coisas que so acontecem com o perrone

Mamãe e Satanás

1320089627016-jesus-e-satanasEu era pequeno, coisa de uns 10 anos.  Minha mãe era religiosa, testemunha de Jeová.  Eu, que ainda estava na fase de ir na “igreja” sem saber bem o motivo, simplesmente achava tudo aquilo meio idiota.  Passaram 30 anos e eu ainda acho, na verdade.

Mas enfim.  O que acontecia duas vezes por semana me gerou um trauma de anos.

Terça e Quinta dizia a lei da paradinha lá que tinha que estudar um livrinho deles. Então minha mãe sentava eu e meu irmão e faziamos o tal “estudo”.  Porra nenhuma, ela falava e a gente fingia que prestava atenção enquanto competia pra ver quem acertava mais perguntas.

E toda vez que ela dava o estudo pra nós, o telefone tocava.  Quando tocava, irritada ela dizia: “É Satanás!” e ia atender. Na linha, discutia com alguém e voltava pro “dever”.

Caralho, como aquilo me deixava maluco.

Quer dizer então que Satanás, o cara que tretou com Deus, liga pra minha mãe?

E pior? Ela dá esporro no cara!!?  Por isso que a pia não pára de vazar. O cara vai sempre “zoar” a família.  E estudando os poderes do sujeito, então, morria de medo dele se irritar com ela.

Não entendia porque ele só ligava pra ela. Porque quando eu atendia era sempre outra pessoa.

Passei a tentar saber quem era na maioria das vezes.  Era meu pai.

E então, sabendo que eu era filho do demônio, passei a temer pelos meus poderes.  Fiquei horas no quarto dizendo: “Que apareça uma vassoura!”…  E nada.  “Que apareça um vaso de planta!” … e nada.

O tempo passou e eu já estava quase pra perguntar sobre essa relação estranha de ser “de Deus” e falar com Satanás no telefone quando notei que “É Satanás” era uma forma de dizer que o diabo estava interrompendo o que fazíamos, não exatamente ligava lá em casa.

abs,
RicaPerrone

Sinceridade tem limite

30 de dezembro de 2012, Rádio Globo, programa sobre futebol e samba. Lá estou de convidado, ao lado de Valdir Espinosa, Antonio Lopes, Aydano Andre Mota e iria também o Quinho, do Salgueiro.

Quando cheguei um locutor fazia seu programa enquanto nos ajeitavamos na mesa para o nosso, em seguida.  Fábio Azevedo me pergunta, sem má intenção:

– E ai, Rica?! Ja decorou os sambas todos?
– Já, desde que saiu o cd! Ja cansei de ouvir…
– E tá boa a safra?
– Ah… médio.  Tirando o da minha Mocidade que é uma bosta, até que….
– Então, esse aqui (apontando pro locutor que encerrava seu programa)  é o compositor da sua escola…

Silêncio.

– Ah, mas com aquele enredo era foda mesmo né? Parabéns pelo samba.

Nada pessoal, só gosto musical. rs

abs,
RicaPerrone

Mais dessas? Aqui, ó!