Arena Gremio

Cada um vê o jogo que quer

“À lá Grêmio”. Com todos os ingredientes que despertam nesse time já não tão esfomeado uma necessidade incrível de caçar. Com expulsão, drama, altos e baixos, vaias e aplausos, heróis e vilões e, óbvio, uma noite de copa vitoriosa.

Era 5 do segundo tempo quando Geromel, o mito, resolveu o jogo.

Notando a dificuldade de Renato Gaúcho em tirar seu centroavante, do Grêmio em entrar no jogo e da fase do Tardelli, o zagueiro “sentou a pua” no paraguaio e propositalmente foi expulso.

Foi expulso se sacrificando para forçar a saída de André. Pronto, agora o Grêmio continuava com 10.

Geromel é esperto. Ele sabia que o David era mais perigoso que ele no ataque. Sabia que sairia o André. Sabia que ele teria que repor atacante e que esse seria o Tardelli.

Com “um a menos”, o Grêmio passou de favorito a desafiado. E então surge o gremismo em estado puro. Jogo de Copa, situação complicada e a obrigação virou superação.

Gol de Tardelli, gol de Deivid. Renato em paz, Tardelli de volta, jogo resolvido, clima de Libertadores pra um Tricolor que as vezes parece distante daquela gana de 2017.

A parte mais importante do futebol é o direito que cada um tem de ver a mesma coisa de forma diferente. E se algum gremista não viu isso hoje, está cego.

RicaPerrone

Lição e baile

Em 45 minutos o Grêmio mostrou que pode brigar por título na Libertadores. Que é capaz de jogar bem e articular o jogo mesmo sem o Douglas.

Capaz de ser rápido, perder gols e ainda assim deixar uns 3 logo no primeiro tempo.

E que primeiro tempo!

Tudo perfeito. Acabou, tá resolvido.

O Grêmio é copeiro, sabe jogar isso como poucos. Mas até mesmo pra quem sabe tem o dia do alerta.

Normalmente quando acontece, é uma derrota que nos faz ver o erro. Até pra isso o Grêmio teve sorte. Aprendeu ganhando.

A fundamental quase reação dos adversários vai ser mais útil pro Gremio se bem usada do que o 3×0 seria.

Acontece. Aconteceu.

Libertadores não é um torneio de futebol. É bem parecido, mas é outra coisa.

E as vezes todo mundo se confunde e acaba jogando só futebol. O Grêmio jogou Libertadores por 45 minutos, algum outro torneio por 45.

Ainda bem que eles não empataram?

Não. Não é bem assim. O Grêmio teve muito mais chances de fazer o quarto, o quinto e até o sexto do que eles o terceiro.

Ainda assim, uma lição. Justo você, imortal, vai dar alvo respirando como morto?

abs,
RicaPerrone

Diário de viagem – O Penta

Fui!
Depois da trágica experiência de ser meio ignorado por uma agência, recebi um telefonema meia noite de terça-feira dizendo que o Hotel Urbano queria me dar a viagem ao Sul para ver a decisão.

Dormi pouco, mal, acordando a cada 2 horas. Eu queria que chegasse logo. Nunca fui a Arena nova, e por ser são-paulino também não costumo estar na final da Copa do Brasil (ri, filha da puta!)

Corri, arrumei tudo, mandei o filhote (dog) pro hotel e fui!


Oi, Carol!

Cheguei no aeroporto do Rio e só tinha gremista. Uma delas, logo do meu lado no check in, Carol Portaluppi. Imediatamente mandei mensagem pro pessoal do Hotel Urbano e agradeci. Porra, um voo pra Porto Alegre e com ela??? Já te considero tanto, Hotel Urbano… (fazendo coração com as mãos)

Nas duas horas de vôo escrevi sobre Espinosa, Renato, e o que seria genérico independente do jogo. Esse diário comecei aqui, agora, da poltrona 26D, de onde vejo só a cabecinha da Carol enquanto ouço Luan Santana no fone (ai, ai…).

