argentina

Argentina 0x3 Croácia

Poderia fazer uso de tal momento para deboche? Poderia.

Deveria eu ironizar a mediocridade da quebra da rixa em troca de lacrar e se fazer cidadão do bem abraçador de árvore em rede social? Deveria.

Pensei em menosprezar a capacidade de decisão de Messi, algumas vezes rotulado aqui com enorme profissionalismo e imparcialidade de “Iranildo com grife”?  Pensei.

Vibrei com cada gol croata? Muito.

Acho que eles estão fora? Não. Barata não morre na primeira chinelada. Eles vão dar uma tonteada, fingir que vão voar, abrir asas, tomar uma segunda bem dada e aí sim, morrem.

Eu odeio baratas.

E note que as odeio, não que tenho “medo” delas. São coisas diferentes.

A Croácia era favorita pelo simples fato de que toda vez que a Argentina joga um torneio oficial de forma honesta ela perde.

Mas sim, acho que eles se classificam. A Nigéria é muito ruim, a Islândia idem.  E por pior que seja a Argentina, ainda é cedo para rir de vosso fracasso iminente.

Força, Hermanos!

Um abraço fraterno do seu irmão bem sucedido e honesto,
Brasil

Argentina 1×1 Islândia

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abs,
RicaPerrone

Tudo que não somos

Não somos raçudos como eles, nem apaixonados pela seleção. Não temos a mesma força na arquibancada, nem mesmo a declarada torcida incondicional da mídia.

Não estaríamos focados em passar, mas em preparar a pauta para a eliminação.  Não somos patriotas, não somos “fechamento”. Somos um bando que cobra, não que empurra.

Não flertamos tanto com o fracasso. Mas também não idolatramos tanto nossos heróis.

Não lembramos com a mesma intensidade das nossas conquistas, mas torturamos nosso vilões até que a morte os absolva.

Pra nós é fácil. Sempre foi.

Somos tão diferentes que conflitamos conceitos sem que precise estarmos no mesmo campo. A sua vitória é a vitória da catimba, da raça, da guerra, da malandragem. A nossa, do futebol.

A sua é marcada por sangue. A nossa por samba.

Teu garoto rasga a cara na grama pra se dizer argentino, o nosso mete uma caneta e dá risada. Somos debochados, vocês, arrogantes. Nós temos motivos, vocês não.

Somos tão maiores que discutimos internamente se os apoiaremos. Vocês, conhecedores de seu devido lugar, não pensam duas vezes em jamais estar do nosso lado.

Aqui a mídia acha lindo e se emociona com a torcida por vocês. Mas se recusa a torcer pela nossa, mistura política, dirigente, faz uma merda sem tamanho e depois vive rolando em cima dela.

Argentinos são torcedores mais fiéis que nós, sem dúvida.

Mas quase invariavelmente as torcidas mais fiéis vem dos times mais sofridos. Pela lógica, nem torcida teríamos, já que somos a referência, somos os donos, a inspiração, a porra toda.

Deve ser uma merda ser concorrente da Ivete Sangalo. Ser filho do Zico. Irmão do Alisson, irmã gêmea da Gisele Bundchen.

Por isso, de alguma forma, te admiro, Argentina. Eu não sei se teria estrutura emocional pra tentar ser algo tão impossível e desmoralizante quanto “o rival da seleção brasileira”.

Parabéns! A gente se vê na Russia. E reza pra ser de longe, porque frente a frente… já sabe.

Abs,

RicaPerrone

O clássico que enterrou o jornalismo esportivo

Outro dia eu arrumei um mal estar com amigos do Esporte Interativo porque disse que a prova de que o jornalismo esportivo era um negócio acontecia no momento em que a polêmica era sobre monopolio.  Ou seja, por motivos obvios, as pessoas da Globo estavam mudas, as do EI, que hoje querem a quebra do monopolio Global, discursando.

Não me referia a eles. Mas a qualquer lado do negócio chamado futebol. E do outro negócio, este camuflado, que se chama jornalismo esportivo.

