sub 20

Desempenho acima do resultado

Cobra-se do futebol um melhor critério de avaliação na hora de demitir pessoas. Eu concordo, tanto concordo que acho a demissão do Micale justa.

Porque ele não merecia créditos após o ouro olímpico? Não. Porque a seleção conquistou o ouro sem jogar um bom futebol.  Acontece? Sim, pra caralho, o tempo todo.

A gente tem “pena” de analisar qualquer coisa fora do placar do jogo e na mesma frase ainda cobramos que “resultado não é tudo”. Não é mesmo! Treinador é parte do processo, e o time precisa ter padrão, posse de bola, oferecer perigo e correr poucos riscos. É pra isso que se trabalha numa seleção brasileira.

Micale tem muito futuro, mas não fez o time jogar bem. Ele ganhou, é diferente.

Não adianta muito vir reclamar de “7×1” quando se faz do Muricy e seu futebol horroroso uma referência de sucesso. Ou quando se coloca Parreira, Renê Simões e outros em patamares surreais por algo que o talento dos jogadores lhes deu.

Time bem treinado joga bem. Não precisa dar espetáculo, mas joga bem.  E o Brasil do Micale não jogou bem nas Olimpiadas e ficou fora do mundial. Demissão é justa e coerente.

Ele chegou lá com justiça, mas também sai justamente.

abs,
RicaPerrone

Quem revela mais?

É uma pergunta difícil, embora bem comum. Os times pequenos que tinham essa função perderam espaço para os clube/empresários e para os esquemas de propina que impedem o talento de entrar num time sem ter que pagar um dirigente qualquer.

Nem todos trabalham desta forma. Pelo contrário. A minoria queima a imagem da maioria que tenta fazer algo de bom.

E em alguns clubes os resultados surgem mais rapidamente do que em outros. Como medir? Impossível achar um número exato. Mas talvez haja uma forma de exemplificar isso.

Em 2015 as seleções de base do Brasil sub 20, sub 17 e sub 15 foram convocadas ao menos uma vez. Pegamos então a última lista de cada uma delas e somamos quantos representantes cada clube tem hoje na “base” da nossa seleção.

O resultado é que Cruzeiro e Fluminense são hoje os maiores fornecedores de talento das seleções de base, com 6 cada um.

Flamengo é o terceiro com 5 jogadores.

Palmeiras, Coxa, Santos, CAP, São Paulo, Corinthians, Galo e Botafogo tem 4.

Grêmio 3, Bahia, Vasco, Inter e Red Bull 2 cada.

O Criciuma fecha a lista com um representante.

Faltam 5. E para nossa tristeza podemos constatar que eles jogam fora do país já. Mas ainda que tenha alguns, é enorme maioria os que atuam por aqui.

abs,
RicaPerrone

Nosso futebol, nossos meninos

Talvez a imagem da derrota no fim seja para alguns uma mensagem de que “erramos” e por isso perdemos o jogo.  A derrota de ontem, pra mim, não diz nada. O fato de termos ficado tristes e não putos com ela no final diz.

O treinador chegou ontem, não fez nenhum milagre tático. Mas deve ter dado, em algum momento, liberdade para estes garotos serem brasileiros.

Do primeiro ao último minuto, a bola era nossa. Quando nos pés, dançamos, driblamos, apostamos na qualidade. Quando sem ela, fomos busca-la.  Mas o tempo todo fomos “Brasil”. O dono do espetáculo. O protagonista. O talentoso. O imarcável.

A bola as vezes entra, as vezes não. É a graça do futebol.

Ontem não quis entrar. Pouco importa. Mais do que Jesus, Andreas, Jorge e Marlon, fomos dormir sabendo que, de amarelo, no talento, sem copiar ninguém, ainda somos os donos do jogo.

Basta querer e entender isso.

Obrigado, meninos! Nós estamos tristes, não putos e nem com raiva. E isso é um troféu que raros times não vencedores conseguiram levar.

abs,
RicaPerrone

Sr. Olhão avalia a lista da sub 20

O técnico Alexandre Gallo, chamou seus escolhidos para defenderem a Seleção Brasileira no Muncdial sub-20, são 26 escolhidos, ou seja 4 ainda serão cortados. Abaixo minha análise de cada atleta, sempre lembrando que mesmo para um olheiro profissional, existem atletas desconhecidos, principalmente os que saíram muito cedo do Brasil.

Goleiros

Marcos – Fluminense – seguro com bons reflexos e velocidade. Faz o normal, falha pouco e sem defesas espetaculares

Jean – Bahia – filho de um dos maiores goleiros da história do Bahia, dentre os escolhidos é o mais experiente. Acho espetacular goleiro, veloz, bons reflexos, as vezes como na final da Copa do NE falha feio. Seria o meu titular

Georgimy – Cruzeiro – goleiro muito alto, e talvez por isso não muito rápido, faz boas defesas mas também falha bastante, essa inconstância me incomoda, bom 3º goleiro.

