bonsucesso

Garotos

O tricolor esfrega as mãos, esconde o sorriso e pondera a vontade de “calar a sua boca”.  Mas nada move mais o Fluminense hoje do que a vontade incontrolável de mostrar para jovens inocentes que sua grandeza não é fruto de um patrocinador apenas.

Envenenados por uma mídia maldosa, mal informada e as vezes mau caráter, jovens torcedores se perguntam se haverá vida após a Unimed.  Ora, ora, meu caro fã de esporte.  São 100 anos. Talvez a questão seja como ficará posicionada no mercado a Unimed sem o Fluminense.

O ponto é que nenhum reforço daria ao tricolor o prazer de ver sair de sua própria casa um rascunho de solução rápida para os novos problemas do clube.

Não dá pra não pensar no Santos de Robinho, Diego, Elano, Renato…  Não pela qualidade, são apostas. Mas pela situação.

Quando “sem saída”, a maioria não sai mesmo. Os grandes encontram uma forma.

Cada bola que Gérson solta de 3 dedos dá ao torcedor uma esperança involuntária, apaixonante, mas ainda assim, real.  Não há quem o faça não se questionar: “Porque não?”.

E se um deles for um “novo Assis”? Um “novo Conca”, pensando mais modestamente.  Ou será que vai precisar mais uns 20 anos pra entender que grande é aquele que faz história e não só aqueles que mandam comprar?

abs,
RicaPerrone

PQP, Adílson!

Eu nunca entendi a contratação do Adilson Batista.  O tempo vai passando e cada dia entendo menos ainda.

O Vasco fazia um bom primeiro tempo, não era ameaçado e criava chances de gol. A bola ia entrar, era questão de tempo. No intervalo ele muda o time e coloca 3 atacantes e tira um meia.

Bacana. Foi pra cima!

Porra nenhuma.  Perdeu o meio, deixou de ter quem pudesse vir de frente pra área e o time ficou mais previsível e fácil de marcar.  Porque diabos a mudança?

E então, olha pro banco não tem Bernardo, Montoya…  poupados!  Poupados pra jogar o que, meu Deus?!  A dura Copa do Brasil contra um time de série C?

E a torcida, que enxerga o mínimo, pede Talles. O melhor atacante do time entra e numa bela jogada cria o gol de empate.

Tava fácil. Era dia de até golear.  Dos aplausos as vaias, orquestradas pelas decisões de Adilson Batista, cada dia mais confuso.

E segue o enterro. Afinal, comandando o Vasco qualquer um é campeão da série B.

Até ele.

abs,
RicaPerrone

O rascunho do Flu 2014

No primeiro jogo com o time praticamente titular, o Flu 2014 foi desenhado por Renato Gaúcho desta forma.

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São 2 volantes que saem muito pro jogo, um mais fixo (Valência)  e um ataque de muita movimentação e que vai precisar de entrosamento pra funcionar.

Um trio. Conca e Sobis mais atrás, as vezes alternando o lado, e o Fred ou escorando ou como centroavante de fato.

A idéia é bem consistente na teoria e tirando o fato do time ter cansado e tomado um golaço no final do jogo, acho que pode até funcionar. Só tenho um “porém”.

Pra disputar o carioca e a primeira fase da Copa do Brasil, precisa de 3 volantes?

Talvez você ache que 3 volantes signifique um time defensivo. Mas isso é muito mais uma questão de postura do que da formação tática.  Se for pra liberar Bruno e Carlinhos, como foram liberados hoje, não tem nada de retranqueiro em usar 3 volantes.

Até porque, quando a bola chega ao ataque por um dos lados, um dos volantes vira meia.  Na imagem abaixo, uma subida pela esquerda, onde Jean sobe para preencher a função quase de um meia direita.

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Longe de qualquer conclusão final, o Fluminense é o primeiro time grande do Rio que deu as caras e mostrou sua formação titular até aqui.  Empatou com o Bonsucesso. Mas, convenhamos, por coerência, se tivesse ganhado de 5×0 não significaria nada.

O resultado ainda pouco importa.

abs,
RicaPerrone