estadio

O meu lugar

O meu lugar
Palco de Rai e Forlan
Marcado por Sorato e Tupã
Uma ginga em cada andar

O meu lugar
É cercado de luta e suor
Esperança de um dia melhor
E cerveja pra comemorar

O meu lugar
É sorriso é paz e prazer
O seu nome é doce dizer
la laiá….

Ahhh que lugar
A saudade me faz relembrar
As vitórias que eu tive por lá
É difícil esquecer

Doce lugar
Que é eterno no meu coração
E aos craques traz inspiração
Pra driblar e o gol fazer

Ai meu lugar
Quem não viu o Rogério jogar
Nossa gente gritando “Telê”
E ainda tem jogo à luz do luar

Ai que lugar
Tem mil coisas pra gente dizer
O difícil é saber terminar…

Morumbi, 56 anos.  O meu lugar.
Foi mal, Arlindo!

abs,
RicaPerrone

Pra quem não entendeu…

Allianz, porra!

Hoje o Palmeiras abriu as portas de sua nova casa para o mundo. O Allianz Parque é maravilhoso, incomparável num raio de mil quilômetros, eu diria.

Honestamente, a derrota pro Sport vai ser apenas mais uma piadinha do futebol. Então, vamos ao que importa.  A hipocrisia, ao nível de auto destruição e a falta de vergonha na cara da imprensa brasileira de modo geral.

O Palmeiras vendeu essa “porra” de nome por 300 milhões, o que ajuda a pagar o estádio e dar ao clube, ao futebol e a imprensa que o cobre melhores condições.

Eu canso de ouvir jornalistas babando ovo na maldida “Barclays”, ou citando o mesmo “Allianz” da Alemanha. Hoje, que com cuidado naveguei e troquei de canal várias vezes, não vi ninguém chamar o estádio pelo nome.

Porque nós, jornalista, somos tão estúpidos comercialmente que não conseguimos perceber o quanto fazemos parte disso tudo e o quanto influenciamos no investimento em nosso futebol.

O mesmo babaca que chama o campeonato inglês de Barclays não tem coragem de chamar a Copa do Brasil de Copa Sadia. Porque? Porque ele acha do caralho um banco gringo que nem sabe onde fica, mas não privilegiar o campeonato que ele consome de fato.

O que vimos hoje foi uma demonstração típica do quanto a imprensa é hipócrita e despreparada para cobrir um evento de entretenimento onde ela colhe os lucros juntamente com os envolvidos.

Quando a emissora não deixa, ok. No twitter, no facebook e numa rádio de quinta, você fala o nome que quiser. Inclusive o correto.

É o típico jornalista de emissora que cobra apoio a esporte olímpico e não fala o nome do patrocinador do vôlei na transmissão.

Parabéns Palmeiras pelo novo Allianz Parque.

Hoje perdeu o Palmeiras em campo, e todos nós fora dele. Porque o 7×1 é nosso também.

abs,
RicaPerrone

“Renato, viado”

Da experiência dos mais de mil jogos que assisti dentro de um estádio na vida, me sinto mais a vontade pra falar de um assunto que nem queria tocar. Mas me sinto meio que na obrigação de não me omitir em defesa de milhões de torcedores que de um dia pra outro passaram de “zoeiros” a preconceituosos.

O “macaco” do Aranha me parece claro.  Uma ofensa racista, direta e com intenção de ofender.  O que não está claro é tudo que vem depois disso, seja por uma dúzia de revolucionarios virtuais, seja por candidatos a deputado querendo voto, seja por gente que quer colocar uma polêmica no facebook. Fato é que a web dá voz a toda manifestação e na dificuldade de medir o real tamanho dela, parece maior do que é.

Eu nunca vi um gay ofendido num estádio de futebol quando chamaram o jogador rival de “viado”. Simplesmente porque qualquer pessoa que frequente um estádio de futebol sabe que ali não há intenção homofobica, mas sim uma simples brincadeira pra tirar a concentração do rival.

Pra quem é de fora pode parecer chocante milhares de pessoas gritando “viado, viado, viado”, mesmo que para um hetero.  Mas é exatamente por ser para um hetero que gritam. Na intenção de sacanea-lo, não de discriminar.