“Fala com ela cara!”. Então… eu falei com ela. “Oi Carol! Eu sou o Rica Perrone, jornalista. Ja nos falamos no twitter por DM umas vezes…” Ela foi simpática, fez que reconheceu, mas os olhos dela gritavam um “Quem?!?!?!” que eu até sai de perto. “Bom jogo!”. O que significa que aquele texto que fiz defendendo ela do caso da invasão do campo não mandaram pra ela. Mandaram pro presidente do Grêmio, pro vice, pro marketing, pro elenco, mas pra ela, não. Porra, vocês são sem critério…

Tudo bem, eu nem queria mesmo seu telefone, Ca-ro-li-na! Hunpf! #paz


Vai dar Grêmio

Tava aqui pensando. São 16h45 agora. Mais 40 minutos eu chego, corro pro hotel e vou pra Arena. Mas não é sintomático demais voar de “Azul” pra uma final do Grêmio?


Fofos

Gremistas são “fofos” comigo. Eu não sei se eles não estão acostumados com alguém falar da grandeza deles fora do RS, sei lá. Mas eles me tratam tão bem, mas tão bem, que eu fico até em dúvida se eles não estão me confundindo com o mendigo do pânico, que é meu cover.


Mudos

E os atleticanos andam pelo aeroporto com cara de terrorista. Parece que eles sabem que tem uma arma e vão explodir a porra toda e não podem demonstrar.

Sabemos. No fundo é só aquela certeza escrota da derrota banhada por um otimismo óbvio de estar indo ver mais uma virada épica do Galo. E se acontecer, convenhamos, mudem “inacreditável” pra “Galo” no dicionário amanhã cedo!

Tá, chega. Vou desligar o computador e focar na Carol… ops, na viagem. Até já!


Uber

Cheguei, corri, peguei um Uber e partiu Arena. Ele me recebeu meio mudo, não disse não saber o caminho e nem tentou me enfiar balas de todo jeito. Achei estranho.

Na medida em que o carro ia chegando na Arena os gremistas faziam festa em volta, ele de cara mais fechada ainda.

Uma hora não aguentei.
– Irmão… tu é Colorado?
– Sou.
(Silencio eterno)
– Eu posso descer aqui …
– Ok.

#paz


A gloriosa descoberta de um público

Nada é mais maneiro do que o torcedor chegar em você e dizer que você o emocionou com o texto X ou Y. É meu objetivo maior, portanto, nada me deixa mais contente.

Tô nem aí pra furo de reportagem, quero é ver nego doente pelo clube dele, levando filho no estádio e curtindo essa doença chamada Futebol.

Eu juro que não sabia que tanta gente em Porto Alegre me conhecia. Fiquei muito feliz, mesmo! Conheci o estadio todo, andei em volta, fui na lanchonete, na sala do presidente, fui guiado pelo vice Dutra, conheci conselheiros e diretores. Foi muito maneiro.

O Grêmio é enorme.


O melhor estádio

Resumindo, não estive num melhor. Foi o que achei. Encantado com a acústica, a dimensão, a possibilidade de festa com bandeiras, fogos, etc. E também o fato dele ser lindo e glamouroso, porém num bairro pobre. Isso dá um ar interessante.

Não fui ainda no Beira-Rio novo e nem no Allianz. Mas dos que fui… é o estádio que mais gostei. Incrível!


Na geral

Meu ingresso foi dado pelo clube. Na noite que pedi o ingresso no twitter fui surpreendido por uma mensagem do vice presidente do Grêmio me convidando em nome do clube pra ver a final. Eu fiquei até meio emocionado.

Ali, quando vi meu lugar, quase não acreditei. Eu queria muito ficar perto, e me colocaram em cima da Geral. Onde eu queria ver a festa.

Foi de arrepiar o minuto de silencio, as homenagens, o envolvimento do torcedor do Grêmio com a decisão, enfim, tudo! O Olímpico pode, enfim, descansar em paz.


