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#TBT: Vágner

Para tricolores, vascaínos e torcedores do Celta não precisa apresentar. Para a nova geração talvez seja mais fácil dizer que houve um “Pogba” sem grife há 20 anos e que por falta de sorte, juizo ou algo que não sabemos, nunca se tornou o “oito” da seleção.

Nosso futebol é cheio desses caras. Era muito craque pra pouca camisa amarela. Vágner foi um cometa que passa, some e te faz questionar do porque foi tão rápido.

Do Santos a Roma, da Roma ao Vasco e daquela lateral direita campeã da Libertadores ao São Paulo que quase ganhou a Copa do Brasil.

Virou volante. E que puta volante.

Técnico, com chegada, passe e visão de jogo. Não era um tocador de lado embora pudesse em sua função na época. Na semifinal contra o Atlético no Morumbi me lembro que com 3×0 no placar a torcida do São Paulo gritava “Fica Vágner” com uma força surreal para um não ídolo.

Era premonição. Sem ele não daria. E não deu.

Foi pro Celta, se firmou lá. Voltou pro Galo, não jogou praticamente e encerrou cedo.

Vágner é meu #TBT de hoje.  E o #TBT é um alvará pra saudosismo.

Se era um jogador de seleção?

Depende. Qual?

A de hoje? Amarrado.

RicaPerrone

 

Por Zagallo, Dunga, Ronaldo…

É tanta gente, nem da pra listar.  No país do futebol o grande herói corria de carros, e morreu.  E se não estivesse morto fatalmente estaria sendo menosprezado de alguma maneira por um povo que tolera tudo, menos o sucesso.

Capita faleceu nesta manhã e mais uma vez nos salta aos olhos o quanto esperamos para prestar as devidas homenagens que ele não poderá receber. E então imediatamente lamentamos por isso quando na verdade podemos tirar de lição e olharmos para o lado.

Ainda conosco estão tantos heróis do esporte. Tanta gente que nos fez mais felizes e orgulhosos desse chão.  E no entanto, esperamos. Quando não restar mais dúvidas que ele não fará nada que nos desagrade, quando não der mais para ele cometer erros, enfim, aplaudimos.

Capita, Capita…. eu nem pude conversar com você. Só apertei sua mão um dia num evento por aí.  Mas sinto um vazio hoje porque sou do futebol, vivo e consumo essa “droga”  em doses cavalares e não há como rejeitar que nos tiraram um pedaço.

Eu nem gostava de você comentando, como não gosto do Dunga treinando, talvez não concorde com o Ronaldo em algumas coisas. Não acho maneiro ver o Romário político, nem o Dinamite presidente.  Mas toda vez que eu olho pra um deles, enxergo apenas o ídolo.

Pra mim, e gostaria que fosse pra todos, vocês não estão mais correndo riscos. Eternizaram seus nomes de tal maneira que nada do que façam possa ofuscar o que já foi feito em campo.

Por isso, por um dia não ter que me lamentar por não ter dito tudo isso ao Capita em vida, por não ter pedido pra tirar uma foto, por não ter tietado o quanto gostaria diversos deles quando encontrei, hoje eu me sinto parte culpado.  Eu nunca escrevi sobre o Capita, e esperei ele morrer pra fazer isso.

Eu e a maioria de nós, brasileiros.

Será que não tá na hora de tratarmos Dunga, Ricardo Rocha, Ronaldo, Pelé, Romário, entre tantos e tantos outros com um pouco mais de carinho?

“Ah mas eles só jogaram futebol!”.

E você fez o que?  Deu alegria pra quantas pessoas? Criou uma história entre pai e filho com que chute seu numa bola?

Aos heróis, as medalhas. Em vida.

Adeus, Capita! E me desculpe a demora.

abs,
RicaPerrone