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O raríssimo Thiago Neves

Entre ser um craque de seleção e ficar rico, Thiago escolheu ficar rico.  É pouco condenável sua escolha, já que os desejos de carreira são individuais. Pelo que joga, eu teria tentado Real Madrid e seleção, não a grana fácil da Arábia. Mas, estamos falando de um jogador de agora 31 anos, que teve um trauma na carreira bem considerável.

Pouca gente cita, mas Thiago passou muito perto de se tornar o maior ídolo da história de um clube grande.  Em 2008, na épica Libertadores do Fluminense, esse sujeito fez 3 gols na decisão, além de um na primeira final.  Se nos pênaltis o jogo terminasse pro Flu, Thiago teria dado uma Libertadores pro clube. Seria Deus.

Por erros de arbitragem e por azar, não foi. E naquele dia ainda viu seu pênalti ser anulado e voltar até que errasse, talvez lhe dando considerável motivo para “vou ganhar dinheiro e foda-se”, já que o futebol é bem injusto com as pessoas.

Mal escalado no Flamengo, sempre aberto, não foi o mesmo cara, mas foi bem. Thiago é diferenciado. E não só pela técnica e bom chute, mas porque tem uma característica raríssimas que adoro: Ele gosta de jogo importante.

Talvez ele não faça nada contra o Ipatinga. Mas o Galo que se cuide, porque é nesse jogo que ele se cria.

Cruzeiro contrata um dos melhores meias possíveis. E que se ainda quiser, volta até pra seleção.

abs,
RicaPerrone

É gringo? Então é bom!

Diego Aguirre, nosso novo salvador.  Mais um técnico gringo que chega ao Brasil para aplicar a metodologia que nós não temos. Mais um passo para a evolução do futebol brasileiro.

Aguirre é um cara que em 2011 foi vice campeão da Libertadores.  Pouco importa se o Penarol dele jogava mal pra cacete ou se havia ali uma filosofia nova. Deu resultado? É bom.

No Inter, nada especial.  Mais frustrou do que deixou saudades.  E desde então sem clube, foi chamado pelo Galo, após ser colocado na pauta de todos os grandes do Brasil quando trocam de treinador como se fosse um dos maiores nomes do mercado.

Eu tenho duas coisas a ponderar:

1- Acho o Aguirre comum.  Nunca vi nada no time dele que seja realmente novo ou que me faça suspirar. Mas ele não tem 90 anos. Ou seja, pode apresentar ainda o que se espera dele.

2- Porque o Aguirre tem tanta moral assim no Brasil? É o Osório do Sul?

A verdade é que o Galo aposta, e acho válido apostar.  Daí a colocar o Aguirre como uma contratação de peso, um  nome internacional que representa evolução e a porra toda que um gringo trás ao Brasil só por ser gringo, acho exagero.

Como é bom ser “gringo” nesse país.  O termo “importado” aqui é sinonimo de qualidade, já notou?

Aguirre é uma contratação comum. Como seria Doriva, Dorival, entre outros nomes que ainda buscam comprovar sua competência no mercado.  Mas Aguirre é gringo. E gringo, no Brasil, já sai com crédito.

Boa sorte.

abs,
RicaPerrone

Sempre!

Minha profissão me tirou o “direito” de odiar Corinthians, Palmeiras e Santos. Me fez enxergar coisas boas neles e defeitos em meu clube.  Me mudou a perspectiva de ver futebol aos domingos  e quarta-feira, tal qual me “broxou” como doente fanático que um dia fui.

Eu não tenho o direito de cobrir futebol se eu me colocar naquele pedestal jornalístico de quem não sente mais o mesmo que você, e portanto te da aula de como você deveria se sentir. E tento manter isso de alguma forma.

A melhor que encontrei foi a seleção, único lado torcedor meu que não vai “desrespeitar” leitores porque estarei torcendo pro mesmo que eles.

Esse time de amarelo é a única coisa que eu ainda posso sofrer, xingar, amar, gritar, acompanhar e perder a razão como qualquer torcedor. E assim será até o último jogo que eu puder ver da seleção.

Talvez lhe pareça pouco profissional. E eu lhes digo que pra mim pouco profissional é tentar falar de futebol por profissão e não por paixão. Pois é de paixão que ele vive e ao perdermos isso para virarmos jornalistas perdemos, também, a propriedade sobre o que estamos falando.

Futebol é muito mais do que eu possa entender. Portanto não perco meu tempo tentando loucamente entende-lo para estar acima de você.  Eu sou como você. E chorei no Mineirão. Como vou chorar muito quando ganharmos em 2018. Como vou discutir com amigos, discordar, odiar um jogador e reagir exatamente como você enquanto eu puder torcer pra minha seleção.

Se escrevo num tom diferente da maioria é exatamente porque ainda subo a arquibancada, pago ingresso, não uso a credencial sempre e porque tenho um time pra torcer sem “poréns”. É a seleção.

Dunga é, hoje, meu treinador. E não importa qual seja, eu vou jogar a favor até quando puder. É o papel que eu escolhi fazer. Mesmo que te pareça papel de bobo.

Boa sorte, Dunga! Avaliações apenas após a primeira convocação e estréia. Não avalio trabalho de ninguém pela coletiva.

Que aliás, foi ótima.

abs,
RicaPerrone