O gol que ninguém viu

Cazares meteu um olho azul num gordo. Foi lindo, mas não adianta nada. Eu diria que em meio a festa, fumaça, fogos, abraços e tudo mais, 80% do estádio só descobriu que não foi 1×0 na manhã seguinte.

Nunca vi um gol tão lindo ser tão ignorado na vida. E nem foi de propósito, foi porque não viram mesmo. No mínimo curioso.


Os pais e filhos

Nada, absolutamente nada, mexe mais comigo do que ver que o futebol é um elo de pais e filhos. A saída do estádio era genial! Pais abraçados aos seus filhos e filhas chorando, ou as vezes até com 3 gerações juntas.

Crianças de 12 anos que nunca tinham visto o Grêmio campeão que o papai contava ali descobrindo ser verdade. E a oficialização de um amor que dali nunca mais vai sair. Essas crianças aprenderam o que é ser torcedor e jamais se venderão a Barcelonas e Manchesters. São Grêmio, como seus pais.


A noite

Eu não tinha condições físicas de aceitar os convites de churrascaria ou rua. Era 2 da manhã quando acabei de escrever e publicar tudo, eu tinha dormido só 4 horas e acordaria as 7 no outro dia pra voltar. Fiquei.

E pela televisão revi o jogo, descobri lances que não pude no estádio e o quanto os closes na torcida pela tv mostravam o choro de nervoso. Não porque o Grêmio ia perder, mas porque o jogo não acabava nunca.

Foram 15 anos até o juiz apitar.


A volta

Satisfação. É esse o termo. Morto, quebrado, cheio de compromissos atrasados, mas muito feliz. Eu sempre quis ver todos os times serem campeões em seus estádios. Vi muitos, e o Grêmio era um dos que me faltava.

Foi melhor do que eu imaginava. Maior do que eu previa. Um dos momentos mais incríveis que já vivi, porque é pra eles que vivo. É por ter que segurar lágrimas que não são minhas ao ver uma gente tão feliz que faço o que faço.

Obrigado Hotel Urbano! Foi um presentão! E ao Grêmio, sua gente, sua direção e sua festa… guardei um pedacinho azul aqui que não vou descolorir jamais. Vocês são foda!

abs,
RicaPerrone

A síntese do futebol brasileiro

Não há melhor forma de tentar entender o que está acontecendo no futebol brasileiro hoje do que assistindo a Grêmio 1×1 Atlético MG.

O jogo é exatamente o espelho do que estamos caminhando pra ser contra o que éramos e não queremos mais.  Vou explicar.

O Grêmio aceita as limitações impostas por um jogo coletivo e busca através dele vencer o jogo.  O Galo aposta única e exclusivamente no talento individual para conseguir o resultado.

Enquanto o Luan se doa e o Douglas se torna uma peça a mais num esquema coletivamente forte, Fred, Robinho e Maicosuel são salvadores da pátria a cada bola que o Galo pegava.

Não que o Atlético jogue sempre assim. Me refiro ao jogo de hoje especificamente.

O Gremio trocou quase 650 passes, o Galo 350. Foram 24 chutes a gol contra 3.  Cruzamentos? 11 a 9, o que mostra a diferença de quem busca o jogo e de quem acha jogadas jogando na área.

E no final, por mais que todas as teses sejam discutíveis, o jogo terminou empatado.

Uma bola, e o Galo resolveu o ponto. 700 passes, e o Grêmio teve tudo, menos o placar no final da partida.

A diferença brutal é que se o Grêmio deixar de ser tão coletivo para ser mais individualista, perde a posição na tabela.  O Galo, com o time que tem, se fizer o que o Grêmio faz em campo, ganha o campeonato.

abs,
RicaPerrone

A adorável incerteza do resultado

Caros tricolores, eu não sei se vamos ganhar da Chapecoense na quinta-feira.  Não fazia idéia do que esperar na Vila, menos ainda da vitória hoje no Sul.

