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Messi, minha prova de amor

Talvez eu deva ser o mais romântico dos jornalistas esportivos. Acusado por “exaltar” e “passar pano” quando na real o futebol pra mim tem um aspecto humano que praticamente esvazia o desportivo.

Eu não tô nem ai pro 442 se um pai e um filho estiverem abraçados num gol qualquer. O jogo é pano de fundo pro ato, não o contrário. Mas não vou, nem quero, convencer ninguém de que o importante não sejam os 3 pontos.

Futebol é o grande amor da minha vida. E não me refiro aos 22 caras e uma bola.

Meu herói é o Zico. Sou são-paulino, o que pode gerar alguma confusão em sua mente. Tenho meus heróis que usam a mesma capa que reverencio, mas Zico foi o maior deles. Porque? Porque sim. Ele era o 10 da seleção quando eu era pequeno. Na minha época não existia os mongoloides de rede social que torciam contra ou que ignoravam a seleção.

Era nosso time, nossos jogadores, levavam a nossa óbvia torcida. Era tão grande ou maior que os clubes. E não, não vai ter o jogo seu time x seleção pra você vir com a conversa de que torceria pro seu. Eles não rivalizam. A seleção é o sonho de quem joga pelo seu time, não o contrário. Mantenha as coisas em seu devido lugar.

Eu amo ver o craque rival jogar. Sempre deixei de lado o clubismo por saber que estava vendo a história. Mas durante 90 minutos eu queria que ele quebrasse os 2 tornozelos e se possível morresse. Foda-se. Isso é ser torcedor de futebol. Você pensa, chega a uma conclusão, mas não a leva adiante porque você torce. Fã de futebol é a senhora de procedencia duvidosa que lhe deu a luz.

Futebol tem torcedor. Fã quem tem é cantor.

Eu odeio o Messi.

Mas odeio pelo tanto que ele joga. E seria tão incoerente eu não curtir vê-lo jogar com tudo que acredito quanto seria aplaudi-lo com tudo que amo futebol.

Es un gran jugador. Pero no es mío. Y así, durante 90 minutos, quiero que se vaya a la mierda.

O Rica que ama futebol acima de tudo diz que devo reverenciar o talento. O Rica torcedor diz que contra argentino não tem “porém”. É tudo contra eles e que se foda o mundo.

Messi jogou menos que Lúcio Flávio. É disso que se trata. Mesmo que seja mentira.

Os seres mais evoluídos vão ao jogo reverenciar Messi. Eu me sinto tão mais evoluído que iria para xinga-lo. De nós dois, tenho certeza que entendi o futebol melhor do que você.

Messi é minha prova mais absoluta de amor ao futebol. Ele não me provoca, não é polêmico, não gera ódio, não me faz mal algum. Sequer tenho motivos para odiar sua conduta. Mas eu tenho o dever moral futebolistico torcedor de detesta-lo por 90 minutos 2x por semana.

É bonito vê-lo jogar. Talvez também seja ver o ex da sua mulher transando com ela. Quer assistir?

Eu amo tanto o futebol, tanto, mas tanto, que eu posso e preciso ignorar todos os meus instintos que me levam a admirar uma grande jogada para procurar um impedimento num golaço ou mesmo um gol contra na obra prima de Maradona contra a Inglaterra.

Com 25 anos de carreira sobrou-me a seleção. Eu não posso e nem consigo mais torcer contra Palmeiras, Corinthians, Santos. Eu só consigo e posso torcer contra os rivais da seleção. Não tenho amigos lá, não dependo de seus torcedores pra nada. Logo, estou liberado pra ser, neste caso, o que há de mais correto no futebol: cego!

E cego ficarei até o último jogo de Messi. Quando talvez, quem sabe, numa tarde de sol e muito bom humor, eu reconheça que ele jogou algo superior ao Iranildo.

Ou talvez me mantenha firme no propósito e continue o menosprezando contra fatos, gols e títulos apenas para manter o futebol vivo em mim.

