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Mágico futebol

Mágico futebol 1Quem vai dizer que o Corinthians jogou melhor do que o Vasco? Quem vai colocar “crise” numa derrota aos 44 do segundo tempo para um time enorme fora de casa? Tem que ser muito azedo pra procurar vilões e culpados diante de um fato histórico e cheio de histórias como o jogo de ontem.

Teve talvez o primeiro mosaico paulista. Não me lembro de outro.  Casa cheia, uma baita festa, uma grande atuação do Vasco no primeiro tempo, uma batalha rara onde qualquer atacante dava carrinho na área sem cerimonias.

É Libertadores, o espirito é outro. Se cobrarmos um jogo mais técnico os dois tem condições de nos dar, mas com 0x0 sabemos que todo mata-mata fica preso a tentativa desesperada de “não levar gols”, inclusive pela regra idiota do gol fora.

Nos pés de Diego Souza, a vaga. Dirão que ele é o “culpado” pela derrota, mas na real acho mais interessante considerar o Cássio herói de uma vitória, então.

Diego não fez gracinha. Chutou sério, e errou.  É um absurdo? É! Mas não foi por firula. Errou porque errou, ou talvez, menos azedo, porque tenha tido um mérito enorme no goleiro do Corinthians em desviar a bola.

Aos 43 minutos, os dois times estava em pé, duas torcidas orgulhosas do que viam e nenhuma discussão buscava “culpados” ou “vilões”. Aos 44, um time se tornava o melhor do mundo, o mais competente, de partida perfeita e o outro passava a ser cobrado por erros que até então ninguém notava.

Paulinho faz de cabeça e escreve outra história mágica pro nosso futebol. Daquelas tipo Flu x SPFC em 2008, que mesmo sem título não há um tricolor (do lado que for) vivo que não se lembre com emoção.

Caiu o Vasco, como poderia na mesmíssima medida ter caido o Corinthians. O futebol não escolhe suas vítimas por méritos ou teorias mirabolantes de estrutura ou tática. Ele simplesmente desmonta tudo num lance perdido em meio a milhares sem tanta importância.

Aquele que normalmente tomaria o gol aos 44 e sairia do Pacaembu chorando, como conta a dura história alvi-negra na Libertadores, ontem marcou e fez festa. Algo mudou.

Tite, em meio a fiel literalmente, foi a imagem de um Corinthians que não se divide mais em torcida, diretoria, treinador e time. É tudo uma coisa só, como deve ser. Todos em busca da mesma coisa, transformando o cenário do Pacaembu apenas em “Corinthians”, sem poréns.

Aquele que por detalhes não é semifinalista da Libertadores e campeão brasileiro também não pode transformar seus quase heróis em vilões.

É só futebol. Aquele que não se explica.

Então porque diabos vou tentar explicar?

Deu Corinthians em noite épica. O resto é bla bla bla.

abs,
RicaPerrone

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