nacional uruguai

Improvável e favorito

Não, eu não acreditava. Torcia, mas acusei o golpe no empate em casa com o estádio meio vazio. Esperava uma vitória de casa cheia, e portanto acabei mais frustrado do que confiante.

O  Nacional é um time enorme. Talvez seja estranho pra pivetada, mas é um dos maiores do planeta. Meu histórico me faz achar ganhar lá um resultado incrível! E portanto, improvável.

Tão improvável quanto o bom ano do Fluminense, quanto a irregularidade do time que alterna jogos épicos em mata-mata com atuações tecnicamente contestáveis.

Mas também  o que cobrar de um time que começou o ano assumindo um tamanho que eu discordo, perdendo seu principal jogador e chegando em novembro disputando um título e uma vaga na Libertadores?

Se esse Fluminense está calando a boca de alguém talvez seja do próprio Fluminense.

Essa administração vê o clube menor do que ele é. Encara investimento como gasto e acha que é melhor viver ganhando pouco e pagando em dia do que arriscando ser gigante. Não me refiro a contas em dia, porque nem estão. Me refiro a entender que não é um clube que pode ser coadjuvante.

Veja você. Entrou em campo hoje contra um clube maior. Saiu dele sendo o maior que restou na Sulamericana.

O favorito. O time a ser batido.

Até pela fragilidade das outras 4 camisas ainda vivas no torneio.

A Sulamericana é um torneio que não me causa muita coisa. Mas ver um clube fazer de um torneio fraco algo especial o torna ainda mais merecedor.

Faz 10 anos que a América do Sul conheceu melhor o Fluminense. Talvez seja hora de acabar com as formalidades e torna-los íntimos.

abs,
RicaPerrone

Justiça, coerência e paz

Caro alvinegro em sua noite do terror,

Imagino que não será fácil dormir. Entendo toda dor de uma eliminação sem perder e contra um time que foi duas vezes ao ataque e fez 2 gols.  Mas entendo que o mais importante desta derrota é a reação de vocês.

Não importa o que a mídia dirá amanhã cedo. Teremos aquele circo em alguns programas, outros tentando achar um vilão, outros destruindo a carreira do André. Seja como for, volte no tempo 6 meses.

Se alguém dissesse a você que vendendo todos os jogadores do time e mantendo apenas o Elias dos chamado “acima da média”, contando com um time de André, Marquinhos, Rodriguinho, enfim, nomes sem a menor expressão no futebol ainda, você pensaria em Libertadores?

Não. Em fevereiro, quando começou, o Corinthians era carta fora do baralho. As coisas caminharam, o time jogou acima do que podia tecnicamente, e por isso houve uma inversão de valores curiosa. Na véspera de um Corinthians x Nacional, que é um time muito grande, notamos o resultado ser tratado como “obrigação” e uma derrota como “surpresa”.

Senhores, sei que falo para uma das mais doentes torcidas do mundo e pedir par raciocinar em cima da dor é uma covardia, mas olha a escalação desse time, o futebol que ele joga, onde ele chegou sem perder e me diga que isso não é um grande resultado?

Esquecemos durante o período, mas o Corinthians não tem um bom time. Está formando e com peças mediocres, comuns.  Espera-se de um time comum resultados comuns.

Se na próxima semana você, corintiano, deixar a Arena, estará dizendo que concorda que futebol é resultado e nada mais.  Estará virando as costas pro fato incontestável de que um time bastante limitado chegou ao seu limite, mas que foi até onde podia ter ido.

Não faltou luta nem trabalho. Faltou qualidade. E se ainda tenho algum bom senso, ele diz que o Corinthians está com muito mais crédito com vocês do que devendo algo.

abs,
RicaPerrone