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#TBT: Vágner

Para tricolores, vascaínos e torcedores do Celta não precisa apresentar. Para a nova geração talvez seja mais fácil dizer que houve um “Pogba” sem grife há 20 anos e que por falta de sorte, juizo ou algo que não sabemos, nunca se tornou o “oito” da seleção.

Nosso futebol é cheio desses caras. Era muito craque pra pouca camisa amarela. Vágner foi um cometa que passa, some e te faz questionar do porque foi tão rápido.

Do Santos a Roma, da Roma ao Vasco e daquela lateral direita campeã da Libertadores ao São Paulo que quase ganhou a Copa do Brasil.

Virou volante. E que puta volante.

Técnico, com chegada, passe e visão de jogo. Não era um tocador de lado embora pudesse em sua função na época. Na semifinal contra o Atlético no Morumbi me lembro que com 3×0 no placar a torcida do São Paulo gritava “Fica Vágner” com uma força surreal para um não ídolo.

Era premonição. Sem ele não daria. E não deu.

Foi pro Celta, se firmou lá. Voltou pro Galo, não jogou praticamente e encerrou cedo.

Vágner é meu #TBT de hoje.  E o #TBT é um alvará pra saudosismo.

Se era um jogador de seleção?

Depende. Qual?

A de hoje? Amarrado.

RicaPerrone

 

Menosprezo ou entretenimento?

Menosprezo é pagar 10% de um salário mínimo pra entrar num estádio sem água, sem banheiro e ver um jogo de merda entre um time que investe 300 milhões por ano contra um time de 12 milhões só porque a federação tem papel de ONG.

Entretenimento é quando um dos que questionam isso voltam dos EUA achando o máximo um jogo de basquete sem quase ter notado a partida em si.

Esporte, e mesmo o futebol, não passa de entretenimento. Qualquer pessoa que o consuma e que leve isso além de um hobby, um lazer, uma diversão, está errada. Eu já estive, milhões ainda estão. Mas futebol é apenas um evento que deve divertir pessoas aos domingos.

Sua torcida, sua paixão e sua cegueira são divertidas desde que acompanhadas do bom senso de reconhece-las.  O apaixonado que sabe estar apaixonado é consideravelmente menos idiota do que aquele que se nega cego por amor.

O que o Barcelona fez domingo se chama entretenimento. Ele deu ao público algo para não mais esquecer. Retribuiu o ingresso, a devoção e a expectativa. Como bem ensinam os norte americanos, o show não precisa estar no gol de placa. Pode estar na entrada da arena. Ou num pênalti bobo, como o do Barcelona.

Denílson, Neymar, Robinho, tantos outros foram e serão alvo de discussões vazias sobre menosprezo, limite do entretenimento, etc.

Talvez fazer embaixadas numa final como fez Edílson seja um pedido para confusão. O que não lhe tira a razão entre um pontapé e uma embaixadinha.

Messi e Suarez divertiram pessoas, fizeram o gol e tornaram um jogo qualquer num grande evento.

Não lhes dêem nossa ignorância socialista brazuca em troca. Aplaudam quem não tem medo de fazer o que acredita. E divirta-se, porque embora futebol não seja “só isso”, ainda assim será sempre  “só futebol”.

abs,
RicaPerrone