2012

O dia que a Libertadores ganhou o Corinthians

Era um 4 de julho onde São Paulo não trabalhou.  A terra que nunca para, parou.  E mesmo os mais apaixonados rivais sabiam que dali não passaria. Era, portanto, o dia.

Não havia qualquer movimento na cidade que não remetesse ao jogo. Havia Corinthians, Boca e o resto da cidade toda era figuração.

Me lembro bem porque estava no Rio e voltei pra SP naquele dia só pra estar lá na hora do jogo. Nem ao Pacaembu eu fui, mas eu queria estar ali pra ver a cidade se libertar do trauma de tantos anos.

Com a marra que sempre lhe faltou, contra o maior dos rivais possíveis, o Corinthians transformava pesadelo em história.  Eu nunca vi tanta gente rindo a toa de madrugada, nem mesmo tanta gente andando sem direção no fim do dia.

Naquela noite jogaram Corinthians, Boca, Palmeiras, São Paulo, Santos, Inter, Grêmio, River Plate, Indpendendiente…  E contra todos eles, deu Corinthians.

A maior das vitórias. Sim, maior que o Mundial.  Libertadores é uma escada que você sobe e chega ao topo num final apoteótico. O mundial é um jogo, dois no máximo.  Embora represente “o mundo”, é menor que a América.

Eu sei que o sonho do Corinthians era ganhar a Libertadores. Mas naquele dia que descobri que o sonho da Libertadores era ganhar o Corinthians.  Mais importante do que tê-la pra ele, era o o torneio contar com aquele campeão.

Noite sem igual, uma cidade cinza que sorria de todos os lados.  O indiscutível de quem sempre se discute. O mérito que não deixou poréns.

Salve 4 de julho de 2012, o dia que a América conquistou o Corinthians.  O dia que a cidade de São Paulo parou de trabalhar pra se divertir.  O melhor dia da vida de milhões.

E, porque não dizer, os melhores minutos de 107 anos de vida.

abs,
RicaPerrone

Indo, Corinthians…

Era pra vencer. Os mesmos caras que falam em “arrogância” do nosso futebol em achar que ainda temos o melhor futebol do mundo, falam em “vexame” se você não passar pelo campeão africano.

E assim entrou em campo o Timão, como entram todos os brasileiros nessa semifinal e transformam um jogo difícil num jogo dramático.

Nada é mais insuportável do que entrar em campo pra “não ser uma piada”. E é isso, infelizmente, que plantamos aqui para os nossos times. Na semi, jogamos para evitar “vexames”, na final, para fazer história.

Se queriam Corinthians, tiveram.

Tem que ser sofrido, sabemos.

Tem que jogar menos do que pode, afinal, nada move mais o Corinthians do que a desconfiança que isso trará para a decisão.

Duvidem dele. Ele gosta.

Para 10 ou 20 mil fiéis, tanto faz. É épico.

Se contra um Monterrey, mais “medo de perder”. Se contra o Chelsea, “vontade de ganhar”.

Que venham os ingleses, afinal, são os “melhores do mundo”, são ingleses, fofos, louros, lindos, cheirosos, etc, etc, etc…

Não torça contra, corintiano. Torça pelo Chelsea.

Deseje-os, não corra deles.

O Corinthians foi até lá para não passar um vexame e conquistar um grande título.

O vexame já foi eliminado.

Agora é hora de buscar um grande título.

Sonharam com o Chelsea, então que seja o Chelsea.

É hora de encarar o Sào Caetano de dono rico, que para muitos é o gigante.

E, enfim, deixar claro quem é o grande e quem é o rico.

abs,
RicaPerrone