felipe neto

O Felipe Neto tem razão

Ao anunciar uma pausa na sua carreira, entendo completamente o Felipe Neto. Tenho vontade de fazer o mesmo, mas não tenho o mesmo dinheiro sobrando pra tal. Se tivesse, certeza, já teria feito.

E explico.

O que acontece no Brasil desde 2022 é a mais absoluta e doentia guerra que esse país já viveu. Pior do que armas, o massacre é pessoal, familiar, covarde e de exercitos de 100 mil contra 1. De todos os lados, embora só um deles tenha se dado esse direito.

Mas Felipe é parte altamente relevante do que hoje o motiva. Me lembro que ele atacou o Tiago Leifert meramente pelo jornalista ter dito que entre Lula e Bolsonaro não preferia nenhum dos dois. Ou seja, ou você concorda comigo, ou eu promovo um massacre a você. E feito isso, me canso de massacres por politica e me afasto.

Eu, na devida proporção bizarra de quem sequer votou em Bolsonaro nos primeiros turnos de 18/22, apanho de graça como se fosse um inimigo de quem o detesta meramente por preferir ele do que o PT. Que absurdo, né? Se recusar a votar numa quadrilha condenada. Eu deveria ser preso.

Felipe assumiu um posto muito acima. Foi cabo eleitoral, parte do processo, defendeu com unhas e dentes um dos lados que ele mesmo ajudou a demonizar. E hoje, cheio de inimigos, cansou. Normal, quem não se cansa desse absurdo que virou a internet? E note ainda que hoje Felipe goza da blindagem midiatica por conta do seu lado agradável a ela. Imagina se ainda tivesse que ser um dos perseguidos, algo que cabe a apenas um lado da moeda.

Mas Felipe deveria usar o tempo livre pra repensar algumas coisas. Ele foi um dos autores do cancelamento que sofri há 2 semanas por algo que não fiz e nem disse ter feito. Mudou o que eu disse pra usar uma narrativa de vingança por eu ter sido o “canalha” que desmentiu uma mentira sua sobre jogar futebol na pandemia.

Logo eu, que pude diversas vezes ter exposto tal hipocrisia e não o fiz. Porque? Porque meu interesse em prejudica-lo é zero. Eu não coleciono inimigos, no máximo desafetos. Passa longe da minha cabeça usar qualquer situação para pisotear em quem eu não gosto quando não estou envolvido. Mas nem todos tem essa linha. Então, foda-se se o Rica tá sendo ameaçado de morte por algo que não fez. Eu me vinguei de quem ajudou a expor minha propria hipocrisia e estou reclamando do ódio.

Felipe, Felipe… fosse só você, tava fácil. Mas são muitos. E o resultado que estamos plantando é bem pior do que qualquer regime politico que eu ou você defenda. É a guerra que eles querem pra poder fazer o que bem entendem. E sabemos do que são capazes.

Você, Felipe, como alguém que chegou onde chegou detonando Deus e o mundo deveria ser o primeiro a comprar a briga pelo direito do Monark falar, errar, pagar, mas continuar falando. Mas como ele não é seu brother, deixa pra lá.

Onda de ódio? Esse discurso é tão vazio. O mundo vive uma onda de ódio, e ela parte de algo chamado rede social. Ali somos todos inimigos, nos odiamos por uma troca de mensagens que sequer sabemos o tom. E em 99% dos casos se fosse numa mesa de bar absolutamente nada teria acontecido.

Mas alimentamos polêmicas porque elas vendem. Povo ignorante compra conteudo de baixo nivel. E quanto mais baixo o nivel melhor pra manipulação em massa.

Eu também não aguento mais. E em breve a maioria não vai aguentar. Mas antes disso veremos suicidios, casos de depressão e mais pessoas destruidas por uma guerra politica onde só quem ganha são os politicos, livres pra fazer o que bem entendem porque metade do pais vai defende-lo a todo custo.

Boas férias, Felipe! E reflita bastante. Você é parte relevante do processo que hoje consome a sua saude, a minha e de tanta gente. Não a troco de defender o que você acredita, isso é justo. Mas pela necessidade inexplicável de “democraticamente” tentar destruir quem não concorda com você.

Ainda existem doenças causadas por stress que o dinheiro não cura. Se cuida, garoto.

Abs

RicaPerrone

Youtubers: é melhor que querer ser paquita

Uma dose é mero recalque por ver “pivetes” com um celular virado pra eles ficando ricos, a outra é vontade de criticar. Algumas críticas são justas, algumas preocupações também. Mas na real, qual o problema em ser youtuber ou ver as crianças desejando ser como eles?

Qual a novidade, na verdade?

Eu não assisto nenhum quase. Entendo que o youtube é quase um Netflix Kids.  Feito 90% pra crianças e adolescentes e que os números atingidos por eles camuflam a real importância de alguns conteúdos. Exemplo: A sua referência é um video de baboseira de 10 milhões de views. Logo, qualquer vídeo de 200 mil views é um número baixo.

Não é. São 200 mil adultos, dependendo do que você anuncia ou busca, é um número relevante. Mas isso também não é culpa deles, nem chega a ser novidade.

O que minha geração queria aos 8 anos era ser Paquita. Dançar pra uma apresentadora de TV mostrando as pernas.  Os meninos, jogadores de futebol. E isso acho que mudou pouco.  Mas é realmente preocupante pra você que o tempo que você gastava vendo o Sérgio Malandro gritar na Porta dos desesperados seja gasto com um garoto de 20 ou 30 anos falando sobre… política, preconceito, etc?

