niltão

Renê, o melhor do Bota

Eu não gosto do Rene Simões. Toda vez que ele chega num clube eu critico e quando sai faço piada, até porque invariavelmente ele sai dizendo que o clube não era suficientemente estruturado para seu talento.

Mas neste Botafogo de elenco bastante contestável, ainda que na série B, Renê tem me surpreendido.

E pra não ser covarde e nem injusto, devo fazer no mesmo blog que já o critiquei os elogios pelo padrão do Botafogo, talvez um dos times que mais saibam o que fazer em campo no Brasil hoje.

É ruim de doer.  Algumas peças no elenco não tem condições de usar aquela camisa. Mas é o que tem. Renê, que não pode ensinar ninguém a jogar bola, pode ajeita-los da melhor forma.

E fez.

O time é consistente, equilibrado, bem organizado e até mesmo a falta de técnica dele foi compensada com o Daniel no meio.

É hora de fazer um elogio ao trabalho do Renê. O “melhor em campo” deste Botafogo 2015, ao lado de William Arão e do incrível Jefferson.

abs,
RicaPerrone

O momento do jogo

Gosto de encontrar um momento na partida pra criar a partir dele um texto no final.  Hoje, por todos os motivos do mundo, não consegui fazer o post do jogo em cima de um lance. Eram muitos, tive que generalizar.

Mas guardei meu momento especial do clássico para um post só dele: o momento em que Bill caminha para cobrar seu pênalti.

Jobson havia feito sob muita pressão na cobrança anterior. Afinal de contas, se alguém era candidato a vilão naquela lista era ele, o ex-promessa que quer ser ex-problema.

Quando Bill começa a andar a torcida do Fluminense comemora. É constrangedor, mas a torcida do Botafogo sente rigorosamente a mesma coisa e se cala.

Por um momento o estádio teve certeza de estar diante do fim da disputa. E Bill, que é um atacante ruim, que cabe desconfiança e que na minha avaliação técnica não merece a 9 do Botafogo, vai mancando até a área.

Ele ajeita, manca, anda pra trás, mancando e pára.

Eu posso estar enganado, mas apostaria uma grana que as “mancadas” do Bill eram uma prévia justificativa de fracasso.  Ele podia andar, mas se andasse aumentaria sua “culpa”.

Aqueles segundos entre o apito e a cobrança devem ter durado uns 3 minutos. E Bill correu e não enfiou o pé. Bateu com categoria, de chapa, no canto.

Eu, se fosse Bill, enfiaria a porrada. Ou talvez tivesse tido um AVC indo pra bola. Ao marcar o gol, teria mandado as duas torcidas pra puta que pariu. Ele não.

Comemorou aliviado, sem rancor, e voltou pro meio.

Por mais que Renan tenha sido o nome do jogo, em nenhum momento foi colocado sobre seus ombros 10% da pressão que o atacante do Botafogo sentiu nesta noite.

Bill, que continuará sendo grosso e perdendo gols absurdos, mostrou hoje que pode não ter quase nenhuma habilidade. Mas teve uma personalidade e um sangue frio que os outros 21 jogadores no campo não teriam.

Meu cara do jogo: Bill. O grosso.

abs,
RicaPerrone

Estava impedido!

É de enlouquecer qualquer um. O time que sofre por não ter força política entra em campo como vilão do pobrezinho que nacionalmente carrega a fama de ser o mais forte de todos no “tapetão”.

Mando de jogo, ídolo suspenso, torcidas que não vão. Fé, arrogância, superação e um olhar especial pro gato, caso o peixe dê errado. Se passar do ponto, dou pro gato comer e a culpa é toda dele.

Não é. Claro que não é.  Mas o gato vai me absolver.

Porque estava impedido. E que incrível, o botafoguense sai do estádio numa decisão agradecendo a sorte e ao juiz!  Nos pênaltis, sem Jefferson, pelos “pés”  do goleiro reserva.

Ah, vá! Não é possível!

É sim.  Tão possível quanto a reviravolta no jogo onde o treinador do Fluminense ganhava destaque no intervalo por corrigir os próprios erros.

E o Botafogo, cansado, não pode reclamar do calendário e do estadual inchado da sua “parceira” FERJ.

Ora, faça me o favor, Rica! Você não vai falar nada?

Tô falando! Tudo! O que somado não diz nada.

Há uma história a ser contada pra eternidade sobre este jogo no Niltão. Você pode contá-la como quiser. Com heróis e vilões, castelos e bruxaria, ou com o pragmatismo de quem passou mais de 2 horas no estádio e só conseguiu ver o que nem havia visto: um lance irregular.

Passa o Botafogo. Com 11 penaltis pra cada lado, sem pernas, machucado, se arrastando e sem um tostão quando começou o ano.

Talvez você realmente ache que foi tudo armado.  Talvez você acredite em Papai Noel.

Eu acredito. E mesmo que ele não exista, sempre há um presente na minha janela.

Adorei o de hoje. E viva o Botafogo!

abs,
RicaPerrone

Verdades e mentiras

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Verdade incontestável que o Vasco foi mais time, jogou mais, mereceu vencer e que 1×0 foi até pouco pela falta de oportunidades do Flu em 90 minutos.

Mentira que o Cristovão é o “novo Guardiola” e fará do Fluminense um time ofensivo e de toque de bola.

É bem verdade, porém, que o juiz podia ter expulsado o Guinazu logo no começo e o jogo seria outro.

Mas seria mentira dizer que isso determinou o resultado, já que até pênalti não marcado a seu favor o Vasco teve ainda no primeiro tempo.

Gérson, Thalles, Yago, Kennedy, tantos outros que nem sabem se amanhã serão verdade ou mentira no futebol.

Outros que, sabemos, são mentiras bem contadas como o argentino Guinazu. Violento, desleal, não fosse pela sua liderança em campo, diria até que desnecessário.

Mas num Vasco que busca voltar ao passado em glórias e em truculência fora de campo via seu personagem mais carismático e turrão, também tem em campo um reflexo disso. O grande ídolo da torcida, hoje, corre muito e bate bastante.

Mentira que #ORespeitoVoltou.  Ele voltará com futebol, não com pontapés de Guinazu, nem mesmo com canetadas de Eurico levando jogos grandes ao patamar de “joguinhos” por força política.

A verdade é que Cristóvão caminha a passos largos para ser uma mentira da nova geração de treinadores.

Um grande jogo, mentira!

Uma grande vitória do Vasco, verdade!

abs,
RicaPerrone