paulistão 2017

A web de todos os santos

Ao final de mais uma decisão, polêmica. Normal, é disso que vivemos.  Mas essa polêmica passar perto de se cobrar de um jogador o “fair play” de avisar o juiz sobre um impedimento que óbviamente ele não faz idéia se estava ou não, beira a sacanagem.

É a polêmica a todo custo. É a vontade de dar voz a 10 como se fossem 100 mil.  A comparação com o lance do Rodrigo Caio é quase inacreditável.  Mas essa geração que joga FIFA e acha que é atleta por isso não pode mesmo saber a noção que se tem de um impedimento em campo.

E mesmo se tivesse noção, Jô estaria numa situação diferente, em outro patamar de fair play. Talvez se ele tivesse feito o gol com a mão, ok! Caberia a discussão.  Embora eu não tenha a menor dúvida que mais uma vez o discurso virtual é o oposto extremo do bar da segunda-feira.

Eu confio no bar. Ali ninguém dá like, nem o deseja.

O saopaulino odiou o que fez o Rodrigo. Mas fingiu que não, porque é correto dizer e porque não se pode ir contra a corrente.  E hoje, fosse o Jô um santo com ultra poderes capaz de saber sua condição na hora do passe, o torcedor também não ia aprovar.

Mas estaria no facebook falando em “honestidade”, “caráter” e “fair play” por um país melhor, enquanto guarda a carteirinha falsa de estudante que lhe dá 50% de desconto em todos os eventos mesmo tendo largado a escola há uns 20 anos….

abs,
RicaPerrone

No limite

A diferença entre o Corinthians e o São Paulo, hoje, é de consciência. Enquanto o Tricolor ainda acredita ter Jucilei, Nem, Pratto, Cueva e Maicon voando, o Timão consegue enxergar exatamente até onde seu time pode ir tecnicamente.

E então entre  o treinador e a busca pelo coletivo.  O Corinthians não tenta jogar um grande futebol porque consegue olhar pro seu time e ver que, em 2017, não tem um grande time. Pelo contrário, tem diversas peças até contestáveis.  Mas aceita, se molda a isso e joga em cima disso.

O São Paulo do Ceni tem nomes bem mais interessantes, mas a maioria deles ou não está bem, ou não está devidamente colocado no contexto.  Fato é que o time espera uma atuação técnica que não consegue reproduzir.

O Pratto e o Gilberto esperando bolas de ninguém no final do jogo era a cara de um  time que espera algo que não vai fazer. Ou talvez faça, em outro momento, com outro nível físico e tático. Hoje, não.

O Corinthians não espera do Jô um lance individual. Não é uma formação baseada na expectativa de que algo do tipo vá acontecer pra resolver o jogo. E então os dois times se dividem entre expectativa e realidade.

Na realidade o Corinthians venceu porque sabia até onde podia ir, onde o SPFC iria errar e como chegaria ao gol. O São Paulo não sabia. Perdeu o Nem, e então nem o que sabia existia mais.

Não está resolvido. Mas está bem perto disso.

abs,
RicaPerrone