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Então, Galvão…

Então, Galvão... 1

Ídolo. Assim me refiro a Galvão Bueno e portanto aqui não vai uma linha irônica ou maldosa sobre o maior narrador que esse país já teve. Dono dos bordões mais notáveis do nosso esporte e voz oficial das maiores alegrias da minha vida.

Hoje ao final do jogo ele e o Casagrande reclamaram da distância do time com a imprensa. Do grupo fechado, da seleção que fala pouco, se comunica pouco, etc. E eu vou ousar discordar de você, Galvão.

Não seria hora de notarmos que nossa profissão está atolada numa lama causada por ela mesma? Que os atletas se distanciaram por algum motivo e não meramente por terem se tornado arrogantes coletivamente como numa virose?

Talvez seja o caso de uma avaliação mais ampla. Ou será acaso que pela primeira vez a imprensa nacional em massa se colocou contra um candidato e o povo a ignorou por completo?

Será que parte dos diversos “influenciadores” que surgem dia após dia não são, também, um espaço dado pela incompetência jornalística com que se trata as pessoas, os fatos, os clubes e os torcedores? O produto, até.

Fosse um trabalho bem feito e não digno de reviravolta e rejeição em massa eu estaria aqui hoje sendo um crítico da imprensa, independente, sem padrinhos e sem amigos nesse meio?

Se você e eu fossemos jogadores, ouvíssemos as barbaridades que ouvimos todo dia quando ligamos a TV, o rádio ou abrimos a web, você manteria a curta distância “da imprensa”? Sim, vamos generalizar. Porque é assim que fazemos com “o treinador brasileiro”, ” o jogador brasileiro”, e portanto eles também podem.

A distância, neste caso, é reflexo de um saco cheio, não de uma geração arrogante apenas. Tem dos dois. Mas a culpa é muito mais da imprensa e seu baixo nível do que das estrelas do show se cansarem de quem, em tese, “os promove”.

“Os meninos do Brasil” assistem tv. Eles sabem o tamanho do carinho que se tem com a Argentina, rival, e o tanto que se bate neles. Hoje, “meninos”. Ontem, “são homens! Que meninos que nada!”.

E assim vai continuar sendo. Até que o lado de cá pare de apontar o dedo e se olhe no espelho. Porque Galvão, meu ídolo, nessa discussão de dois lados só um está falindo. O outro está voando. Deve ter alguma lógica.

RicaPerrone

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