Renato Gaúcho é o sujeito mais chamado de “viado” em toda a história do futebol.  Sabe porque? Porque ele vivia rodeado de mulheres o tempo todo.

Eu sou gordo. Eu nunca serei babaca de achar que me ofendem quando sacaneiam o Walter do Fluminense. Simplesmente porque ele é gordo, e na arquibancada existem milhares de gordos o chamando de gordo meramente para irritá-lo.  Eu mesmo chamaria o Walter de gordo se jogasse contra meu time.

Aquele ambiente, desconhecido por esta geração em sua maioria, não tem a ver com o nosso dia-a-dia. É uma forma que encontramos desde 1901 para fazer do futebol algo mais divertido do que já é.

Homens, dentro ou fora do estádio, se sacaneiam chamando uns aos outros de “viado” o tempo todo.  E isso não diz respeito a tolerância ao homossexual, a alguma má fé ou mesmo um preconceito qualquer. É apenas uma brincadeira.

Quando vejo os Trapalhoes, ou quadros de humor antigos, noto que o mundo emburreceu.  A evolução deveria nos dar noção do que é preocupante e o que é mera bobagem. E não. Hoje, por um espaço na mídia como defensor de alguma causa, se generaliza tudo num mesmo pacote e dane-se a verdade.

A verdade é que tem muita gente hoje considerando homofobicos milhões de torcedores que simplesmente faziam uma piada. Isso sim, talvez, seja discutível e intolerável.  Tentar generalizar uma má intenção onde não há por mero desconhecimento de causa.

É sim um tanto quanto complicado você dizer de repente que massas podem gritar “filho da puta, arrombado, gordo, ladrão, assassino, careca, perneta”, mas… “viado” não.  Me parece um pouco contestável quanto a idéia de “igualdade” tão buscada.

Entende-se que tudo aquilo é piada, modo de dizer, mas este, especificamente este, não toleraremos mais.  Porque? Será que porque ladrão, arrombado e filho da puta tem menos votos nas urnas?

Será que não há neste caso uma enorme desigualdade em busca de igualdade? Porque com esse eu estou desrespeitando e com outro é “piada tolerável”? Porque não podemos pedir maturidade pra separar as coisas ao invés de escolher um dos lados para brigar como se fossemos partidos opostos, gays e heteros?

Há um “macaco” pra Ponte Preta, um pro Aranha.  Há um “viado” no estádio pra um craque, um “viado” no shopping pra ofender um gay.

Não é tão difícil separar, é?

abs,
RicaPerrone

Mais futebol, menos tecnologia

Aconteceu na Holanda.  O estádio do PSV, ex clube de Romário, Ronaldo e outros tantos, liberou wi-fi para geral.

Legal, bacana, viva o PSV! Só que nessa a torcida entrou numa de ficar online no celular o jogo todo e dando mais atenção pra celular e tablet do que pro jogo em si.

E na goleada de 6×1 sobre o NAC neste final de semana a torcida protestou e, acredite, pediu o fim do wi-fi.

A faixa dizia: “Foda-se o Wi-fi, apoiem o time!”.

E convenhamos, nem precisou neste jogo. Mas nos próximos, se precisar, o recado está dado.

abs,
RicaPerrone

Veto ao xixi

A filosofia nacional de segurança nos estádios é, sem dúvida, a coisa mais estúpida que já tive notícias.   Quando um bando de gente quebra na porrada outro bando, proibem que eles usem a camisa e as bandeiras do bando.

Quando um bêbado bate num sóbrio, proibem a bebida de todos.

Se um marginal joga um rojão num torcedor rival, ninguém nunca mais pode usar rojão.

E assim, evitando meios e não combatendo o autor, o Brasil segue tentando alternativas esdrúxulas para acabar com a violência nos estádios.  Como se fosse possível, meus caros amigos, que dentro de um ambiente fechado pessoas deixassem de ser o que são lá fora.

A falta de educação é um problema social, não do futebol. No estádio refletimos quem somos, não o contrário.

A regra é clara. Se dentro do estádio você atirar em alguém, proíbe-se a arma.  Você, fica livre.

Então, meus amigos, preparem a bexiga. Pela lógica, os banheiros serão proibidos a partir de agora. Afinal, a culpa é da privada que não devia estar lá.

abs,
RicaPerrone