bandeira

Mais um Fla Flu para sempre

Era um jogo polêmico desde o seu primeiro gol. Rever e Pierre se encostavam e no fim o zagueiro do Flamengo desloca o goleiro e sai o primeiro gol.  Foi empurrado? Não foi?  O juiz entendeu que tudo ok (eu também) porque o Rever só trombou com o goleiro em virtude do Pierre ter jogado ele ali.

Jogo tenso, decisão pro Flamengo que viu o Palmeiras empatar antes do clássico. Decisão pro Flu, só que menor, já que o G6 continua possível.

Numa alternância irritante de controle da partida os dois times tiveram seus momentos.  E quando o Fluminense mais produzia, tomou o segundo gol num erro individual.  Ali, morreu. Era o Flamengo quem chegava com mais perigo até que, num momento onde o Flu não fazia um bom jogo, uma bola parada encontrou Henrique, que encontrou o gol, que viu o bandeira, que chamou o juiz, que eternizou o clássico num “erro” corrigindo o “acerto”.

Já viu isso? Mas tem.

O que é mais justo? Sair da regra pra se fazer justiça em campo ou se manter na regra para que o erro seja validado?  A dúvida é cruel, mas o veredicto é fácil: ou pode ou não pode.

É mentira que o bandeira deu impedimento e manteve. Foi ele quem fez sinal pro juiz mudando de idéia dizendo que o Henrique não, quando Meira Ricci invalidava o gol. E aí então vem a discussão mais inconclusiva do mundo:  Foi ajuda externa? E se foi, como se prova?

Anula-se um jogo porque um gol ilegal foi validado e depois invalidado com interferencia externa?  É razoável que o erro de ter havido uma mudança de opinião formada por uma imagem dê ao Flamengo a perda de um jogo que ganharia?

Foda. Muito foda. Qualquer simplicidade na conclusão disso é vazia.

Mas o que é fato é que mais um Fla Flu não terminará jamais. O de hoje, em 2074 será lembrado e discutido:  “Mas na época não podia!”. “Vergonha!”. “Mas foi impedido!”….  e segue o jogo.

abs,
RicaPerrone

É hora de separar

Caros leitores, colegas e paraquedistas que não vem aqui nunca, é hora de sermos coerentes.

Na foto acima estão pessoas que foram acusadas, outras investigadas, tanto faz. O fato é que não gostamos de ter pessoas envolvidas em escândalos cuidando de coisas que amamos, como por exemplo o futebol.

Tite foi à CBF da mesma forma que Bandeira aceitou o cargo na Copa América pelo motivo mais óbvio, justo e simples do mundo: a seleção brasileira é um time de futebol. A CBF é uma entidade política. As duas coisas não se relacionam quando cobramos melhorias e condenamos pessoas por erros passados.

Não faz o menor sentido cobrar e descontar no Coutinho um erro do Ricardo Teixeira. Nunca fez. E se fizesse, amigos, chamariamos o Corinthians de “time do Andres”, o Chelsea de “time do mafioso”, o SPFC de “time do Aidar”, entre outras aberrações que por bom senso e medo de perder audiência de torcedor ninguém é macho e nem trouxa de fazer.

Com a seleção pode. Seleção não é apaixonante ao nível de um clube. Ninguém vai se revoltar, e alguns vão até engolir.

“Tite assina manifesto e vai lá falar com o Del Nero!”.  Sim, é claro! Ele foi convidado pra ser treinador da seleção não pra ser gerente administrativo de uma entidade.

O termo “seleção da cbf” é a coisa mais cafajeste da história da imprensa brasileira. Quem o usa não conhece nada de hierarquia, administração e entretenimento. Além de ser burro o suficiente para jogar contra seu próprio ganha-pão, o futebol.

Tite e Bandeira não são hipócritas. Você talvez seja.  Treinar o Vasco não implica em concordar com Eurico Miranda. Trabalhar na polícia não implica em concordar com os corruptos do batalhão. Estar onde você quer estar nada tem a ver com a presença ou não de pessoas a sua volta que você não aprova.

Veja os jornalistas que falam isso onde trabalham.  Alguém ali responde pelo chefe? Se a emissora der um calote na praça você se demite? Se o editorial do Jornal Nacional for politicamente contra o que você pensa, você sai do Globo Esporte?

Sejamos menos hipocritas em busca de parecermos os reis da ética. Socialistas da Disney, comunistas com senha no wi-fi.

CBF é órgão político. Seleção brasileira é time de futebol e deve ser cobrado, amado, apoiado e SEPARADO como tal.

Tite e Bandeira tem toda coerência do mundo. Você é que, se tiver dúvida, não tem.

E se acha que tem, porque não gritou “Uh Ricardo Teixeira!” em 2002 ou 1994 quando campeão do mundo bebado na rua abraçado aos amigos?

abs,
RicaPerrone

Quem é o “vilão” da expulsão?

O árbitro Flávio Rodrigues Guerra expulsou David Braz e as imagens “caguetam” que não foi por ofensa e sim pelo pênalti.  Temos então um erro de arbitragem.

Um erro meio tosco, até.

É decisivo pro resultado? Não. Ele expulsaria um dos dois, trocou, expulsou o zagueiro errado, acho que meteu um caô na súmula e o Jadson fez o gol.  O Corinthians muito provavelmente ganharia da mesma forma e nem a parte tática do jogo mudaria muito. Não é um erro capital. É um erro imbecil.

O meu ponto é bem menos relevante ao clássico do que a discussão se foi por ofensas ou pelo pênalti.

Que grupo é esse do Santos que assiste um jogador ser expulso injustamente e não tem um pra ir até o autor do pênalti e entrega-lo para fazer justiça, se não com o árbitro, com o companheiro?

Ah, ninguém viu! Pera aí! O próprio autor do pênalti tinha a obrigação moral de assumir e não deixar o colega fora do próximo jogo por algo que não fez.

Enquanto os olhos vão todos para “erro em jogo do Corinthians”, ou “o juiz está mentindo”, o maior dos problemas pra mim é como que um time permite que dentro do seu grupo alguém seja injustiçado sem entregar o culpado.

Me parecia simples. Se o grupo e o autor do pênalti vão até o arbitro e esclarecem, ele expulsaria o réu confesso.  Pelo menos é o que a lógica nos dá a entender.

O Flávio Rodrigues Guerra deve ser punido pela lambança.  O Zeca, pelo Santos.

abs,
RicaPerrone