escanteio

Entenda o porque do “escanteio curto”

Talvez  você não tenha notado, mas o futebol moderno tem algumas características que mesmo não gostando devemos nos perguntar os motivos.  O escanteio curto é uma delas.

Gera gozação, a gente brinca e vai contra. Também acho “chato”. Mas ele é estatisticamente a melhor escolha, sabia?

Um cruzamento na área, hoje, é uma perda de tempo. O futebol se aproximou do “passe” e entendeu que é melhor lançar 3 com direção do que 20 pra ver o que acontece. E nessa, os números mataram o escanteio.

Você sabia que é preciso 45 escanteios para que um seja gol, em média?

A leitura disso é bastante complexa, mas dá pra simplificar:

Se eu valorizo a posse de bola, ao bater um escanteio estou dando a bola pro adversário em condição de contra ataque muito mais vezes do que estou gerando uma chance de gol pra mim.  Meu time se mobilizou pra ir até lá, desestruturou taticamente e a chance disso gerar algo é mínima, quase a mesma de um chute do meio da rua. Só que o chute de longe não cansa o time, não abre a zaga e nem devolve a bola pro zagueiro.

Devolve em tiro de meta.

A cada 6 escanteios, um termina em finalização.  Os outros todos são da zaga e o que termina em finalização não necessariamente entra. Ao contrário, mais de 80% das vezes não vira gol.

É uma aberração estatística o escanteio. Para nós, antigos torcedores, ele é uma arma. Para os fatos ele é a devolução da bola pro adversário mais provável da partida.

Então, meus caros, quando forem reclamar do escanteio curto, entendam que ele não é bem uma chance perdida, mas sim a troca por uma jogada trabalhada com muito maior chance de sucesso do que um chute para o meio de 10 zagueiros e um cara que pode sair com as mãos.

abs,
RicaPerrone

“Então devolve, filho”

Um dia o seu filho chega da escola e diz que um colega dele atirou uma pedra nele. Você vai a escola, reclama, a diretora diz que viu, que é um absurdo e nada faz com o agressor.

Na outra semana seu filho chega machucado e diz que tomou um soco.  Você volta na Escola, puto, e pede providencias. Seu filho está tomando suspensão por mascar chicletes e apanhando de gente que não toma nem advertência.  Onde já se viu?

Aí chega a terceira semana, ele apareceu com a camisa rasgada porque puxaram ele.

Então toda sua civilidade é absorvida por algo maior, o instinto.  E você enfim manda ele revidar. Quando o revide acontece, sua família se solidariza com a vítima e recrimina o garoto que, por sua vez, já não sabe mais o que é certo e errado.

Os times brasileiros são os “paga lanche” da Libertadores. Os gordinhos que apanham no recreio da escola.  Todo mundo pode tudo, menos a gente. É pedrada, pilha, ventilador voando no bandeirinha, vestiário pintado, fogos no hotel, pedrada no onibus, torcida pisoteada e aqui… tapete vermelho.

Concordo com o tapete vermelho. Mas tem que ter lá também.  Passa ano e nada muda. A Conmebol se faz de mongoloide, porque de fato passa bem perto disso, e a CBF continua educando seus filhos para ser nerd e apanhar na escola.

Ok, o certo é esse. Mas se só é certo pra mim e eu vou levar porrada o ano todo, não é o caso de rever a orientação pro seu filho?

É cansativo. Você joga um papel no chão, suspenso. Leva a filha, multado.  Os caras jogam a mãe em cima do seu lateral esquerdo e “nada”?

Como é, Conmebol?  É regra ou política? Prefiro a paz no recreio, mas se for ter briga, prefiro que meu filho dê a porrada.

abs,
RicaPerrone