Nesta semana a seleção jogou contra a Argentina de Messi. E por um rompimento de relacionamento quanto a este direito de transmissão, o jornalismo esportivo tão aclamado e gritado pelos filósofos da teoria e idealistas, morreu.

Globo fez que o jogo não existia, como aliás já fez em Olimpíadas. A diferença brutal é que os esportes olímpicos ela de fato nunca fala. Mas de seleção? Qual o argumento jornalistico para não dar a mínima para o produto que ate ontem se dava o céu?

Dinheiro. Direitos. Negócio.

E se há negócio, não há jornalismo. E nunca houve, nem haverá. Pois entretenimento não cabe ideal, jornalismo ou qualquer outra merda hipócrita quando parte comunicadora tem interesses pessoais, financeiros e ideologicos.

Eu não destaco os problemas do futebol brasileiro como faço quando tem merda em Paris. Porque? Porque eu vivo do futebol brasileiro e não da pseudo paixão de adolescentes pelo Chelsea.  Logo, eu não falo que faço jornalismo. Porque não faço.

Mas o ponto é que ninguém faz. Porque não dá pra fazer quando se tem acordo, contratos, parcerias, derrotados e vencedores nas concorrências e interesses claros em exaltar esse ou aquele.  É negócio. Com informação, mas um negócio. E se a informação também for dada de forma comercial, ela será menos covarde embora parcial do que é hoje camuflada.

A CBF está na dela. A Globo idem.  Mas jornalismo não olha pro comercial pra fazer pauta. Logo, não há jornalismo esportivo na Globo. Nem em lugar algum.

Seríamos menos atrasados se fossemos menos hipocritas. Ou o contrário, sei lá.

abs,
RicaPerrone

Caro Capita;

Caro Capitão Carlos Alberto;

Acho cedo pra que já esteja por aqui nos ajudando daí, então lhe escrevo pra contar.  Hoje a sua seleção enfrentou nosso grande rival naquele Mineirão cheio de fantasmas.

 

Sua gente foi, empurrou, gritou seu nome e o dos meninos em sequencia, como se fossem todos do mesmo time. E Capita, convenhamos… nada mal.

O Daniel jogou com a 4, de capitão.  Foi pra você.  Nós humilhamos a Argentina com um 3×0 que só não foi 6 porque estava mais divertido vê-los no chão dando carrinho pra tentar nos parar do que no fundo da rede pra buscar a bola e recomeçar.

Eu sei, eu sei. O gol é mais importante… mas é que a gente é assim, né Capita? Debochado, irreverente, cheio de marra.  Alivia daí agora que tu é um ser superior, pô!

Sabe o moleque? O Neymar? Porra, Capita… ele tá voando. Dá gosto de ver. Tu ia se amarrar hoje no gol e nas bolas que ele meteu. O Coutinho, que sei que você também gostava, fez um golaço!

A torcida gritava Capita, Pelé e Vampeta! Eu acho que nunca fui num jogo onde a torcida brasileira lembrou mais de jogadores do passado do que em campo. Foi curioso, grandioso, notável. Vocês merecem.

Toda vez que um dos nossos garotos bate no peito ele empurra pra perto dele aquelas estrelas que vocês bordaram. Esse time que hoje jogou em sua homenagem, ainda é o seu time. E será, seja quem for o presidente da CBF, da NASA ou dos EUA.  Aliás, Capita, deu uma merda essa história de presidente dos EUA…  Caraca, depois te conto.

Eu só queria que você soubesse.  Como “pai” desse manto, como responsável eterno por essa gente boleira e representante dessa nação que ama a bola entre camisas amarelas a bailar, é seu direito ser informado.

Descansa, Capita. Achei que talvez não pudesse dizer isso tão cedo, tanto quanto não esperava ter que te escrever tão cedo. Mas cara… tá tudo bem.  Os meninos estão cuidando dela com muito carinho.

Aviso o resto do pessoal que já está ai que quando os próximos forem, talvez já subam com uma estrela a mais na camisa. A gente manda autografada pelos meninos. Prometo!

Um abraço!