Eu preciso levar a palavra a mais gente. Minha missão é espalhar a palavra, não desvenda-la.

Foda-se você, Messi! Em casa de torcedor, argentino é inimigo. Palmas você pode bater, exepcionalmente, pra um rival.
Pra um inimigo, jamais.

Viva o futebol! Onde pensar demais te faz um idiota e não um sábio.

RicaPerrone

Eles precisam entender

Hoje é terça-feira e nós vamos receber a Argentina no Maracanã. A seleção patina, estranha os novos métodos, disputa uma eliminatória que não tem risco de ficar fora.

O treinador sequer é o permanente.

Estive com alguns jogadores da seleção informalmente essa semana no Rio e tentei dizer algo pra eles que me parece superficial em vossas cabeças: Brasil x Argentina não é um jogo de eliminatória.

Talvez por serem amigos, jogarem juntos na Europa, sei lá eu os motivos certos, mas aquela rivalidade que existe em nós anda distante deles. E então, meus caros, nada restará em nós que não seja esperar 4 anos pra julgar tudo como lixo ou ouro.

A seleção existe o tempo todo. De 4 em 4 anos jogamos o maior torneio, não o único. E pra sermos quem somos temos que ser protagonistas em todos eles.

As convocações de jogadores com 10 partidas de titular há décadas nos desvaloriza. Mas a CBF não entende isso. O distanciamento do torcedor é natural, os jogadores sequer jogaram no Brasil em muitos casos.

Mas será que tem alguém ali pra explicar pra eles que é Brasil x Argentina? Que a gente não quer abraços antes do jogo, sorrisos e uma atuação bonita? Só queremos ganhar.

Temos que ganhar.

Pela Copa América perdida, a Copa que eles conquistaram com ajuda de arbitragem (pra variar) e principalmente porque nós não perdemos jogos grandes em casa. Somos a maior camisa de futebol do planeta. Só que pra honra-la é preciso mais do que técnica. Precisa de sangue.

E a seleção, embora conquiste resultados, seja consistente, tenha bons jogadores e resultados, não tem sangue nos olhos.

Pra ganhar da Argentina precisa bater mais do que eles. Intimidar mais do que eles. Irrita-los mais do que nos irritam com seu anti jogo.

É preciso não ter pena do tornozelo do Messi. É um tornozelo como qualquer outro. Ou alguém duvida que eles pisariam no do Neymar?

Hoje nós vamos testa-los de vez. Se estão ali pelo treinador, pelo status ou pela seleção. E se algum jogador não suportar jogar contra a Argentina, que seja desconvocado no ônibus de volta.

Essa seleção é boa, mas reza demais e briga de menos.

Hoje é dia de mostrar quem são. Porque nós ainda não sabemos.

Existe uma geração de imbecis virtuais que torcem pela argentina e estão doidos pra gritar o nome do Messi no Maracanã. Se isso acontecer será pior do que o 7×1.

E depende de vocês se vamos rir deles ou ver os juvenis aplaudi-los.

Não é só um jogo de eliminatória.

Vençam!

RicaPerrone

Bad news, John!

Imagine um mundo melhor. Mais humano, mais justo, menos dividido e mais feliz. John imaginou e fez de sua idéia um hino. Um hino aclamado pelos mesmos hipócritas que jamais farão desde mundo sequer um pouco melhor, imagine o idealizado por John.

Ontem na França um médico deu uma entrevista sugerindo que algumas experiências para a cura do Coronavirus fossem feitas na África, já que “as pessoas não usam máscaras nem tratamentos de reanimação. Isso acontece em casos de Aids, onde prostitutas são usadas para testar certas coisas, porque sabem que estão muito expostas e não têm proteção”, disse o doutor.

Alguma surpresa? Drogba e Etoo, africanos, responderam se sentindo ofendidos. Disseram não ser cobaias por serem pobres ou negros e, com razão, se revoltaram.

