Tabu

É o destino

Eles sabem. Quando entram em campo Vasco e Fluminense parecem repetir um ritual com roteiro bastante conhecido.

O Flu até tem mais a bola, cria mais chances, tem mais time no papel e é o favorito. Invariavelmente nos últimos anos tem estado numa situação melhor e, portanto, é favorito.

E de 2010 pra cá, se enfrentaram 20 vezes.

O Vasco ganhou 10. Outras 7 empataram.  O Fluminense venceu míseras 3 partidas.

Não dá pra se esquivar dos fatos, do passado, ou talvez do destino.  O Fluminense tem ataque de pânico quando vê o Vasco. Que por sua vez, esteja na situação que for, joga como hoje, parecendo um velho experiente dando aula pra um moleque novo.

O Flu dava bico, se desesperava na hora errada. O Vasco apresentou uma paciência irritante de quem tinha absoluta certeza de que venceria o jogo.  E nas arquibancadas, em torno do estádio, nos caminhos pro Maracanã, pouca gente discordava disso.

O tricolor olha pro jogo contra o Vasco como “um problema”.  O vascaino olha pro jogo com “esperança”.   É batata!

O que foram os bicos pra frente do Flu no segundo tempo com o Vasco todo plantado atrás? O que era a vontade de adiantar os volantes deixando o campo aberto pro Vasco contra-atacar?

Que calma era aquela dos vascaínos que pareciam ter ido ao Maracanã só pra ver de perto o que já sabiam.

Fluminense e Vasco é clássico menos imprevisível do Rio.  Porque mesmo se o Vasco estiver melhor e o Flu for a zebra, ainda assim, teremos um clássico com favorito!

abs,
RicaPerrone

Rindo de quê?

São anos de muito sofrimento para a torcida do Palmeiras que, esperamos, acabem com a nova Arena que vem aí.  Neste período aprende-se muito e normalmente até aumenta sua paixão, já que é preciso defende-lo.

E então a bola rola e por 90 minutos o Palmeiras é melhor que o Corinthians.  Por esforço, atenção, seriedade, vontade.  Acima do que se espera dele, o Palmeiras flertou com uma coroação de uma retomada.

Do outro lado o time do “tanto faz” parecia fazer o menor esforço possível para, quem sabe, se desse, empatar o jogo. É assim esse Corinthians sonolento que não vibra com nada e se apresenta insistentemente  abaixo do que deve.

Aos trinta e tralalá o Valdívia resolve debochar, fazer cera, chamar a torcida e ficar se jogando no chão.  É a risadinha final do vencedor que não venceu ainda.  Contra um morto que ainda respira.

Danilo, nascido para protagonista, resolve acertar um lance no final e o que era uma festa certa vira um empate injusto, melancólico e invaiável.

Palmeiras foi melhor.  Tão melhor que em determinado momento acreditou que de fato era mais time. Mas não é. E num surto de técnica que os separa, Danilo riu por último, e melhor.

abs,
RicaPerrone