Wilson Gottardo foi um grande zagueiro, capitão e agora é diretor de futebol do Botafogo. Chegou pra apagar incêndio, mas pelo jeito o fogo já tinha saido de controle. Aqui ele fala sobre tudo isso, daquele nosso estilo “cara a tapa”.
Confira!
Wilson Gottardo foi um grande zagueiro, capitão e agora é diretor de futebol do Botafogo. Chegou pra apagar incêndio, mas pelo jeito o fogo já tinha saido de controle. Aqui ele fala sobre tudo isso, daquele nosso estilo “cara a tapa”.
Confira!

Não pelo adversário, pelo campeonato, mas pelo enredo. O Botafogo colocou 13 mil pessoas num Niltão que só cabia 14. Ou seja, “lotou” o estádio pra ver um time de série B correr feito maluco pra ganhar mais uma no estadual.
Isso não é comum.
Também não é muito comum elogiar o Renê Simões, mas o farei. Porque com todos os defeitos do time do Botafogo, ele tem uma cara. E mesmo limitadíssimo tecnicamente, ele consegue um equilíbrio e o controle da partida.
Jobson é o cara que mudou o time mediocre pro time que tem uma opção de desequilibrio. É um puta jogador, pena que não se leva a sério. Mas tem todos os recursos pra ser “o cara”, talvez não apenas do Fogão na série B. Mas de um futuro próximo e menos sofrido.
Hoje sofreu um gol numa linda arrancada que zagueiro nenhum pegaria. Passou o jogo inteiro atrás do empate e da virada, sem desespero, sem começar a dar chutão e tendo no mínimo 4 bolas tiradas por um milímetro antes da conclusão a gol.
Não trata-se de um espetáculo, nem de um time seguro e pronto. Mas um Botafogo que “enche” o estádio, vira um jogo complicado e sai do Niltão sorrindo e confiante é, no mínimo, uma novidade.
abs,
RicaPerrone

Era 20 do primeiro tempo, por aí. O Sport perde a bola na intermediária ofensiva, o Botafogo retoma, joga na frente e corre em contra-ataque pro gol. Num ritmo fora do comum, numa objetividade digna de 44 do segundo tempo com o placar contra.
O Botafogo joga os últimos 10 minutos de uma derrota durante 90. E talvez este seja o caminho de evitar a até aqui provável queda para a série B.
Não exatamente pelos pontos, mas pela tabela, pela crise, pelos salários, pelo time em si. Não sei te dizer se “merece”. Sei que tentam a todo custo, em campo, merecer ficar.
E hoje, de novo, não mereciam perder.
Jobson correu feito um desesperado até não ter mais pernas. E ainda que sem elas, continuou correndo. O time do Botafogo tratou cada bola dominada como uma chance e até chegou a criar algumas. Mas fez de todas elas a “última bola”.
Não será a última, mas eles também não podem prever qual será a determinante. Assim sendo, arriscam, se doam e merecem a sua presença e apoio nessa reta final.
É muito difícil diagnosticar qualquer coisa num clube cuja hierarquia básica (salários) não existe mais. Mas não é difícil acreditar que esse time que vive aos 44 do segundo tempo possa fazer o “gol salvador” ainda que nos acréscimos.
Esse Botafogo não me dá prazer em ver jogar. Mas de alguma forma me comove.
E torço pra que o suor dos jogadores possam merecer mais a permanência do que as decisões da direção do clube merecem a queda.
abs,
RicaPerrone