David – Criciúma – muito pouco observado não tenho opinião formada sobre ele.

Zagueiros

Marlon – Fluminense – zagueiro de muita força e pouca técnica, tem bom posicionamento mas exagera na vitalidade, um pouco lento.

Lucas – São Paulo – ótimo na bola área tanto defensiva como no ataque, costuma se posicionar bem, o que o ajuda contra atacantes mais velozes, sabe sair jogando porém é lento.

Léo Pereira – Atlético Paranaense – não estava presente em jogos do Atlético que analisei.

Iago – Criciúma  – outro zagueiro voluntarioso, muita força e pouca velocidade. Bom posicionamento e cabeceio. Pouco técnico.

Laterais

João Pedro – Palmeiras – muito hábil, técnico, carrega muito bem a bola. Chega bem a frente, cruzamentos precisos. Precisa melhorar um pouco na marcação, porém creio ser muito bom jogador.

Rodrigo – Coritiba – não me chamou atenção nas partidas que vi do Coritiba sub-20.

Caju – Santos – Muito forte, vai ao ataque e volta a defesa com boa velocidade. Não é driblador, mas é veloz e com bom cruzamento. É bom marcador

Jorge – Flamengo – hábil, muito técnico, ótimo nas subidas ao ataque e excelente nos cruzamentos. Marca normal, driblado as vezes com facilidade, porém demonstra boa recuperação. Jogador de muito futuro.

Meio-campo

Danilo – Braga – volante de muita técnica, bom passe porém não é muito firme na marcação, procura mais interceptar passes que fazer desarmes.

Jaja – Flamengo – Ótimas subidas ao ataque, excelente passe e tabela. Chuta com precisão, outro que também marca mais na interceptação que no combate mano a mano.

Mateus Biteco – Grêmio – veloz e hábil, jogador de condução de bola, as vezes é muito fominha.

Alef – Olimpique Marselha – quando vi, um jogador com seu porte físico, titular da Ponte com menos de 18 anos, fiquei com os olhos mais arregalados que o Rica vendo Picanha no porcão. Porém Alef, é carne de segunda, é só força e trombada. Pouca técnica.

Boschilla – São Paulo – ótima bola parada, bate falta como poucos, com a subida recente ao profissional, melhorou muito sua marcação e pode ser uma boa alternativa como volante. Passe e chuta bem, evoluiu bastante esse ano no professional.

Andreas Pereira – Manchester United – desculpem mas nunca ouvi falar

Gabriel Jesus – Palmeiras – aqui para mim já começa uma divergência. Na minha opinião Gabriel é atacante e não meia. Pois bem, é extremamente hábil, ótimo passe, visão de jogo e faro de gol. Acredito que será a grande estrela do Brasil nesse mundial.

Atacantes

Marcos Guilherme – Atlético Paranaense – joga tanto de 2º atacante como de atacante de área, boa velocidade e habilidade. Tabela bem e tem um faro de gol e posicionamento na área invejável, lembra o velho Dagoberto.

Judivan – Cruzeiro – jogador de boa condução e habilidade. Chega fácil na frente é vertical, busca sempre o gol, pela pouca experiência com a seleção, creio que será 1 dos cortados.

Kenedy – Fluminense – talvez um dos mais conhecidos da lista. Muita velocidade, força e ótimo chute. Não é muito técnico nem hábil, porem sabe usar muito bem sua força e velocidade.

Yuri – Grêmio  – Yuri que me desculpe, mas ele é forte e só. Não me agrada sua convocação.

Caio Rangel – Cagliari – ao contrário de Gabriel, para mim, Caio é meia não atacante. Aliás joga muito bem vindo de trás, com boa condução de bola e drible. Exagera no individualismo. Veremos se jogando na Italia a um ano evoluiu nos passes, tem características muito parecidas com o Judivan.

Bruno Lopes – Criciúma – Esse foi um dos meus destaques na minha utlima coluna falando sobre a nova geração do Criciuma. Atacante de área com boa movimentação joga de lado também, bom posicionamento de área pivô e finalização.

Jean Carlo – Real Madrid – desculpem, nunca vi jogar.

Quem é o Sr. Olhão?

Guilherme Momensoh
10 anos de experiência no mercado do futebol
Paulista FC – Dep Marketing e Futebol
São Paulo FC – Socio Torcedor
RCD Espanyol – Olheiro mercado brasileiro
Villlarreal CF – Olheiro para o mercado Sulamericano
Cuiaba EC – Gerente de futebol
Consultoria Esportiva – gestão de futebol e marketing
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