RicaPerrone

Convocação

A discussão “deveria ir ou não” para alguém chamado pela seleção de seu país não me cai bem.  A idéia do “convite” em si já não me parece muito aceitável, partindo do princípio que estar ali é o máximo que você pode chegar na sua carreira. Representar um país. O seu país.

No Brasil trata-se a seleção com muita burrice, atrelando politica, CBF, Del Nero, Marin, como se esses caras tivessem algo a ver com o que amamos, que é o campo.  Mesmo critério que nunca será utilizado pelos mesmos para clube pois morreriam de fome sem audiencia.

Enfim.

Pra mim Bauza foi convocado. Ponto final. É assim que se trata um chamado para representar seu país.  Eu não gosto do futebol argentino, aliás, torço contra eles até em campeonato de cuspe a distancia.  Mas eles tem um sentimento de orgulho próprio bem maior que o nosso.  Lá tem AFA, crise, fila, a porra toda e ninguém vira a carinha pra seleção pra se fazer de macho na rede social, menos ainda compra a camisa do Brasil e sai igual uma gazela na rua.

Bauza não tomou decisão alguma. Fez o óbvio. E querer questionar a posição de um homem que se presta a seu país é no mínimo estupido.

Acho um treinador comum. Sulamericano típico, retranqueiro, dependente do individual e que joga com regulamento na mão. Mas pra eles, que não ganham nada e precisam do meio a zero de bola parada, tá ótimo.

Para o São Paulo, eu buscaria algo na base ou Diniz. Ficarei surpreso e chateado se encontrar Luxemburgo, Abel, Roth, Leão ou coisas do tipo pela frente.  Não porque não gosto, mas porque não vão me surpreender.

Má sorte, Bauza! Que você perca tudo, entre em crise e tenha os piores anos profissionais de sua carreira. É o que desejo como brasileiro, tal qual você me desejaria como argentino.  E segue o jogo. Porque a graça do jogo é essa.

abs,
RicaPerrone

Precisamos falar de Copa América…

Com o perigo cada vez mais iminente de uma tragédia, é preciso reavaliar cenários. A Copa América 2016, embora de muito bom nível e bastante interessante, é um torneio amistoso.

E se não for, passa a ser agora.

Porque quem estará na Copa das Confederações ano que vem? O Chile, campeão da Copa América. Logo, essa é uma “edição deluxe”? Não, é uma edição festiva, amistosa, divertida, que foge do regulamento básico do torneio de ter times SULAMERICANOS e portanto, não vale.

Que registre-se em nosso regulamento:
– Não há fim de fila em caso de títulos de torneio amistoso e/ou olímpico sub 23.

Pergunto a você, torcedor: Alguma vez ganhar Tereza Herrera ou Ramon de Carranza tirou time de fila?

Assim sendo, fico mais tranquilo pelo restante da competição.

abs,
RicaPerrone

Triste

Eu não tenho outro termo pra definir a seleção.  É “triste”. Nada mais.

Triste de ver como atua, mais triste ainda ver o quanto ela não confia em si mesma.

Triste em campo, triste no andar, na hora de reclamar ou vibrar.

Tristes.

Jogadores, comissão, tudo parece que está ali por obrigação e no único dever de “calar a boca” de alguém.  Há ódio, raiva, vingança, cobrança, mas sobretudo, tristeza.

Seleção que entrou em campo hoje pra “não perder”. E só quando perdia, jogou pra ganhar.  Porque claramente o medo de perder é hoje muito maior do que a vontade de ganhar.

Riscos são parte de um futebol atrevido que se diferenciou por isso. Riscos é o que menos corremos.  Somos pragmáticos, óbvios, tristes.

O povo devolve o que a seleção nos dá, e a seleção se porta como é cobrada. Falta carinho de ambos os lados.  Ninguém mais chega aqui tocando pandeiro.  Parece que vem porque são obrigados a vir.

Tolerar o insuportável dever de ter que pagar por erros de dirigentes, amargura jornalistica e um 7×1 que virou paixão nacional dos azedos. Até que ganhem 45 jogos seguidos, 2 copas e, enfim, tenham “sido aceitaveis”.