Mesmo que você discorde dele. É quase impossível a gente não concordar que é mais interessante pra uma criança pensar no que diz um youtuber do que na disputa entre Mara, Angélica e Xuxa. Se é um absurdo pra você um cara de 30 anos ser o exemplo pro seu filho, era também pra nós quando as paquitas aos 19 eram o sonho das nossas irmãs.

É natural. Troca-se a mídia, trocam-se os protagonistas.

Eles não são eternos. Os mais inteligentes deles tem uma função e não um canal. A maioria talvez tenha um canal. Não sei, não acompanho o suficiente.  Mas a Kéfera, por exemplo, é atriz. Não “youtuber”.  O Whinderson é “humorista”, não youtuber.

O uso da ferramenta não pode estar a frente do que a pessoa está propondo. O “Mamãe Falei” é um canal de política. Talvez hoje ele influencie tanto quanto o colunista do Jornal da Joven Pan quando eramos jovens.

O rótulo “pagodeiro” usado com menosprezo também atinge o “Zeca Pagodinho”.  O que torna o rótulo uma idiotice.  E usar o “youtuber” para menospreza-los é tão tosco ou mais do que pular na banheira de nutella. Afinal, não é necessário um conteúdo inteligente para ser conteúdo.  Existe algo chamado “entretenimento”.

O papo “a tv não presta” é tão hipócrita quanto. Ouvimos por 20 anos que bom era a TV Cultura. A Globo uma bosta. E ela dava 60 pontos, a cultura 0.5.

Existe youtuber ruim, youtuber bom. O youtuber é que talvez não exista.  Atrás do meio que usam há atores, administadores, apresentadores, humoristas e muito mais. Uns com futuro, outros não. Tal qual toda música que dançamos quando jovens, milhares de celebridades que acompanhamos quando garotos e que hoje são representados por esses meninos de camera nas mãos.

Eu não assisto muito porque me acho velho demais para induzir minha linha de raciocinio por garotos mais novos direcionando a linguagem para adolescentes.  Mas eu não acho que minha irmã era menos fútil que hoje por ela querer ser paquita enquanto seu filho quer ser o Felipe Neto.

abs,
RicaPerrone

Cara a Tapa – Felipe Neto

Em 2015 o Cara a Tapa muda o foco e não pensa apenas em esportes. O formato testado no final de 2014 foi aprovado, mas a lista de convidados ampliada para toda e qualquer área. De um ex-jogador a um político importante. Todos poderão dar a “cara a tapa” em 2015.

Com vocês, o ator, apresentador, videomaker, empresário, polemico, alvinegro… Felipe Neto!

Fala, botafoguense!

felipe-netoou

Se chegou a este blog é porque navega na internet. Logo, não preciso te apresentar Felipe Neto.  Só dizer algo que talvez você não saiba.  Felipe é botafoguense, pra caralho.

E me enviou o seguinte texto, que ilustra o que leio de 90% dos torcedores do clube nestes últimos dias.

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Há 15 anos eu acompanho o Botafogo, faça chuva ou faça sol, na dor ou na conquista, no sofá ou na arquibancada. Há 15 anos eu coloco o Botafogo como prioridade em minha vida, ao ponto de dizer a minha atual mulher: “Se quiser começar um relacionamento comigo, saiba que nunca, absolutamente nunca deixarei de ver um jogo do Botafogo para fazer qualquer outra coisa”. E há 15 anos eu espero uma disputa de Libertadores.

Foi com sorriso no rosto e um grito entalado que saí do Maracanã na última partida de 2013, ainda aguardando o resultado da Ponte Preta para poder de fato berrar a todos o que esperava há tanto tempo. E o tempo chegou, a hora chegou. Mas justamente agora, justamente neste ano, a diretoria decidiu que “Quer saber? É hora de pisar no freio e agir de forma beeeeeem cautelosa”.

O que essa diretoria está fazendo com o nosso Botafogo? Que palhaçada é essa que está acontecendo?

No ano de Libertadores, promovem um técnico cuja experiência máxima se dá em ter treinado os times de base. No ano de Libertadores, perdem Seedorf e contratam “El Tanque Ferreyra”, cujo talento, segundo jornalistas que acompanham os treinos diários do Botafogo, se dá em dar pixotadas pra todos os lados, um Loco Abreu sem grife. Perdem Rafael Marques, Hyuri, pode perder Lodeiro, Renato… E contratam o reserva do Bahia, Wallyson.

No ano de Libertadores a contratação anunciada é Wallyson? Banco do Souza?

Abro os jornais esportivos a cada segundo esperando o pior, pois só vejo notícias de baixa, de saída. Nosso técnico, inteligente que só, decide escalar Marcelo Mattos, Bollati e Gabriel contra o poderoso Madureira.

Nosso centro-avante atual? Henrique. Aliás, desculpe, tem também o Renato, pois no time B o pobre coitado precisa jogar de volante, armador e centroavante. Mas tudo bem, a Diretoria já deu um jeito, Renato irá embora para aliviar o salário de 250 mil. Não se preocupem, nós temos Jorge Wagner para bater faltas.

Que me perdoem os botafoguenses, mas antecipo um ano desastroso se a diretoria não mudar radicalmente de atitude. Onde estão os 700 mil reais por mês economizados com o salário do Seedorf? Onde está a Viton 44 agora? Onde está o planejamento para VENCER?

Sempre sofremos com um time sem vontade. Mas uma diretoria sem vontade, essa sim causa o maior estrago.

Felipe Neto