Saiu uma notinha. Uns RTs no twitter. E nenhum espanto na França, na Europa em si.  O que tem de tão absurdo em sugerir que pobres sejam cobaias dos ricos em 2020 em rede nacional, não é mesmo?

Toda Copa do Mundo as pessoas me perguntam porque eu odeio a Argentina. E eu explico, toda vez, que esportivamente são nojentos. Desleais. Nos eliminaram de duas Copas roubando. Acham graça. Eu não acho. Não foi um erro desportivo do juiz. Foi a compra de um adversário e o doping de jogadores adversários.

Lá, o “macaco” é comum. Sai no jornal,  é dito na tv.  Melhorou, mas há pouco mais de 2 meses havia manifestação racista no estádio sem qualquer espanto ou rejeição em torno do idiota.

Mande um jornal brasileiro chamar um negro de macaco e você verá que, minimamente, causa revolta e rejeição. Em alguns países é normal. Cultural. E em respeito a maioria negra do meu país me recuso a achar que não exista, mas me recuso ainda mais a tratar com naturalidade.

Separe o “macaco!” do penalti no final do jogo do “macaco” dito serenamente no dia a dia, por favor. O calor de um momento faz você dizer coisas horríveis, ameaçar pessoas com “vou te matar!”, e nem uma mosca você mata. O “macaco” cultural, do dia a dia, sem espanto, é o mais absurdo.

O teste na África por ter menos condições nem sei se posso chamar de racismo. Mas de discriminação pela classe social, no mínimo.

Que mundo é esse onde torcem contra um remédio pra ter razão? Que planeta melhor podemos imaginar se entre ajudar quem precisa e usa-los de cobaia a segunda opção não causa sequer espanto?

John, meu caro, não rolou. E nem vai rolar.

RicaPerrone

É muito melhor

O Galvão tem razão. É muito melhor contra eles. É diferente. Temos apenas nesse jogo a sensação de ganhar de um rival com a seleção.

Por mais que Itália e Alemanha sejam consideravelmente maiores que a Argentina, a gente não se odeia. A gente se respeita.

Por mais que seja o Uruguai que nos calou em 50, a gente não se odeia. É uma vontade de ganhar desportiva.

Contra eles parece que mesmo quem “pouco se importa”, se importa.

Jogando bem, jogando mal, de 1×0 ou goleada. Não tem a menor importância. É um raro momento onde o clubista assume a camisa da seleção, ignora análises e quer apenas vencer. Basta.

Aquele “meio a zero tá ótimo” que nunca serviu pra seleção e é mantra no clube, enfim, pode ser unificado. E é só neste jogo, porque domingo é preciso ganhar e jogar bem.

Hoje, não. Bastava ganhar “deles”.

Feito, como sempre. Quando não há nada de “estranho”, o resultado é quase sempre o mesmo.

Lá se vão 26 anos de fila, uma insistência tosca de boa parte da imprensa brasileira em querer coloca-los onde não merecem e, pasmem, até virar casaca.

Nada muda.

Nós na final, eles em casa. Nós discutindo se poderíamos jogar mais, eles explicando como podem não jogar nada.

Se domingo formos campeões, será bom. Mas nem mesmo o título será melhor do que hoje.

Como diria o Galvão, ganhar é bom. Ganhar da Argentina é muito melhor.

E é mesmo.

RicaPerrone

O gol que não fizemos


A diferença entre Argentina x Venezuela para Brasil x Paraguai foi uma bola. Logo no começo a Argentina fez o gol e não permitiu que o adversário pudesse manter sua proposta de jogo. Desmontou, ganhou espaço e ainda assim não jogou bem.

Mas o gol no começo que nos daria uma goleada ontem saiu pra Argentina hoje. Ao contrário do confronto entre nós, as quartas tratavam-se de jogos onde um dos times não ia jogar. E só um gol mudaria essa idéia.

