Talvez seja o momento politicamente correto, talvez mero “ti-ti-ti” pós clássico. Fato é que o Grenal nunca foi muito diferente do que o do último domingo. Pelo contrário, já foi bem mais violento…
grenal 409
Grenal 410

Sabe quando vamos evoluir ao futebol que queremos? Nunca.
Porque o Grêmio sabe que o lance que machucou seu jogador já foi cometido por jogadores seus em outros Grenais sem a fatalidade maior da contusão grave.
Porque o Inter sabe que seu jogador cometeu um ato estúpido e ao invés de puni-lo por ter aberto a chance do juiz te-lo expulsado ainda no começo da partida, prefere denfende-lo para vencer mais este Grenal.
O 410, o melancolico Grenal do oportunismo.
O que Inter e Grêmio não conseguem perceber, e é por isso que nunca andaremos pra frente, é que os dois clubes deviam se unir em busca de um discurso que diminua a violência do clássico, que muitas vezes passa do ponto.
Os dois presidentes tem razão em suas queixas. De fato o rapaz foi violento, mas de fato ele não é o único, nem “o mais violento” dos Grenais.
Usar a contusão para transformar o lance num crime é relativo, quando na verdade Inter e Grêmio discutem zelando pelo direito ao pontapé, desde que não machuque.
Ora, e que gênio marcador é essa capaz de esticar o cotovelo lhe garantindo que não causará danos ao adversário? Na dúvida, não dê a cotovelada. É simples. É essa a causa.
No próximo Grenal será um do Inter machucado. E então começa tudo de novo até que, em 2046, quando este Grenal 410 fora de campo for só história, se reconheça que o objetivo comum é mais simples do que a razão de cada clube.
Acredite, gaúcho: o Grenal não precisa de “voadoras” pra ser um dos mais incríveis jogos do planeta.
abs,
RicaPerrone
Didático

Das mil polêmicas que envolvem o futebol a que eu menos tenho convicção de tornar regra é a do tempo de contusão afastar o “causador” da contusão dos gramados.
Porque envolve clubismo, envolve mil outras situações e se eu precisar forçar meu jogador a ficar mais uma semana de molho do que precisa para tirar o adversário de um jogo importante qualquer, farei. E assim sendo, se torna uma questão de honestidade, o que sabemos ser muito difícil no Brasil. Ainda mais no futebol onde o clube de coração é alvará para qualquer tipo de ação.
Mas existem lances que são didáticos a idéia original da punição correspondente. Porque o William subiu o cotovelo no lance? Pra agredir o Bolaños, é claro. E sendo assim, por bom senso e não por regra, o STJD deveria aproveitar para implementar não uma lei, mas um critério: Foi na maldade? X jogos. Machucou? X + 5.
E pronto. Não precisamos mais ficar discutindo se é justo, se teve o que merecia, etc, etc, etc. Um lance desse não tem argumentação que defenda o agressor. Por mais que o STJD consiga ver imagens que não existam, como por exemplo a NÃO intenção do Petros em agredir o juiz num Corinthians x Santos, temos que brigar por bom senso já que por regras não está a nosso alcance.
O William fez o que centenas já fizeram e sou contra um massacre no rapaz, porque é bem provavel que um gremista também tenha dado num colorado uma parecida nos últimos 2 clássicos. O ponto é a simplicidade de se substituir regras por critérios.
Por 2 joguinhos em casa ninguém evita um cotovelo. Mas por 2 meses em casa e, se os clubes forem também razoáveis e multarem o sujeito em pelo menos 50% do salário, acho que a bola sairá ganhando.
abs,
RicaPerrone