Sei que cansei de saber o que iria acontecer. Que nunca concordei em ver o nosso São Paulo pragmático, idolatrando zaga, vivendo de bola parada e comemorando regularidade em pontos corridos enquanto passava vergonha em mata-mata.

Sei que não saber o que esperar causa algum desconforto, mas enorme expectativa.  E o que é o futebol se não os dias que antecedem aqueles 90 minutos?

Futebol se trata de expectativa. O que você sonha em ver, a discussão do que viu, o quanto é diferente o que você queria do que está lhe sendo entregue.  E quando seu time é pragmaticamente regular, chato, previsível e covarde, você convive até com glórias, mas nunca com a expectativa.

Esse São Paulo que não conhecemos é tão excitante quanto uma garota nova e misteriosa.  Você quer descobri-la, espera pelas suas reações e avalia mil possibilidades enquanto, sem notar, se apaixona.

E mesmo que não dê, tanto faz. Na vida, como no futebol, a única coisa que realmente importa é ter pelo que esperar. Uma chegada, uma viagem, uma estréia, uma data, uma festa, um gol. Tanto faz. Desde que você possa não ter certeza de como será.

E esse São Paulo não nos dá certeza de nada. O que não é tão bom. Mas é bem melhor do que a certeza de ser mediocre.

abs,
RicaPerrone

Dia dos pais e o futebol

As vezes não somos capazes de entender exatamente o que significam  aqueles “22 caras correndo atrás de uma bola”.   

Um esporte, é claro! Mas futebol é também uma terapia, uma paixão, uma forma de aliviar nossos problemas ou de gerar novas preocupações que não nos diziam respeito até aquele gol adversário. 

A paixão por um clube e pelo futebol é a maior herança que um pai pode deixar para um filho.  Ao contrário de todas as outras, essa só aumenta, não dá pra “gastar” e nem perde-la. 

Muitas vezes o elo de uma relação entre pai e filho é o futebol.  Neste domingo o Grêmio aplicou uma das maiores goleadas da história no seu maior rival, o Inter.  E acredite: Teve um tricolor na Arena que não achou os 5 gols a melhor coisa do jogo…

A camisa e o time

Gremistas não vão racionalizar por motivos óbvios e até justos. Em casa, contra o Sport, é Grêmio ou nada!

É o que sugere a camisa, até mesmo a posição do Tricolor na tabela. Mas passada a euforia do grande jogo e do resultado não tão bom, vamos voltar a realidade.

Tecnicamente o time do Grêmio não é suficiente para estar onde está. É um time que joga bem perto do seu limite para ser o quarto colocado. Hoje, contra um Sport muito organizado e também muito perto do limite, os gaúchos até mereceram a vitória.

Mas não há aquela distância entre eles que obrigue uma goleada num jogo desses. Já vi o Grêmio ganhar partidas muito menos animadoras do que a de hoje. E se os três pontos não vieram, o Grêmio que em maio foi colocado no pacotão lá de baixo do campeonato segue brigando por G4.

Entre a perspectiva e o resultado há um ganho enorme. Entre a camisa e o que se pode esperar dela hoje, uma perda.

O Grêmio fez hoje um jogo de time grande.

abs,
RicaPerrone

Os macacos e a árvore

Embora não seja mais tão incomum olhar pra cima e ver um “Tatu” pendurado numa árvore, sabemos que ele vai cair dali assim como sabemos que alguma situação incomum o colocou lá.

Soa temporário.  Incomoda, mas não assusta. Uma hora a árvore estará lá sem ele.

Quando olhamos pra cima e vemos um macaco na árvore, soa mais natural. E mais do que isso, temos a impressão de estarmos de frente para o verdadeiro dono da árvore.

A natureza quis assim. A história atrelou macacos e árvores. Quem sou eu pra estranhar ele brincando de galho em galho?

 

Passam os anos, mudam as estações, mas são sempre os macacos que acabam dormindo na árvore.  Mesmo que as vezes dividam espaço com algum intruso, o lugar é meio cativo.