Messi mal, a Argentina ainda com problemas e sem um plano de jogo muito claro. Mas com uma arma importante: ser uma seleção grande sem obrigação.

Isso é um perigo enorme. Vamos coloca-los na condição de zebra através da nossa mídia pouco brasileira. Faremos um terrorismo do cacete até terça falando do perigo do Messi, do fulano, do beltrano e gerar obrigação pra nossa seleção e nenhuma pra eles.

Os inimigos são fáceis de identificar: a própria imprensa brasileira e a esperta mídia argentina que vai aceitar o papel de zebra exatamente pra tentar fazer uso disso.

A diferença entre nós é que eles querem ganhar, a gente quer ter o que criticar. O perigo é esse. Só esse.

Time por time, bola apresentada até aqui, nós ganharíamos fácil. Mas também ganhariamos fácil do Paraguai… Futebol é futebol.

Não aceitem o favoritismo. É tudo que a Argentina quer e a única chance dela.

RicaPerrone

Futebol para maiores

Futebol tem que estar nas pessoas para que possam acompanha-lo.  Para que possam trabalhar com ele e leva-lo ao torcedor, é preciso mais ainda.  O problema é que existem diversas formas de ter o futebol em você.

Alguns tem no cérebro. Analisam, ponderam, criticam, estudam e nada sentem. A estes, o churrasco é apenas um almoço. A vida é só um protocolo.

Outros tem no diploma. Outros na memória.  Mas só respeito quem tem futebol na veia.

E esses não discutem a importancia de uma rivalidade, o prazer ao “ódio” pelo adversário,  a alegria do deboche, a torcida contra, o lado certo e errado e tudo que envolve uma partida, um campeonato ou um clube.

Futebol não tem explicação. E todo mundo que tenta explica-lo é porque não o entendeu. E se não o entendeu, como discute sobre ele?

A Argentina é nosso combustível de adoração à seleção. Como o Vasco pro Flamengo, o Corinthians pro Palmeiras. É necessário e fundamental.  Ignorar ou renegar isso não me soa como posição, mas sim burrice.  É como dizer ao turista que dentro do Mickey há um anão chinês e não um rato falante.

Deixa o rato falar. É por isso que pagamos para ir a Disney.

Nós sabemos que é só futebol, que a carne deles é boa, que Buenos Aires é legal, que fora do futebol não há nada disso. Mas é absolutamente fundamental que a gente finja que não sabe para que o futebol possa correr na veia e não subir pro cérebro.

Lá, ele morre.

Deixa ele onde deve estar. E chupa, Argentina!

Até a Copa América, onde lhe perseguirei dedicadamente da estréia a óbvia eliminação. Porque eu amo futebol, logo, te odeio.

abs,
RicaPerrone

 

Maradona é um idiota

Você já deve ter visto diversos fãs de Maradona por aí. É comum se idolatrar o jogador eternamente mesmo se tratando de um profissional sujo, um homem sem caráter e um ídolo de merda.

Diego foi um jogador desleal. Usou drogas para atuar em diversas oportunidades, dopou seus rivais e se diverte com isso.

Fora de campo tem algumas frases que não são memoráveis porque brasileiro só tem memória pra detonar os próprios ídolos. Mas são de autoria deste idiota acima.

“Não sou contra os homossexuais. É bom que eles existam, porque desta maneira deixam mais mulheres livres para os machos de verdade” …

“Se minhas filhas chorarem duas ou três vezes por causa de seus namorados, eles vão sofrer um acidente” …

“Minhas filhas legítimas são Dalma e Giannina. Os outros são filhos do dinheiro ou do erro”… , sendo que ele tem mais 3 filhos comprovados por DNA.

“É uma loucura. O povo brasileiro não pode tolerar que um homem honesto, como o Lula, agora seja o corrupto número um”.

Os mesmos psicopatas que perseguem pessoas politicamente incorretas amam este sujeito. A incoerência é algo comum a quem apoia ditaduras e bandidos.

