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Felipão 2, a missão

Felipão 2, a missão 1Lembra quando o Felipão assumiu o Palmeiras pela primeira vez? Não? Então vou ajuda-lo.

Ele foi questionadíssimo por alguns meses, pois em SP e no Rio a cultura é um pouco diferente de Porto Alegre e não se aceita tão bem o jogo retrancado e de resultado. Isso há 10 anos, porque hoje isso é quase parte da cultura nacional já.

Enfim, foi questionado, balançou, quase caiu. Mas daquele jeitão dele foi formando um time que marca forte, que tem jogadas mortais de falta, contra-ataque e bola parada, com um poder motivacional invejável, que sempre fez seus times se dedicarem ao máximo.

Hoje, aos poucos, ele repete.

Vai arrumando aqui, ali, joga feio, apertado, mas ganha.  Mantém alguns jogadores no grupo, afasta os que dão problema, vai chamando os lideres do grupo pro lado dele, e repete todo ritual que fez em toda sua carreira.

Longe de ter um timaço, o Palmeiras tem algumas peças que podem dar ao time um poder de competição razoável, sem pensar em título ainda.  Mas dá pra imaginar aquele caminho tradicional do Felipão, que forma um grupo unido, forte e motivado, normalmente conseguindo resultados.

Hoje, no Brasil, a coisa está pior do que quando ele saiu. Portanto, um time bem armado na defesa é candidato ao título, tanto quanto ou mais aquele que tem qualidade ofensiva. Qualidade esta que o Palmeiras tem, desde que o Kleber continue se segurando e apenas jogando bola.

Hoje na Vila o Palmeiras não quis ganhar, mas principalmente não quis perder. Faltou poder ofensivo, o que pode parecer horrível pra um time grande, e é. Mas conhecendo o histórico do técnico, pra mim é bem claro que ele está repetindo o que fez quando esteve aqui pela primeira vez.

Se o final for o mesmo, sorte do Palmeiras, diga-se.

O Santos, coitado, é um dos clubes que farão turne no Brasileirão. Não tem nada em vista, nada pra fazer, só jogar e esperar o ano acabar. Ainda assim fez bom jogo e mereceu empatar, no mínimo.

Com Felipão é assim, sempre foi, sempre será. O ataque é a última preocupação dele, até por raiz. Mas costuma dar certo, então é bom não duvidar.

abs,
RicaPerrone

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