alan patrick

Não fosse o placar…

Nada é mais mentiroso num esporte do que placar de uma partida de futebol. Ele ignora tudo que de fato aconteceu e nos devolve uma avaliação que nos faz sermos apaixonados exatamente pela falta de lógica dele.

Veja você.  O Flamengo, que tem menos qualidade técnica individual do que o SPFC, deu 31 chutes a gol. O SPFC deu 8.

O Flamengo trocou 500 passes, média altíssima, e acertou 89% deles, o que significa um índice de acerto acima da média dos maiores times do mundo. O São Paulo trocou 300, acertou 81%.  Na média.

Os cariocas fizeram 9 faltas. O Tricolor, 19.

O primeiro gol do São Paulo foi irregular e aos 48 teve pênalti pro Flamengo.  Isso tudo só pode resultar numa não vitória rubro-negra no futebol. E é por isso que aqui estamos, domingo, fim de tarde, discutindo essa coisa.

Hoje o Flamengo fez o melhor jogo que vi em 2016. Jogo pra efetivar treinador, eu diria. E o São Paulo, infelizmente, não fez um jogo tão diferente assim do que costuma fazer fora de casa.

O futebol conceito do Bauza é antigo, catimbeiro, de resultado e nada mais.  É o Muricybol porteño, o que não quer dizer que não funcione. Quer dizer que, quando a seleçao perder e houver discurso sobre “mentalidade atrasada”, “forma de jogar” e o caralho, lembre-se que você esteve se fazendo de cego enquanto a bola entrou no contra-ataque. Tal qual o periodo de tosco futebol de 2007/2009 com o Muricy.

Mas é o que importa. De tudo que menos se tira do jogo de hoje, o que realmente importa é o placar. E nele diz que foi tudo igual.

Sabemos que não foi. Mas que graça teria se fosse?

abs,
RicaPerrone

Não há CEO para gerenciar paixão


Jogadores do Flamengo são considerados problema no elenco por irem a baladas, serem descompromissados e terem abusado da noite antes do treino.
Dias depois estes jogadores voltam ao elenco.
No dia seguinte, entre os titulares.
Qual a leitura que um grupo de comandados faz de seu comandante quando acontece algo do gênero? Qual a hierarquia a ser seguida?  Afinal, manda o Rodrigo, manda o CEO, manda o treinador, manda o presidente?
O que mudou em 2 dias?  Se converteram a Jesus e por isso foram inocentados de seus pecados?  Ou a água bateu na bunda e viram que além de não contribuir com o clube eles se desvalorizariam afastados pra eventuais trocas em janeiro?
Se foi isso, porque não foi fácil imaginar antes de afastar?  Será tudo tão novidade assim pro Flamengo?
As vezes eu me pego surpreso do quanto o futebol consegue confundir gestores e trair conceitos. Não estivéssemos falando de Flamengo, de paixão, de futebol e de resultados esportivos, as coisas seriam tão facilmente definidas sobre os 5, seus pecados e suas penitencias.
Mas é futebol. E todo o blá blá blá de CEOs, super estudiosos da bola e teóricos que vivem de ser pedra e jamais serão vidraças vai por terra.
Porque entre o razoável e o justo, há uma paixão.  E não se administra paixão aplicando nenhuma teoria universitária. O Flamengo é hoje um modelo profissional de como gerenciar futebol de forma amadora. E acreditem: Ainda assim está um passo a frente da maioria no que diz respeito a clube.
No domingo, dois gols do Alan Patrick.  E hoje, segunda-feira, ponderemos: “Quem é que nunca tomou uma a mais na folga, né?”
abs,
RicaPerrone

Uma dose de sorte

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O que poderia ser melhor ao Flamengo do que ter motivos para cortar de seu elenco 5 jogadores que internamente todos já queriam fora?

Eu não entendo bem a reação de “susto” com jogadores na noite tendo treino pela manhã, já que acordos entre treinadores e elencos sobre o treino ser a tarde para que possam chegar pela manhã em casa são bem comuns.

As vezes tenho a impressão que “pessoas do futebol” são surdas e mudas quando convém. Critique, é errado, ok! Mas carinha de susto não, né?

O Flamengo “perde” 5 jogadores ou encontra motivos para dispensa-los?

De férias no Brasileirão, fora da Copa do Brasil, a única consequência dessa “balada” é contra os jogadores, não contra o clube.

E as consequências são bem piores pros jogadores do que pro clube.

Santa balada!

abs,
RicaPerrone