Porque desde que o mundo é mundo a seleção brasileira nunca está bem. Sempre lhe cabe mais e há sempre um ou dois absurdos no time, outros fora dele.  Imagine agora, onde de fato a seleção vai mal.

“Falta treinador!”, dizem os especialistas na deliciosa função de eterna pedra.  Mas ninguém é culpado de nada sozinho, e embora desde 1950 tentemos achar num cara a culpa por todos os problemas do futebol, continuamos sem notar que somos parte dele.

Fomos NÓS que exaltamos o Muricybol. Fomos nós que trocamos qualquer coisa por 1×0 de bola parada em troca de ganhar ou ganhar.  Agora é “atraso tático”?

Aplaudimos quem ganha sem analisar como ganha. Vaiamos quem perde sem saber porque perderam. E somos, torcida, time, cbf, imprensa, a mais confusa relação de paixão pela mesma camisa que se auto-destrói dia após dia por não termos uma direção.

Jogar na seleção virou uma honra triste. Você vai, mas não pode sorrir. Porque afinal, você é brasileiro, então tá rindo de que?

Como se soubessemos fazer algo dar certo sem sorrir, gingar, brincar e ousar.

abs,
RicaPerrone

O maior gol da Argentina em todos os tempos

Eu tenho 37 anos, acompanho futebol há 37 e 9 meses.  Eu não me lembro de ter ouvido um grito de gol da Argentina narrado pelo ótimo Galvão Bueno.

O que a Globo está fazendo, e talvez não seja algo da emissora e sim de uma duzia de pessoas, não me parece justo.  E longe de “defender” o Dunga, que também acho que não é o ideal pro cargo, uma coisa é se posicionar a outra é manipular.

Eu não gosto do Muricy. Ponto. Tá dito.

Eu prefiro o Tite e o Cuca ao Dunga. Tá claro, em palavras, como deve ser.

Mas esse joguinho velado que faz até a tradicional paixão do Galvão pela seleção e “birra” com a Argentina mudar de lado não tem sentido, é covarde, não vai levar a lugar nenhum.

Ninguém ali diz: “Não gosto do Dunga e quero ele fora”. Todos fazem um show de que “não tem nada contra” e detonam tudo e todos os 90 minutos, até chegar ao incomum momento em que Galvão Bueno, repito, meu ídolo, narrou seu primeiro gol da Argentina sobre o Brasil.

Esqueça o Dunga.  É justo esse massacre velado?

Porque não pode dizer “Não gosto do Dunga e prefiro ele fora”? Não seria mais honesto e transparente do que jogar contra a seleção por discordar de um nome?

A seleção da Argentina nunca foi tão exaltada e bem tratada na história deste confronto como hoje. Cada chance de gol do Brasil só faltava subir um aviso: “A Argentina está desfalcada”.  E no gol deles, pela primeira vez, o grito de gol do Galvão.

Uma coisa é não concordar/gostar do Dunga. Outra é usar o que temos enquanto imprensa para veladamente jogar contra alguém.

A seleção hoje joga suficientemente mal pra isso. Não precisa de nenhum empurrão de fora, muito menos os que fingem ser um tapinha nas costas.

abs,
RicaPerrone

Tudo que Messi (não) fez na decisão

Luis Fabi…, ops, desculpa. Leonel Messi na seleção da Argentina amargura mais uma competição sem brilhar.  Embora tenha levado o prêmio da Adidas/FIFA de melhor do mundo na Copa de 2014, todos aqueles que tem 2 olhos notaram que nao se tratava nem de estar na seleção dos 11.

Mas agora, Copa América, cheios de moral, favoritos, enfim era a hora de Messi tirar seu país da fila.

Em 120 minutos Messi pouco fez. E com exclusividade o blog mostra pra você a matéria que todos mostrariam em flashes com camera lenta caso eles tivessem vencido:  “Todos os passes de Messi na decisão”

Quadrado é passe. Triangulo pra baixo é posse de bola. 

De brinde, o mapa de calor do craque.

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abs,
RicaPerrone