dani alves

Não é esse o time

Eu acho que o Cuca vai encontrar. Mas não consigo imaginar que seja esse. Gosto dos volantes, da defesa, mas não acho que o Daniel vá funcionar ali, nem vejo no JuanFran isso tudo.

Pato, Pablo e Raniel. Os três fora num mesmo jogo é de fato muito difícil. Mas ainda assim, o que me incomoda é a criação.

Aberto não dá porque tiraria o Antony. De lateral tira o JuanFran. Ok! Então. E aquele bom e velho 352  que tanto funcionou já no Morumbi?  Porque não?

Pato e Antony na frente, Daniel e Reinando abertos como alas, Juan na zaga onde pode fazer o que sabe que é defender. Acho uma idéia que potencializa muito mais alguns jogadores do que esse time preso ao sistema que TODO MUNDO usa hoje em dia quase como regra.

O empate com o Grêmio reserva é bem ruim. Óbvio que é. Em casa time que briga por título tem que ganhar, de reservas então, mais ainda.

Mas o empate me incomoda menos do que ver o Daniel no meio e em virtude disso o time todo afunilando jogada pra busca-lo.

É um mero palpite. Mas acho que funcionaria melhor, e acho que o Cuca vai rodar e acabar testando isso uma hora.

RicaPerrone

E olha que eu nem gostava muito de você…

Nunca fui um puta fã do Daniel Alves.  Sempre achei que como defensor ele deixava muito a desejar e, tal qual o Marcelo, era um ótimo jogador mas que acabava dando “trabalho” lá atrás.

Enfim. Tem dias que o processo de analisar futebol deixa de ter importância. Esse dia determina a troca de categoria entre o alvo e a referência.

Um belo dia você olha pro campo e no meio da sua “análise” tem um sujeito de 36 anos, 40 taças, capitão da seleção brasileira, campeão e… não faz mais sentido “achar” nada.

Daniel deixa de ser avaliável. Se torna história, e gostar dele num setor do campo ou não é absolutamente insignificante. Não vou entrar no debate se é ou não o melhor lateral. Vou na verdade é me retirar de qualquer discussão sobre Daniel Alves.

Simplesmente porque tem coisas que não se discutem. Daniel se tornou uma delas.

Parabéns! Que carreira brilhante, cara!

RicaPerrone

Evidências

A gente se engana mas no final tudo volta a ficar claro. Nossa relação é intensa, covarde, abusiva. Queremos tudo de ti, damos nada em troca. Sendo você “a” seleção, diria até que somos machistas opressores. Afinal, somos “o” torcedor.

Sendo essa gangorra de amor e ódio onde a você só vale a conquista e a nós o direito a tudo, compreendo a distância.

Dessa vez nem precisamos de 4 anos para comprovar que as redes sociais são uma aberração de opinião popular não legítima validada por um mundo paralelo. Precisamos de apenas um.

Lá estavam, fingindo insignificância, sugerindo amadurecimento ao ponto de ignora-la, quando na real é só recalque mesmo. Vontade de se declarar não permitida pelo mundo moderno onde devemos odiar, contestar, cobrar e pouco se enxergar.

Nas cidades, gente na rua. No estádio cheio, cantoria. Nos bares, camisas e gritaria. E de nada valia, imagina se valesse?

A Copa América é pretexto. Nós paramos é pra brigar com nosso ego e tentar nos convencer de que não, a seleção não é mais importante.

E aí vem os fatos e quebra nossa cara. O Maracanã cheio, o soco na mesa ao apito final daquele mesmo senhor que aos 12 do primeiro tempo dizia “eu nem ligo mais. Se ganhar ou perder, tanto faz”.

Mentiroso.

Na década de 80 o Telê era pisoteado, criticado por todo lado. Em 2019 a gente jura que só queria aquele time de novo. Aquele que massacramos quando perdeu. Diferente desse que será contestado mesmo vencendo.

Brasileiro reclama. E não há nada mais nosso do que a seleção. Não há assunto com mais entendidos do que futebol. Logo, é o alvo predileto.

Vamos assim, já acostumamos. “Negando as aparências, disfarçando as evidências”…

Mas hoje, campeão no Maracanã lotado, acho que dá pra abrir uma exceção e “dizer que é verdade, que temos saudades, e que ainda pensamos muito em ti…”

RicaPerrone