Fluminense

Renda e Público 2015

O blog não acompanhará apenas os dados de público e renda do Brasileirão em 2015. Vamos de janeiro a dezembro considerando todos os campeonatos através dos borderôs oficiais dos clubes.

Algumas considerações:

– Os clássicos no Rio de Janeiro tem torcida dividida. Logo, o público e a renda bruta do jogo são computadas para os dois clubes. Apenas a renda líquida é exclusiva de cada um.

–  Os planos de Sócio Torcedor de cada clube que constam descontados no borderô não estão nestes dados. Ou seja, da renda líquida o quanto o clube “devolve” para o programa sócio torcedor, não é computado.

– Os clubes não divulgar borderôs de Libertadores. Para que haja uma renda líquida nos dados, usamos a média do clube de % líquido e temos um valor estimado.

E se os 12 grandes fossem norte-americanos?

Samir Taiar é um daqueles caras que além de talentoso tem imaginação.  Ele resolveu desenhar o logo e a camisa dos 12 grandes do futebol brasileiro naquele padrão norte-americano.

Imagine se os times de futebol do Brasil fossem americanos.  Como seriam?

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Curtiu?!

Dá uma moral no site do Samir Taiar então!

abs,
RicaPerrone

Estava impedido!

É de enlouquecer qualquer um. O time que sofre por não ter força política entra em campo como vilão do pobrezinho que nacionalmente carrega a fama de ser o mais forte de todos no “tapetão”.

Mando de jogo, ídolo suspenso, torcidas que não vão. Fé, arrogância, superação e um olhar especial pro gato, caso o peixe dê errado. Se passar do ponto, dou pro gato comer e a culpa é toda dele.

Não é. Claro que não é.  Mas o gato vai me absolver.

Porque estava impedido. E que incrível, o botafoguense sai do estádio numa decisão agradecendo a sorte e ao juiz!  Nos pênaltis, sem Jefferson, pelos “pés”  do goleiro reserva.

Ah, vá! Não é possível!

É sim.  Tão possível quanto a reviravolta no jogo onde o treinador do Fluminense ganhava destaque no intervalo por corrigir os próprios erros.

E o Botafogo, cansado, não pode reclamar do calendário e do estadual inchado da sua “parceira” FERJ.

Ora, faça me o favor, Rica! Você não vai falar nada?

Tô falando! Tudo! O que somado não diz nada.

Há uma história a ser contada pra eternidade sobre este jogo no Niltão. Você pode contá-la como quiser. Com heróis e vilões, castelos e bruxaria, ou com o pragmatismo de quem passou mais de 2 horas no estádio e só conseguiu ver o que nem havia visto: um lance irregular.

Passa o Botafogo. Com 11 penaltis pra cada lado, sem pernas, machucado, se arrastando e sem um tostão quando começou o ano.

Talvez você realmente ache que foi tudo armado.  Talvez você acredite em Papai Noel.

Eu acredito. E mesmo que ele não exista, sempre há um presente na minha janela.

Adorei o de hoje. E viva o Botafogo!

abs,
RicaPerrone

O primeiro Fla-Flu contra todos

O campeonato carioca de 2015 ficou marcado pela guerra política nos bastidores.  Queira ou não,  com reflexos em campo ou não, todos se lembrarão do ano em que Flamengo e Fluminense jogaram do mesmo lado.

De um lado do clássico deste sábado tem apenas uma vontade de mostrar superação e conseguir ser finalista após enormes dificuldades.

Do outro, mais do que isso. O Fluminense quer a final, a FERJ e, pasmem, o Flamengo.

Ganhar a vaga neste sábado seria uma das maiores demonstrações de poder do clube, fazendo uso daquele velho bordão que embala torcidas e clubes quando não acham um apelo mais interessante: “contra tudo e contra todos!”.

“Todos”, no caso, sábado, é o Botafogo.

Que menos interessado em política do que o Tricolor, vai a campo do lado que esteve durante toda a polêmica: contra o Fluminense.

E como seria bom se todo confronto político se resolvesse na bola. Não é. Mas nesta sábado, será.

E com um incrível tempero já preparando pra domingo: Seja qual for o resultado, a euforia ou a parceria farão tricolores torcerem pro Flamengo.

É ou não um final de semana histórico?

abs,
RicaPerrone

Fred suspenso: Previsível, mas…

Fred está fora da semifinal contra o Botafogo. Vamos dividir em três partes para avaliar a decisão.

1- A suspensão pelo que ele fez

Não acho justo que um jogador seja suspenso por ter perdido a cabeça num erro que o árbitro cometeu e o tirou de um clássico. Da mesma forma que acho que um amarelo por uma comemoração eufórica demais num gol decisivo deve ser relevada, o mesmo pra reação de Fred.

2 – A suspensão pelo que já foi feito

Só ao suspender o Luxemburgo (também errado), se torna coerente que o Fred seja punido. Afinal, concorde ou não com a interpretação do TJD, ela precisa ser mantida nos dois casos. Então, em relação a coerência, e apenas isso, a decisão é previsível e correta.

3 – A data, a FERJ, o complô

Porque os jogadores de Flamengo e Vasco não foram julgados ainda? Não sei juridicamente explicar o problema que houve na semana passada. Mas acho que é muito pior tê-los suspensos pra final do que pra semi.  Quem se deu mal nessa acho que foram Flamengo e Vasco.

