo já que falta o resto. É o cara que pensa: ” a Síria em guerra e você ai almoçando..”.

Nem só de problemas é feita a vida. E nem só de gols é feito o futebol. Tem contexto, e ele se faz através de situações como a do Romero contra o Santos domingo.

Nem queria ver Santos x Corinthians na próxima.  Agora não perco por nada esse confronto.

O futebol só ganha com essas coisas que, segundo muita gente, é “desnecessária”.  Mas passam 2 horas falando disso toda segunda-feira.

abs,
RicaPerrone

Quem é esse cara?

Eu serei prático ao dizer que nunca vi no Gabigol futebol pra 30 milhões de euros. Acho que o Santos deu muita sorte nessa e vendeu na hora certa.

Não serei hipocrita de dizer que acho que não dar certo na Europa aos 20 anos significa que tenha tudo dado errado e que o garoto não vale nada.

Mas aos 21 anos, e embora tenha algum tempo já de intimidade com nosso futebol, quem é Gabigol?

O menino de ouro? Mais uma cria de Neymar? Um jovem craque amadurecendo? Ou um novo Keirrison?

Não sei e acho que hoje ninguém é capaz de dizer.  Mas os 30 milhões que a Inter erradamente investiu nele não cabem hoje pra analise.  Foi uma aposta. E uma aposta perdida.

O Santos aposta de novo em seu próprio garoto. E pode recupera-lo, embora eu tenha o potencial dele como algo inferior ao que ele mesmo já atingiu um dia.

E dizer tudo isso de um jovem de 21 anos é tão estranho, tão errado, tão triste.

abs,
RicaPerrone