micale

Micale confunde a lógica

Imagine você que eu não concorde com o Dunga na seleção porque ele nunca foi treinador. E então você promove um treinador da base para começar no profissional do Galo.

Mas por outro lado ele dirigiu seleção de base.

Por outro lado é diferente de dirigir clubes.

Mas é uma tendência que tem funcionado essa coisa de usar jovens treinadores.

Mas logo no time mais cascudo e cheio de estrelas do país?

Ah, caralho! Eu não sei se gosto ou não, mas preciso opinar.  Vivo de opinar.  Mas eu não sei o que acho disso.

Um técnico da nova geração?  Ok! Queremos.

Mas um técnico com o primeiro trabalho nos profissionais logo num Galo? Não sei. Dá medo.

O Galo não pode errar se não quiser perder o ano e desperdiçar o time que montou.

Micale é o nome.  Eu não faço idéia do que acho sobre isso.

Me desculpem, mas minha avaliação é tão incerta quanto ele.  Aguardemos.

abs,
RicaPerrone

Desempenho acima do resultado

Cobra-se do futebol um melhor critério de avaliação na hora de demitir pessoas. Eu concordo, tanto concordo que acho a demissão do Micale justa.

Porque ele não merecia créditos após o ouro olímpico? Não. Porque a seleção conquistou o ouro sem jogar um bom futebol.  Acontece? Sim, pra caralho, o tempo todo.

A gente tem “pena” de analisar qualquer coisa fora do placar do jogo e na mesma frase ainda cobramos que “resultado não é tudo”. Não é mesmo! Treinador é parte do processo, e o time precisa ter padrão, posse de bola, oferecer perigo e correr poucos riscos. É pra isso que se trabalha numa seleção brasileira.

Micale tem muito futuro, mas não fez o time jogar bem. Ele ganhou, é diferente.

Não adianta muito vir reclamar de “7×1” quando se faz do Muricy e seu futebol horroroso uma referência de sucesso. Ou quando se coloca Parreira, Renê Simões e outros em patamares surreais por algo que o talento dos jogadores lhes deu.

Time bem treinado joga bem. Não precisa dar espetáculo, mas joga bem.  E o Brasil do Micale não jogou bem nas Olimpiadas e ficou fora do mundial. Demissão é justa e coerente.

Ele chegou lá com justiça, mas também sai justamente.

abs,
RicaPerrone

Que bagunça é essa?

Eu gostei muito do time do Micalle que foi vice no Sub 20. Achei bem razoável e justa a sua efetivação na olímpica as vésperas dos jogos com a queda do Dunga.  E esperava dele, ao menos, o simples.

Se não dá tempo, se é tudo na última hora, quase que no susto, me facilita a vida, professor.

Começa com Neymar de centroavante pra poder jogar o Felipe Anderson na ponta.  Porra, quem é Felipe Anderson pra fazer o Neymar se adaptar a ele? Ok! Mudamos.

Entra Gabigol, o 9.  Neymar volta pro seu lado, mas… Jesus está no meio, Gabigol recebendo bola aberta na direita e cruzando pra quem?  E o Felipe Anderson, recuado, virou meia improvisado.

Para que ele atua ali, Renato Augusto voltou pra segundo volante e ficou mais pra direita.

Ou seja, tem 3 jogadores deslocados sem a menor necessidade disso mum time ja desentrosado por vocação e falta de tempo pra treinar.

Micalle, se ajuda.

Quanto mais você inventa, mais a culpa é sua. Mete os caras na posição deles e larga. A chance de dar merda existe, mas contra o Iraque por exemplo é menor do que contra uma Itália. Ganhariamos ao menos os pontos óbvios.

Quem joga no meio? O Felipe abre de um lado, o Thiago não sobe, Gabriel e Neymar bem abertos, Jesus ou no lugar do Gabigol ou aberto na direita, e existe um buraco onde Renato Augusto tenta aparecer pra preencher 3 posições sozinho atrás do ataque.

Esse time não dá um passo pro lado. Basta um meia encostar na bola e se forma uma linha de 3 jogadores encostados no beque para receber o último passe. Ninguém chega, não há tabela, é um “resolve aí” do cacete.

Simplifica! Coloca 11 em suas posições e vê o que dá.  Improvisar time pra ter o talento do fundamental Felipe Anderson em campo é brincadeira, professor!

abs,
RicaPerrone

O que mostrou Micale

Os 18 escolhidos para o ouro foram enfim divulgados. De todos eles há apenas 2 comentários que merecem destaque.

O cara que foi e não era esperado. E o que não foi e é curioso não ter ido.

Refiro-me a Prass e Gérson.

Pode parecer estranho, mas que goleiro hoje vive um momento absolutamente seguro, de liderança no seu clube e que goza da quase unanime opinião de bastidores de ser um dos melhores caracteres do futebol? Prass parece estranho ali, mas não é.

Gérson, que já havia ficado de fora em outras convocações, é o jogador mais caro do mundo na última janela de transferencia. E ..?  Está fora.

Com absoluta certeza Micale viveu alguma experiência tática, técnica ou disciplinar muito frustrante para peder aquele que o mercado considera a melhor opção sub 23 na posição.

O restante do time é bem equilibrado, pouco polêmico, bastante competitivo e coerente.

Nunca vi a seleção tão perto do ouro.

Porque o time é forte? Não. Porque a pressão sumiu com a entrada de última hora de um treinador “desconhecido”  e porque a seleção virou “zebra”.  E nunca se coloca a seleção brasileira como surpresa.

Normalmente a surpresa acaba sendo bem agradável.

abs,
RicaPerrone