Joel Santana

Desculpa, São Januário

Tenho comigo que o grande problema do futebol no Brasil é que não aceitamos o capitalismo no esporte.  Se um dia uma empresa vier aqui e “comprar” o Brasileirão, ou criar uma liga onde os clubes sigam suas leis e recebam por isso, teremos a NBA do futebol.

Nesse dia, uma das mais básicas decisões será de que ele determina os locais dos jogos, não os clubes.  Para torcedores e dirigentes, que nada mais são que torcedores de gravata, importa vencer, tirar vantagem e ponto final.

Alguém precisa estar acima disso e pensar no espetáculo.  O Vasco da Gama é um time do tamanho do Maracanã. E hoje, com os estádios todos “padrão copa”, São Januário infelizmente não condiz mais com um grande clube.

Adoro o estádio, me sinto meio que em 1980 lá. Mas o futebol precisa estar em 2014 para que todos sobrevivam. O Vasco hoje, jogando em São Januário, é aquele que oferece a pior condição a seu torcedor. Disparado, sem nem conseguir enxergar o segundo colocado.

O Maracanã assusta, cabe mais gente, oferece mais condições e devolve ao time mandante uma condição que as vezes a técnica não consegue.

O Vasco de hoje jogou mal, venceu mal, mas num ambiente grandioso e condizente com o que sonham os torcedores para as eleições do dia 11.

Mais Maracanã ao Vasco. Menos “passado glorioso” e mais futuro vencedor.

Por mais que o passado seja brilhante, é pra frente que se olha.  E devidamente encaminhado de volta a série A, preocupação agora é totalmente interna, onde no próximo dia 11 escolhem se preferem olhar pra trás ou pra frente nos próximos anos.

Boa sorte, Vasco!

abs,
RicaPerrone

Administrando o fracasso

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Outro dia o Vasco do Adílson entrava em campo e não sabia o que fazer.  Mal treinado, mal preparado, um bando buscando ganhar na base do “Deus me livre”.

Agora não.

O time do Joel sabe exatamente o que fazer. Entra em campo pra administrar o resultado. Em casa, contra um time muito inferior, entra pra fazer um gol e parar.  Fora, joga pra não perder.

Em jogos como hoje, onde só aos 40 do segundo tempo as coisas sairam do controle, o Vasco poderia ter “conquistado” um ponto.

E eu pergunto a você, meu caro vascaíno:  Desde quando o Vasco da Gama joga a série B administrando empate?

Do que nós estamos falando aqui, afinal? Foda-se o jogo de hoje, é detalhe.  Vai subir, é óbvio que vai.  O ponto não é esse.

Imagino que deva ser incômodo a um vascaíno olhar pro seu time na série B.  Mas não consigo imaginar o que sente este mesmo torcedor quando vê que seu time está adaptado a série B.

Fazendo contas, buscando empate, analisando cenários e lamentando a “perda de um ponto” num jogo onde não quis ter a bola e menos ainda fazer o gol.

Joel, sem Joel. Tanto faz. O Vasco precisa de um banho de Vasco. Esse aí é um time médio disfarçado de Vasco da Gama. Não pode ser aquele, lembra?

Terça-feira é o que? Clássico com América pra empatar fora ou atropelamento de time grande sobre time pequeno numa série B que não deveria recebê-lo?

abs,
RicaPerrone

Bombeiro sem fogo

Não há incêndio.  O Vasco é quinto, o time é suficiente e basta um trabalho comum pra que esteja na série A em 2014.

Não se faz necessário uma atitude dramática emergencial que não permita ao Vasco pensar mais além do que a série B. Joel não é o planejado para 2015, é óbvio que não.

Um “novo Vasco” não começa com antigas soluções. Eurico e Joel com absoluta certeza representam mais descrédito do que fé.  E não, não acho Joel ruim. Mas acho um bombeiro e não enxergo o fogo.

Qualé o drama? O Vasco está perto de cair, de não subir? Porque não um treinador com perspectivas de 2015, preparando um time para não voltar a rondar a série B? Porque engessar uma perna que nem quebrou?

O Vasco vai voltar pra série A com qualquer treinador. Mas talvez alguns deles pudessem começar algo pra que 2015 seja mais digno. E não vejo fogo suficiente pra buscar um bombeiro ao invés de um plano para o futuro.

abs,
RicaPerrone