Diego atirou em jornalistas. Mas eles adoram tomar tiros, pois seguem o adorando.

Não se trata de um ídolo raiz. Se trata de um idiota, um exemplo cretino de ser humano, de desrespeito aos fãs, a diversas classes, a quem o cerca e adversários.

Mas para alguns, ainda assim, “mito”.

Que moral tem um fã de Maradona para questionar quem por exemplo chama Bolsonaro de “mito”?

Quem é que pode se submeter a engolir tantos valores como homofobia, preconceito, doping, xenofobia, apoio a bandidos e a ditaduras, além da recusa de filhos legítimos para adorar um homem que orquestrou e riu do mais sujo ato do esporte, que foi dopar adversários para vencer?

Existem. Por incrível que pareça, existem.  E os mesmos ainda tem a coragem e desinformação de desmerecer o Rei Pelé por um problema que tem com uma filha. Maradona tem 3.

Mas é argentino, de esquerda, então os otários precisam coloca-lo num pedestal.

“Mas eu o adoro como jogador!”.  Que jogador? O que se dopava em campo? Ou o que corrompia o limite da ética para dopar o adversário quando não era suficiente para vencer?

Maradona é só um idiota. E quem o ama, idem.

abs,
RicaPerrone

Argentina não vence um “grande” há 32 anos

Se preferir, desde a final de 1986, onde Maradona deu um título a até então figurante de uma Copa só e com asterisco.  Desde aquele dia, pasmem senhoras e senhores, a história registra 7 Copas do Mundo e a Argentina nunca mais venceu uma grande seleção.

Em 1990, ganhou na fase de grupos apenas da União Soviética. Classificou em terceiro, enfrentou o Brasil e cometeu o maior ato antidesportivo da história do futebol ao dopar os adversários durante a partida para se classificar.

Ignoremos este crime perdoado pelo tempo, venceu a Iugoslávia, empatou com a Itália e perdeu pra Alemanha.

Em 1994, conseguiu ser terceira num grupo com Nigéria, Bulgaria e Grécia. E nas oitavas, perdeu pra Romênia.

Em 1998, fantástico! Venceram os 3 jogos contra Japão, Jamaica e Croácia. Nas oitavas, empate com a Inglaterra e vaga nos pênaltis, com um gol mal anulado da Inglaterra durante a prorrogação.  Nas quartas, contra outro grande, a Holanda…. 2×1 e foi pra casa.

Veio 2002.  Nigéria, Suécia e Inglaterra. Um grupo, enfim, razoável.  Perderam na primeira fase e, óbvio, não venceram a Inglaterra, a grande de sua chave.

2006, outra chance. Primeira fase contra Holanda, Costa do Marfim e Sérvia.  Adivinha de quem ela não ganhou?  Da Holanda.  Nas oitavas, México. Nas quartas, Alemanha e … aeroporto.

2010, a última. Enfrentaram Coréia, Nigéria e Grécia. Venceram as 3, “sensação da Copa”. Aí veio as oitavas, México! Passaram. Nas quartas, primeiro jogo contra time grande, Alemanha! 4×0. Voltam pra casa.

Em 2014, surreal.  Conseguem jogar num grupo com Nigéria (já eliminada), Bósnia (estreante) e Irã.  Ganha os 3 jogos na base do “Deus me livre”. Mas ganha.  Nas oitavas, Suiça.  Ganha de 1×0 sofrido. Nas quartas, Bélgica. Igualzinho. Empate com a Holanda, passou nos pênaltis. Empate com a Alemanha, derrota na prorrogação.

Em 2018 jogaram 3 partidas, venceram apenas uma. Contra a Nigéria, adversário de todas as Copas curiosamente.

Parabéns, Argentina! Nada no futebol me dá tanta alegria.

abs,
RicaPerrone

Bom dia, cavalo!

