jael

O estranho foi em Abu Dhabi…

Uma vez é sorte, duas talvez ainda seja. Por 2 meses pode ser fase. Por 6 é muito provável que seja trabalho.  Por mais de um ano torna-se indiscutível.  E então os resultados começam a flertar com a divino.

O Gremista gosta de Copas.  Ganhou as 3. Gosta de ser colocado em dúvida, montou um time de excluídos e os incluiu em sua história.

Trocou de estádio e carregou a alma na mudança.

Deu ao seu povo o que ele mais almejava: a América.

Gremista odeia o Inter, e ele esteve na série B. Quando de volta fez um campeonato estadual melhor até em virtude do Grëmio estar de ferias quase.  E no sonho mais perfeito do tricolor apaixonado ele sabia: vou chegar no sufoco, pego o Inter e os elimino.

Mais do que isso. Cruel, a vida fez com que o Inter pudesse evitar em casa até mesmo o confronto. Mas o Grêmio ganhou de novo e levou a decisao pras quartas.

Em casa, com baile de Jael, a ex-piada agora miss, o Tricolor atropela o Inter, dá olé, faz 3×0, vê o Arthur voltar a campo e fazer o dele.

Quando passa por Geromel, o Grohe salva. Quando todos esperam um chute, o Ramiro toca.  Quando o Jael parece que vai dominar de testa, passa de peito e de costas.

Que sonho é esse, gremista?

São fatos. Historia escrita e eternizada.  Diante disso tudo não paro de me perguntar: como que o Real Madrid conseguiu ganhar aquele jogo?

Sim, pois dentro do que o divino tem preparado para os tricolores o natural seria um 3×0 com expulsão do Cristiano e dois gols do Luan.

Fico feliz em ver tal história ser escrita. E com profunda pena de quem vier depois.  Eu nunca vi um Grêmio que dá tao certo como esse. Se combinar não sai tão bom. E se melhorar, acho que estraga.

abs,
RicaPerrone

“Puta que pariu…”

Douglas era o “último 10”, o ponto central do Grêmio na articulação e peça insubstituível pra 2017.  Aí um dia um gremista me disse: “Puta que pariu, perdemos o Douglas…”.

O ano começou sem ele, o time manteve o padrão, Renato mexeu no Luan, e o Grêmio se ajeitou.

Nessa época o Grêmio já havia anunciado a volta de Fernandinho. E então o garoto que perdia muitos gols era uma opção ainda contestável, o reserva mais ainda.

“Puta que pariu, o Fernandinho…”

Preciso lembrar dos “dois gols do Pedro Rocha!?”. Nem os do Fernandinho, imagino eu.

Vem Léo Moura, que o Flamengo achou “inútil”.  E “Puta que pariu, o Léo Moura…?”.

Vem Cortez, nada cotado. E “puta que pariu… O Cortez!?”

Veio Barrios. Outro “refugo” que saiu espinafrado do Palmeiras.  “Puta que pariu, o Barrios…”.  E ele resolveu a vaga contra o Botafogo.

Perde-se Wallace.  “Puta que pariu, sem o Wallace…”. E surge Arthur.

Perde-se o Pedro Rocha. E “puta que pariu, como vai ser sem o Pedro Rocha….”.

A bola na área, o atacante cara a cara, “puta que pariu, fudeu…” e o Grohe estica o braço e faz um dos maiores milagres da história do futebol.

Vem Jael. Vem Cícero.

Mas “puta que pariu…. O Cícero!?”

E aos 35 do segundo tempo na decisão surge a plaquinha:  Entra Jael!

“Puta que pariu, o Jael!?”

Ele escora, Cícero empurra, o planeta treme.  É mais um gol do Grêmio.

Mas não está resolvido. Tem o jogo da volta, a grande final, e será lá.

Ouvi alguém dizer “puta que pariu, a final será fora de casa…!”?

abs,
RicaPerrone