A FERJ é uma tremenda porcaria. Mas o complô que querem que ler aqui como um fato é algo muito complicado porque ao contrário de 30 mil torcedores gritando, respondo individualmente pelo que falo. E acusação é coisa séria. Só tem uma pior que ela: Insinuação. Porque essa é coisa de covarde.

Não farei. Nunca fiz. A Ferj é secundária. Era pra ser invisível, inclusive.

Fred não devia nem ser julgado. Mas ao suspender Luxemburgo, a FERJ se obrigou e tornou coerente a suspensão do atacante.

Um erro não justifica outro. Mas as vezes obriga a repeti-lo.

abs,
RicaPerrone

Inacreditável FERJ e seus filhotes

Vamos entender, se é que um cidadão de bom senso é capaz de fazer isso com tamanho absurdo.

A FERJ representa o interesse dos clubes. Os clubes lutam bravamente para conseguir sócios torcedores. Nas semifinais do campeonato, a FERJ pede que o repasse dos 10% dos ingressos a ela seja integral, ou seja, mesmo o ST que paga 30 teriam que dar 6 reais a FERJ.

Os clubes, que burramente também não fizeram alarde pra isso no começo do ano, foram pegos de “surpresa”.  O ideal, mais inteligente, digno, óbvio e menos estúpido seria que, sem mando, os dois STs valessem nas semifinais.

Mas não.

Eles conseguiram não chegar a um acordo e por isso os Sócios Torcedores, que pagam o ano todo, não terão benefícios nas semifinais e provavelmente na decisão, a não ser que a final seja disputada por 2 clubes não rachados politicamente.

Será que Botafogo e Vasco não tem vergonha de apoiar isso diante do seu torcedor? Será que ainda há algum ser humano em pleno 2015 que consiga achar “vantagem” ir contra o crescimento do próprio negocio em troca de birrinha clubistica de dirigente velho caindo aos pedaços?

Porque, meu Deus? Quem ganha com isso? É mais importante um ou dois sujeitos mostrarem que tem poder pra prejudicar seus inimigos do que todos eles sairem ganhando juntos?

Não sei quem será o campeão. Mas se um dos clubes, especialmente Fla e Flu, que se posicionaram contra isso, se recusarem a entrar em campo na decisão por respeito ao seu sócio torcedor, terá conquistado muito mais do que um estadual.

Chega! Liga dos 12 já!

abs,
RicaPerrone

O fator Fred

Todos os minutos do jogo deste sábado nos levam a crer que estamos falando de times muito parecidos, embora em teoria o Fluminense tenha mais qualidade.

Dois times muito bem postados sem a bola, e sem idéia do que fazer com ela quando conseguiam retoma-la.

Este, aliás, é um retrato bastante fiel de um dos problemas do nosso futebol: Aqui, tática é posicionamento. Eles sabem apenas onde devem estar, nunca o que devem fazer.

O bizarro regulamento diz que o Botafogo joga pelo empate. Desde os jogos empatem! Se um deles tiver vencedor e no próximo jogo o outro empatar, pênaltis. Que regra é essa, ó puta que pariu?

Entre as chances que criaram, o detalhe que de fato os separou e determinou o vencedor: Fred.

O Botafogo cria pro Bill finalizar. O Fluminense, pro Fred.

Ambos tiveram chances de resolver, mas apenas um resolveu.

Atuação muito ruim dos dois times ofensivamente. Ninguém criou nada, sem tabelas e triangulações, um festival de chutões pro alto pra ver o que acontecia.

E nada aconteceu.

A vantagem do empate ajuda. Mas a que faz diferença mesmo é quem finaliza pros dois times.

abs,
RicaPerrone

História em jogo

Fluminense e Botafogo fazem um dos clássicos mais antigos do mundo. O simpático duelo deste sábado carrega mais do que uma vaga na final do estadual, mas também o direito de contar uma bela história.

E de história Fluminense e Botafogo entendem. Que clubes zelam tanto pelo seu passado quanto estes? Os dois maiores fãs de suas próprias vidas no futebol brasileiro tem a chance de aumentar a coleção de feitos neste sábado no Maracanã.

Ou alguém acreditou que o Botafogo, que em janeiro não tinha time pra por em campo, nem patrocinador, nenhum centavo em caixa, chegaria a decisão em 4 meses? Alguém daria a ele o favoritismo de ser campeão da Guanabara após a penúltima rodada?

E o que melhora a história é a ousadia. Afinal, quem ajudou a colocar o Fluminense neste confronto foi o próprio Botafogo, que goleou o Madureira e “salvou” o Flu de uma eliminação precoce ainda na penúltima rodada.

E o Tricolor, eliminado até os 44 do segundo tempo da última rodada da primeira fase, está lá. O mais “enfraquecido” dos 4 neste momento, cheio de problemas, jogando pouca bola, mas ainda assim com sintomas de um time capaz de escrever mais uma história de superação.

De um lado um aliado da FERJ, do outro um opositor. O badalado Fluminense do final de 2014, que brigava por vaga na Libertadores, cheio de estrelas, surge como quase surpresa na semifinal diante de um Botafogo destruído, devendo 6 meses de salario e agora campeão da Guanabara.

Um dos finalistas terá uma história incrível pra contar. E o penúltimo capítulo é neste sábado, no Maracanã, as 18h30.

Vai assistir a história ao vivo ou esperar que te contem como foi?

abs,
RicaPerrone