O Grêmio não tem um timaço.  Sequer entrou na lista de qualquer especialista antes da bola rolar como um dos favoritos, porque de fato não era.

E aí a bola começa a entrar. Uma vez, duas, três, e lá está o Grêmio dando seta.

Até que se chega num ponto onde os olhos que se negam a enxergar são colocados em situação constrangedora. Ou você nota ou ele te atropela.

E é hora de notar.

Eu não sei te dizer ao certo se temos um Guardiolla nascendo no banco, 5 neymares no elenco ou apenas uma fase onde tudo dá certo. O diagnóstico é precoce, embora possível.

Sei que a árvore ganhou um macaco.  E que macacos podem viver na árvore, ao contrário de tatus.

É hora de começar a respeitar quem já está pendurado lá em cima.

abs,
RicaPerrone

 

Não será um ano fácil

Se por um lado o Grêmio é um dos clubes que menos precisa de grandes nomes para ser protagonista, por outro lado é preciso inteligência pra piorar as coisas.

O time do Grêmio tem entre seus titulares um garoto de 16 anos, outros 3 de 20 anos. Um treinador absolutamente incontestável em sua carreira, mas em baixa com a mídia, e uma torcida acostumada a ganhar.

Esse time do Grêmio não será campeão brasileiro. Tem muitas deficiências e mesmo se as coisas forem dando certo com os garotos, é natural que haja uma oscilação de um jogo pra outro. Até mesmo dentro da própria partida.

O empate de hoje é amargo, é ruim, mas é uma tendência. Esse time não vai ser constante, a não ser que mudem as peças na janela, o que não parece provável.

Por outro lado, dentro das perspectivas, o jogo foi muito bom. O Grêmio soube contra-atacar bem em diversos lances e mesmo garotos tiveram calma pra organizar o jogo.

A Ponte Preta fez os dela em lances onde a defesa do Grêmio marcou a bola. E aí, veja você, como é o futebol: A zaga não é novata.

Felipão terá trabalho. Vocês, gremistas, muita dor de cabeça.  Mas desde quando o Grêmio não soube lidar com o “não favoritismo”?

abs,
RicaPerrone

Acabou!

Não há mais nada a temer. O Cruzeiro conquistou nesta quinta-feira o campeonato brasileiro de 2014. E o que falta é mera formalidade, pois para conseguir perdê-lo teria que não mais pontuar e o São Paulo vencer os seus 3 jogos. O próximo do Cruzeiro é em casa, contra um time de férias.

O Grêmio fez uso do que podia para tentar vencer o líder e conseguiu por 45 minutos. Quando voltou, parece ter sido sufocado por um Cruzeiro que até então não havia entrado em campo.

Tomou o gol de empate em 20 minutos. E a partir de então, após ter nos pés de Barcos a bola do jogo, se atirou pra frente como quem joga os acréscimos de uma derrota.

Como alguém empatando, ainda com 15 ou 20 minutos pela frente, toma um contra-ataque de 5 contra 3? E pior: contra o Cruzeiro!

Falha grotesca somada ao mérito inegável de um time que sabe jogar por todos, que despreza “o cara” e que é capaz de definir uma partida em dois lances.

O Cruzeiro é, de novo, pela terceira vez, um campeão que não se discute.

Coisa rara.  Pra eles, rotina.

O Goiás é o maior voyeur do país. Viu o Corinthians campeão em 2005, o SPFC em 2008, agora vai assistir o Cruzeiro fazer festa de dentro do gramado.

Esse jogo eu achei que o Cruzeiro não ganharia. Pela apatia que atuou na final, pela mesma apatia que entrou em campo neste domingo. Mas reverteu a tempo de confirmar sua ótima temporada.

Ainda que o jogo mais importante dela seja no dia 26. Assuma ou não o feliz cruzeirense que hoje “nem se importa” com a Copa do Brasil. Mas que se ganhar, nem se importará com o Brasileirão.

abs,
RicaPerrone