O período 2014-2018 é a maior desmoralização que os comentaristas de futebol já sofreram em todos os tempos.  De lá pra cá é dito com a propriedade tosca de quem ouviu falar algumas das maiores mentiras oficializadas do mundo.

A Alemanha a sua super base, dita por dezenas de pessoas que nunca sequer foram até lá ver se há mesmo a tal base. Como é feita, porque, de que maneira e quais os problemas e as soluções. Mais e mais vira latismo da pior espécie que olha um placar de jogo e traça um perfil.

Diagnóstico de virose.

Os EUA? Em alguns anos mandarão no futebol.

Lembra?

Nem na Copa estão.

E o Brasil, que corria sério risco de nem ir pra Copa de 2018 com aquela geração, a administração ruim da CBF (as concorrentes sao honestas???) e o futebol brasileiro que havia acabado e não notou.

Pros gênios o 7×1 explicou muita coisa. Pra quem é Pacheco mas conhece um bocadinho de futebol é óbvio que um resultado de pelada acontecendo isoladamente em meio a 8 anos de raríssimas derrotas é um aborto da natureza e não a representação do futebol nacional.

Covardes. Porque os 23 da Copa de 2014 mal jogavam aqui.

Nada mudou. O futebol mundial segue piorando tecnicamente enquanto os comentaristas acham que é o Brasil que está atrás, enquanto voa o futebol italiano, o portugues, holandes, etc. Todos despencaram. Mas pra fazer impacto na manchete ou na gritaria do mesa redonda toscão precisamos de uma tese foda pra bancar a gravata que nos credibiliza.

Mais 4 anos pra ridicularizar tudo que foi dito sobre Bauza, Sampaoli, Gareca e cia ou querem só os ultimos para colocar a viola no saco e entender que tem treinador no Brasil e que os de fora não são geniais?

Qual a tese de 2018 para alimentar os absurdos até 22?  Ah, é claro! “A maldição da campeã”.

Quando convém, comentamos até bruxaria pra não assinar o mico. Argentina e Alemanha, as queridas, não jogam nada, uma está fora, a outra classificada nem ela sabe como. E o Brasil que nem ia pra Copa segue firme ali, favorito, protagonista, “surpreendendo” sendo a maior seleção do mundo.

Bom dia, cavalo!

abs,
RicaPerrone

Nigéria: o melhor argentino das últimas Copas


Das últimas 7 Copas a Argentina esteve no grupo da Nigéria em 5. É uma coincidência das mais assustadoras da história das Copas se não for a maior delas.  Venceu os 5 jogos, o que não chega a ser surpreendente dada a fragilidade dos africanos.

Foi por esse histórico que disse semana passada que eles se classificariam.

Os 3 jogos da Argentina são inferiores aos jogos de Brasil, Inglaterra, França, Suécia, Alemanha, Senegal, Dinamarca e mais umas 25 das 32 seleções.  Nenhuma jogada coletiva, 100% de dependência do individualismo, um grupo rachado com o treinador e um futebol sofrível.

Achou o gol, que poderia ter sido da Nigéria algumas vezes no segundo tempo. E insisto: a Nigéria é muito fraca. Tal qual a Islândia.

Classificada pela mesma seleção que a classifica sempre, a Argentina vai pras oitavas aliviada pelo não vexame, o que pode mudar o psicologico. Agora, se perder da França, tudo bem. Fez apenas um mundial ruim como de costume. A responsabilidade acaba no mata-mata contra grandes. Mesma coisa pode acontecer conosco se vier uma Alemanha.

Como reagirão? Acredito que bem melhor do que pressionados. Mas ainda que isso tire o peso do time, é bastante nítido que não é “só” isso. A Argentina não tem nada.  Tático, coletivo, ensaiado. É uma camisa, um craque e uma fé nos Deuses do futebol.

Só eles. Porque o futebol apresentado até aqui, nas eliminatórias e nos amistosos pré-Copa não os credenciam a nada.

abs,
RicaPerrone