carol portaluppi

Salve Portaluppi, o mito!

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Craques eternizam seus nomes em clubes. Genios eternizam clubes na história.

Este homem de sunga e óculos escuros, que vive jogando futvolei, que não dá a mínima pras cagações de regras da imprensa, que só trabalha onde quer e quando quer, acaba de voltar onde se tornou lenda só pra “reforçar a tatuagem”.

O Grêmio é o Renato e vice-versa. Seu maior momento foi ele quem escreveu, e apenas numa história em quadrinhos esse sujeito voltaria 30 anos depois pra devolver a este clube, em sua casa nova, toda glória e alegria do estádio antigo que ele ajudou a eternizar.

Renato é a personificação do indiscutível.

Não gosta dele? Azar o seu. Ele vai continuar te fazendo ter que criar teorias para não aceitar seu sucesso.

Um gênio da tática? Não, claro que não. Um burro com sorte? Ô sorte! Haja sorte! Acho que não.

Renato Portaluppi é o último romântico, o último boleiro, o fim de uma era onde o futebol era malandreado, gingado, bem jogado e debochado.

Hoje Renato faz 55 anos e é o maior ídolo da história do Grêmio.

Sabe lá o que é isso? Ser de forma indiscutível o maior nome da história de um dos grandes? Não sabe. Nem eu sei. Nem saberei.

Ele poderia colocar um terno italiano e ir ao Bem Amigos cagar uma regra segunda-feira sobre a modernização, os estudos, a nova era, o Chelsea, o Mourinho ou a puta que pariu.

Mas ele vai pra Ipanema jogar futebol de óculos e sunga, tomando cerveja no quiosque.

Porque ele é pouco profissional? Não. Porque ele pode. A embalagem muito importa pra quem tem pouco o que apresentar. Renato é uma Ferrari. Não dá pra embalar, nem precisa. É o que é, não tem igual e todo mundo queria.

O futebol precisa de Renatos. O mundo precisa de Renatos. Nós precisamos de Renatos. E o melhor:  ele fez tudo isso sem ter uma conta no instagram.

Salve Portaluppi! O Mito!

abs,
RicaPerrone

Carol, Carol, Carol…

O sonho, a angustia, a conquista. Ao final, o abraço sem protocolo de Carol no seu pai, Renato, onde se consagra pela segunda vez como ídolo de uma nação.  Pai e filha comemoram juntos no gramado e nota-se imediatamente que “A Carol não poderia estar ali”.

Não poderia. Mas deveria, e estava.

A discussão no pós jogo sobre uma possível punição ao clube, contestações sobre o comportamento do Renato e da Carol são absolutamente sintomáticos com o futebol que vivemos.

Ora, meus caros amigos, vocês lá sabem o que é ser Portaluppi nessa hora? O que é pra um gremista voltar a uma final do seu torneio favorito sob a batuta do seu ídolo maior? E o quanto essa menina ouviu críticas e agressões estúpidas a seu pai durante toda a vida?

Que mal ao futebol faz o abraço de pai e filha ao final de um momento épico do futebol brasileiro? Renato e Carol eternizaram um final de jogos, seus patrocinadores e tudo que envolvia o jogo. O abraço de Carol é tão importante ao futebol quanto o jogador que pula na torcida quando faz um gol e toma amarelo.

Vocês que cuidam do futebol são doentes. E quem cobra dessas pessoas a tal “justiça” por regulamentos e detalhes idiotas que estão ali para ser regra e não para impedir a excessão, são pessoas que não merecem o futebol.  Ou, pior, que sequer conseguem entende-lo.

Carolina Portaluppi tinha naquele momento uma procuração de milhões de gremistas para fazer o que todos eles queriam fazer aos 50 minutos do segundo tempo daquela partida: abraçar o Renato.

Não punam o Grêmio. Façam a este momento uma placa. E só.

abs,
RicaPerrone