Friburguense

Flu brinca carnaval

Se para a maioria de nós, foliões, o carnaval está chegando ao fim, o time do Flu parece não concordar.  Em pleno Maracanã, na triste quarta-feira de cinzas, resolveu fazer um baile por conta própria.

E que baile!

Não apenas pelos gols, lances, chances criadas, mas também pela liberdade dada ao adversário proporcionando um espetáculo incomum no futebol moderno.

Os 5×1 sugerem um jogo chato, fácil. Nada disso. O Flu jogou uma grande partida desde o primeiro minuto, e com tudo resolvido, continuou querendo o gol e se divertindo em campo.

O grande problema do futebol atual é ver time grande jogando como pequeno para diminuir ainda mais as chances de ser surpreendido. O maldito medo de perder, a eterna vontade de fazer o mínimo possível.

Pois bem.  Jogando aberto, um pequeno contra um grande, a chance do pequeno achar um gol é maior. A do grande golear, idem.

 

E o Fluzão, afim de se divertir, foi pra cima.  Fez virar número no placar a diferença brutal entre os dois elencos.

abs,
RicaPerrone

VaZco

6×0, um baile. Gols de todas as formas, um adversário fraco, uma redenção dando uma injeção de fé no pessimismo cruzmaltino.  Mas de tudo que vi hoje, honestamente, nada me diz mais do que o gol de Rafael Vaz.

Esse cara tem 25 anos, que é uma idade “madura” pra zagueiro. Difícil nessa posição se destacar muito com 20, 21 anos.  Vaz passou por diversos clubes, confesso nunca tê-lo notado.

Quando fui a São Januário ver Vasco x Alguma coisa em 2013, voltei fazendo elogios ao garoto.  Não entendi porque saiu do time, mas talvez o fato de ter perdido a posição pra gente pior que ele me explique o que eu queria entender.

Não é técnico. O problema deve ser outro.

Porque me chama atenção Rafael Vaz?

Porque eu não sei bem o que achar dele. Como não sei o que penso sobre Montoya. Bernardo, Thalles, entre alguns outros que não podemos determinar o que de fato serão.

Outro dia o Vasco tinha um time ruim. Hoje, com esses caras, eu não sei se é ruim.

Pode ser bom. Ao contrário do que você pensou quando leu essa frase e lembrou de uma bebida.

A incerteza de um Vaz é muito mais interessante do que a segurança de um Guinazu.  Sabemos quem é e até onde vai o argentino. Não temos idéia se estamos falando de um futuro baita zagueiro ou de “mais um”.

Mas ainda assim, quanto mais dúvidas, melhor. Especialmente quando a certeza remete ao fracasso.

abs,
RicaPerrone