magno alves

Os “Freds” e os “Magnos”

Sim, eu acho um absurdo xingar um dos maiores (se não for o maior) ídolos de um clube.  Eu jamais xingaria o Raí, estivesse ele no Grêmio, no PSG ou no Nautico.  Eu jamais xingaria o Rogério, e seria ainda mais grato se tivesse menos títulos do que os casos citados.

O Fluminense tem 4 brasileiros, e estes são seus maiores títulos. Fred lhes deu dois. Metade.

Ele saiu do Fluminense contra sua vontade. Disse isso na cara do presidente na coletiva, que não reagiu.  Saiu porque o tiraram, não o queriam mais lá.

E então ele vai ao Maracanã sem esperar aplausos, porque brasileiro não suporta seus ídolos. Talvez uma vaia se fizer um gol. Sei lá.

Ouve um coro de “vai se fuder”.

O Magno Alves jamais ouviria isso. Simplesmente porque não joga nada. Porque é um ídolo de um momento mediocre do clube, e especialmente porque se posiciona muito.

Xingar o Fred é desconhecimento de causa. É colocar 3 pontos acima da história do próprio clube e especialmente ignorar que hoje você está ali no Maracanã cobrando título e Libertadores muito por causa dele.

Os hábitos eram outros. Eram de Magno pra não cair. Lembra?

Não lembra. Ninguém lembra do que não quer se lembrar.

“É zoeira”.  Zoeira é vaia. Dizer que o Dourado é melhor. Tanto faz. Mas um coro ofendendo o ídolo, acho que só no Brasil é normal. “zoeira”.

O Fluminense não precisa do Fred. É óbvio que não.

Mas o Dourado também viu. E quando aparecer uma oferta, talvez como a da China que o Fred recusou meses antes de sair, ele se lembre do quanto vale um ídolo antes de dizer não.

Precisamos amar mais nossos ídolos.  Uma salva de palmas ao apito final faria mais efeito do que o coro hostil.

abs,
RicaPerrone

De virada e goleada

O otimista é aquele cara que espera sempre o melhor. O mais otimista dos tricolores esperava uma noite no mínimo difícil.  E o mais comum temia pela “lei do ex” diante de um dos mais implacáveis ex de toda a história.

Jogando mal, o Flu chegava aqui olhando pro G4 só sendo muito otimista.  O Galo, no pior dos seus sonhos, se mantém nele.  Distintos, com potenciais absolutamente desproporcionais no momento, mas que quando colocados frente a frente pareciam ter invertido as perspectivas.

Que Flu é esse que jogou hoje? Não é o do final de semana passado.  E esse Atlético que oscila e depende quase que o tempo todo do talento individual dos seus jogadores, pouco produziu, pouco mereceu, muito preocupou.

Agora, o corte é com 40 pontos. O Flu tem 37, o Galo 42. Nem lá garantido, nem cá descartado.  E a tomar o jogo de hoje como referência as previsões até poderiam se inverter. Mas não. Sejamos pés no chão.  O Flu jogou no seu limite, o Galo nem conseguiu enxergar o dele.

Mas é do que apresenta que a tabela se alimenta, não do que se poderia apresentar.

Hoje o Tricolor dorme sorrindo, fantasiando uma Libertadores que até as 20h desta segunda-feira nem ele imaginava ser viável. O atleticano, se dormir, dorme vendo o título longe e a Libertadores também não tão certa.

Porque perder hoje era improvável? Não. De forma alguma. Até porque ganhar do Fluminense no Rio é muito difícil.  Do Fluminense, do Palmeiras, do Flamengo e do Cruzeiro numa mesma partida, quase impossível.

abs,
RicaPerrone