César Vallejo

A “quase” tragédia

Não me diga que não pensou.  Todo saopaulino vivo olhou pro cronômetro da TV aos 35 do segundo tempo e pensou: “Puta que pariu, eles vão achar um gol no contra-ataque…”.

E não há nada de errado em pensar isso. Errado estava eu quando há uma semana ignorei o fato de ser uma Libertadores e falei em jogo resolvido, goleada, entre outros de quem vive disso e ainda não aprendeu que lógica e futebol não andam juntos.

Um São Paulo respeitador, quase um “mocinho” no baile. E ela ali, a vaga, louca pra se definir.

Uma hora ela olharia pro outro lado, e quase aconteceu. Sem firmeza, pouco decidido e cheio de medinho de botar a bola no chão e bailar sobre o timeco do Vallejo, o Tricolor conseguiu dar esperanças a quem não tinha.

Foram 2 jogos, 180 minutos, nenhum indício de futebol no Vallejo.

Não precisava de tanto “respeito”. Mas se teve, que assim seja quando de fato precisar. Quando o contra-ataque for mesmo um perigo e não apenas quando o medo de perder e virar piada for maior do que a vontade de golear um adversário insignificante.

Era “obrigação”, eu entendo o peso. Agora não é mais.

abs,
RicaPerrone

Haja fé!

O Tolima e a quase inaceitável hipótese de perder o jogo para o Vallejo no Pacaembu manterá bocas fechadas até lá, mas a vontade é falar em goleada.

A diferença dos dois times é quase de um time junior pra um profissional. O São Paulo tocou a bola e se aproximou em ritmo de treino, sem esforço, e só não venceu porque os Deuses do futebol incorporaram um sujeito ali pra fazer um gol inacreditável.  Além do bandeira que, coberto pelo vulto do espírito zombeteiro que passava, não viu a bola entrar.

1×1, lá, na Libertadores, é um grande resultado. Mas hoje não foi.

Não porque faça diferença quanto a vaga. O São Paulo deve passar com enorme tranquilidade no Pacaembu, pois a épica jornada do Vallejo já está coroada não tendo perdido o jogo de ida.

As atuações de Calleri e Centurion confundem.  Claramente Calleri precisa jogar. Centurion não.  Mas não formam o mesmo padrão tático se trocados um pelo outro.

Gosto do toque de bola, da forma que se aproxima e troca passes sem devolver a bola de graça pro adversário.  Gosto de como o jogo caminhou até o gol deles, e também acredito que haverá um passeio no Pacaembu.

Os Deuses do futebol são a única ameaça ao São Paulo.  Mas convenhamos, haja fé pra esse time do Vallejo eliminar o Tricolor no Pacaembu lotado.

abs,
RicaPerrone

 

Quem és tu, César Vallejo?

Não, não vou perder tempo explicando a origem, quem inspirou o nome, as cores, etc.  Quero falar de resultados recentes para que o SPFC saiba o que esperar amanhã, quarta-feira, no Peru.

O César Vallejo jogou 25 partidas em casa em 2015 e venceu 19. Perdeu apenas 3 vezes, o que indica alguma força dentro de casa.

Média de 2 gols marcados por partida, 0.88 sofridos. Tudo isso em casa.

Curiosidades:

  • Quando faz, toma. Não é um time que faz mais de 2 gols numa partida sem tomar algum. Seu histórico recente é cheio de 3×2, 4×3, 4×2.  Mas os placares mais comuns são 1×0 e 2×1.
  • Perdeu 3 jogos em casa, os placares foram 1×0, 2×0, 2×1.
  • O matador do time é Mauricio Montes, um peruano de 33 anos que só fez sucesso internamente.
  • O grande reforço pra 2016 foi Luis Perea, um colombiano de 29 anos, atacante, que já até jogou no Criciuma.

O clube foi fundado em 1996, portanto é uma subida meteorica que o levou até esta Libertadores.  Obviamente o jogo contra o SPFC será o mais importante da história do clube até então.

Não é um clube popular e nem costuma lotar o estádio. Mas nesta quarta-feira dificilmente haverá um torcedor do Vallejo vivo que não esteja no estádio.

abs,
RicaPerrone