gaucho

Estaduais: Inteligencia rara

Os campeonatos estaduais são ruins. Ponto. É impossível um torneio recheados de clubes da série D e outros que nem série tem juntando com alguns tops fazerem um grande campeonato.

Politicamente existem porque o sistema quer assim. Enquanto os grandes não peitarem, nada mudará. Talvez porque esteja bom pra todos, talvez seja bom pra quem manda. Enfim. Temos estaduais longos e sem o menor apelo.

Quando o torcedor vai ao jogo é pelo time, a fase, o idolo. Não pelo jogo ou pelo torneio. Ou você acredita que algum palmeirense está indo ao jogo porque quer ganhar o Paulistão desesperadamente?  Sabemos que não.

O Grêmio está com técnico reserva. É surreal como conseguem arrumar um calendário onde o grande destaque de 2017 tem que começar o ano prejudicado por ter ido longe demais.

Mas de curioso fui ver as formulas de disputa. Procurar alguma que não seja estúpida, que entenda que já que é ruim, que seja breve e emocionante. De fato, carioca e paranaense entenderam isso. Os demais, não.

Paulista: 12 rodadas para termos 8 classificados dos quais 4 todos nós já conhecemos. Insuportável.

Mineiro: 12 times, 11 rodadas, 8 classificados. É tão emocionante quanto dançar com a própria irmã.

Carioca: 5 rodadas, semifinal e final. 6 rodadas, semifinal e final. A bobagem fica pro final onde entre o time de “melhor campanha no geral”.  Mas ainda assim, dura menos até ter jogos decisivos.

Paranaense (melhor formato): Igual ao carioca sem a bobagem do “melhor campanha”. Jogam os campeões e ponto.

Gaúcho: Igual ao Mineiro.

Catarinense: Esse merece o prêmio “Padre Baloeiro” de idéia ruim do ano. São 10 times, DEZOITO rodadas. Ida e volta. E então os dois primeiros jogam uma final.  Se alguém não dormir até lá, é claro.

Enfim. Se é pra ser ruim e o título pouco cobiçado, é razoável imaginar que encurtar a disputa e dramatizar o cenário sejam os caminhos óbvios para se tornar menos chato.

Carioca e Paranaense entenderam isso melhor que os outros. Em 1 semana haverá decisão em ambos enquanto em algumas semanas os demais passam a cumprir tabela sabendo da classificação óbvia dos grandes.

Enquanto isso não acaba ou se limita a um mês, oremos para que sejam o menos sonolento possível.

abs,
RicaPerrone

Comparando as decisões

As quatro decisões regionais mais importantes do país e só uma delas com um pequeno envolvida. Números básicos dos jogos para se comparar as partidas.

Estamos driblando pouco, cruzando um pouco demais e tocando pouco a bola entre a defesa e o ataque. O caminho é curto. Tentamos num lance mais técnico do que no coletivo.

Real Madrid e Atlético de Madrid, por exemplo, teve 26 chutes a gol. Só que 20 de um time só. Teve 63 passes errados, 700 trocados. Um pouco mais do que a média de nossas finais, conforme alertei no paragrafo anterior.

28 faltas. Um pouco abaixo da nossa média também. Mas nada absurdo.

5 dribles apenas. Eis uma média que retrata legal nossa tentativa de jogo diferente do padrão do filé europeu, a Champions League.

Desmistificando uma dose das informações erradas passadas hoje na televisão de que “na Europa se faz 9 faltas num jogo”.  Mentira. A média não é essa.

Sabe porque brasileiro acredita em Papai Noel? Porque ele é do Polo Norte. Se fosse de Santa Catarina não haveria nem Natal nesse país de vira-latas.

abs,
RicaPerrone

Eles não tinham um plano

Era, pra variar, uma falsa perspectiva de mudanças.  Quando o Vasco contratou 2 profissionais do campo para atuarem fora dele insinuou dar razão a imprensa e “profissionalizar” o comando do futebol.

Mentira. Ricardo e Rene são educadíssimos, ótimas pessoas, mas treinadores bem comuns. Na direção, talvez, funcionassem.  E não saberemos se funciona, pois trabalham num clube de futebol, onde não existe cargo de comando que de fato comande.

Neste mundinho da bola nem o presidente determina os rumos do clube. Quem faz isso é jogador colocando ou não a bola para dentro. Dirigente ajuda, contrata, organiza, vende. Mas não chuta.

Gaúcho não é culpado, nem mesmo o Renê, o Ricardo, o Carlos Alberto, o Bernardo. Culparão Dinamite, que por ser o presidente leva a responsabilidade de conduzir a “nova cara” do futebol vascaíno.

Mas mentiu. Porque se a nova cara tivesse sido planejada não seria abortada com 2 ou 3 tropeços. Quem comanda tem que ter, ao menos, convicção do que está fazendo. Mil vezes um teimoso convicto do que um frouxo que ouve demais.

O Vasco assinou o atestado de “perdido”  com a demissão de um conceito que não foi sequer devidamente testado, até pela falta de peças.

Pode perder pra Volta Redonda e Nova Iguaçu? Não, não pode. Nem com Gaúcho, nem com Mourinho. A questão é saber se com um ou outro o problema seria solucionado.

É tudo muito bonito, a imprensa adora, mas vamos cair na real. Menos Renês, menos conceitos, mais meia, lateral e atacante.

É isso, ainda, que determina o sucesso ou o fracasso no futebol. Depois vem o resto.

abs,
RicaPerrone