
Imagine você se um dia o Fluminense decidir que o treinador não está bem e não deve continuar. Esse treinador é o Abel, símbolo hoje de algo maior do que um cargo. A diretoria do clube pode considerar, como todas as demais, que é preciso trocar.
E aí? Como ela faz isso?
Existe um sujeito indemitível no futebol mundial hoje. Chama-se Abel Braga. Por tudo que fez de bom, por tudo que passou de ruim. Por tudo que representou há pouco. Abel é o que a torcida respeita.
Você pode me dizer que o Abelão está 100% ali. Nem o conheço pessoalmente, mas duvido. E se estiver, trata-se do super-man. Ele quis ficar, é digno, lindo, interessante. Mas suponha que pro Flu não seja o ideal.
O que você faz? Demite o Abelão?
Não. Não dá. A saída numero um para crises está descartada. Ele além de estar blindado por todo o enredo triste que passou, é o único cara que a torcida respeita.
Mas torcedor é foda. Ele vai esquecer o drama do Abel assim que o Flu pisar no Z4.
E aí vai sobrar em quem? Qual a saída que terá o Fluminense para “tomar alguma medida” para tentar interromper a ladeira abaixo?
Que situação.
Eu não tenho o diagnóstico, e nem essa intenção. Tenho por mera curiosidade a idéia de que seja qual for a ” doença”, vai ser muito difícil o Fluminense achar a cura por meios convencionais.
Que a sorte guie o Flu por onde quem deveria não puder guiar.
abs,
RicaPerrone





“A violência no futebol”. “A homofobia no futebol”. “O machismo no futebol”. “O racismo no futebol”. Talvez essas sejam algumas das frases mais fáceis de se encontrar sobre “futebol” hoje em dia.
