aposentadoria

Filipe Luis: meu calado favorito

Era 2014. Eu escrevi ou falei alguma coisa sobre o tal do Filipe Luis lateral da seleção. Meu telefone tocou já tarde da noite e era uma mensagem de um amigo empresário do futebol que me dizia “eu concordo com 90% do que você escreve, mas sobre o Filipe você está errado”.

Eu havia dito que ele era um lateral muito burocrático. Que era muito bom jogador mas que eu tinha dúvidas da capacidade ofensiva dele.

Só que esse amigo é amigo também do Simeone. E ele me explicou que não era uma opção. O Simeone jamais daria liberdade naquele time pro lateral dele criar ou ficar indo a linha de fundo. Que o Filipe jogava muito dentro do que permitiam.

Ok, ouvi, guardei. Ele acabou não indo pra Copa, seguiu na Europa, saiu e voltou pro Atlético e nunca consegui ve-lo jogando com mais liberadade pra mudar de idéia até ele chegar ao Flamengo.

Um dia, já em 2023, um dirigente do meu SPFC me perguntou: “O que voce acha do Filipe Luis? Ta velho?”.

Respondi que não. Que caberia na zaga ou na lateral do Tricolor ainda. Hoje sei que a oferta foi feita, mas ele não aceitou. Tirando esse erro brutal de sua carreira que foi não ter jogado no SPFC, Filipe fez tudo certo.

Tão certo que é até constrangedor avalia-lo. Onde ficam os “poréns”?

Final de 2022 Filipe e eu conversamos pelo whatsapp e ele me disse algo que me deixou ainda mais seu fã. Falavamos sobre a Copa, a chance dele talvez estar nela, e eu brinquei que ele poderia ser chamado pra ser auxiliar do Tite. Ele me disse que se chamassem pra carregar as redes de bola no treino ele iria só pra estar com a seleção na Copa.

Cara, isso é muito foda. Ele falou isso em off, não pra ir pro ar e parecer interessado. Ele realmente abriria mão de tudo pra estar lá e ajudar a seleção. E eu ainda brinquei com ele (falando a verdade) que também pararia a carreira se me levassem pra empurrar as malas dos jogadores, meramente pra estar ali.

No final deste ano ele me ligou e combinamos de almoçar. Não o conhecia pessoalmente, só a relação comentarista/comentado mesmo. E em algumas horas eu conheci alguém que era exatamente como eu jurava que seria. Sereno, educado, cabeça boa, focado. Outro patamar, como eles gostam de dizer.

E por algum motivo que não me lembro qual, chegamos numa discussão sobre “poder”. E no meio disso eu falei pra ele que o “poder” é um equívoco, porque ele só te mata aos poucos em troca de ego. O “poder” que importa é outro. É o “poder” olhar seus filhos orgulhosos de você. “Poder” ver orgulho nos seus pais por quem você se tornou. “Poder” vencer sem ter prejudicado em ninguém.

E caraca, Filipe. Como tu é “poderoso”, irmão.

Quandos “podem” contar o que você conta? Quantos “podem” dar a sua família o que você dá pra sua? Quantos “podem” dizer que venceram na vida sem sombra de dúvida ou espaço pra interpretações?

Eu vou sentir muita falta daquele lateral meio calado, “burocrático” do Simeone e bem mais criativo do Jesus. Vou te dizer até que você não é um dos meus preferidos, pois óbviamente eu vou preferir um passado do futebol mais técnico e lento. Mas você foi o primeiro lateral brasileiro que hoje o mundo considera o ideal.

Você é a virada de chave. O lateral que joga, mas que marca. Alto, que cabeceia se precisar, que vira zagueiro, vira ponta e que não depende de dribles mágicos pra se tornar fundamental.

É o futebol de hoje. E por pioneirismo ou vocação, você foi o primeiro a entende-lo.

Boa sorte, Filipe! E muito obrigado por tanto.

Agora descansa que pelo jeito vou passar os próximos 20 anos discutindo se você escalou bem ou mal, se mexeu certo e se deve permanecer ou ser demitido. Porque é óbvio que você será protagonista no que quer que seja.

RicaPerrone

O maior do Barcelona

Talvez todos olhem pro Ronaldinho e entendam sua vida como um ídolo dos lances bonitos, um gol de falta na seleção notável, passagem por 7 clubes grandes e 100 jogos pela seleção. Esse é seu legado.

Títulos, tem. Mas não condizem com seu talento. Ao contrário de Messi e Cristiano, Ronaldinho nunca chegou no seu limite. Se chegasse, provavelmente entre ele e o céu haveria apenas Pelé.

Poucas vezes alguém com tamanho dom pisou no planeta. Ronaldinho nasceu pra jogar futebol.  E o fez. Enquanto sorrindo, o maior de todos. Quando o sorriso sumiu, todo o resto se apagou.

Por diversão. É só assim que ele funciona. Nunca foi trabalho, talvez profissionalismo nem tenha passado pela sua formação. Ele simplesmente nasceu para fazer aquilo e se divertia fazendo. Até que não era mais um prazer. E então, com toda forma física, toda a fama e condições para isso, nunca mais conseguiu repetir.

Nem todos sabem, mas o Barcelona é um case de sucesso recente. E esse processo nasce no Ronaldinho, maior nome da história do clube, e lhes explico os motivos (não é uma idéia minha, é um fato. Quem contou isso foi o CEO do Barcelona em palestra na CBF) :

Quando o Barcelona olhou pros números, o Real tinha 9 Champions e ele uma. Havia uma enorme diferença entre os dois mundialmente, que era ditada por resultados.  Embora o Barcelona fosse o “rival do Real”, ele notou que não vivia de resultados, mas sim de uma característica: o bom futebol.

Então, no começo da década de 2000, a diretoria do Barcelona traçou um plano de décadas. E criou 5 itens inegociáveis para seus valores como clube. O primeiro deles era “jogar bonito”.

Então você vai se assustar culturalmente e dizer que não faz qualquer sentido jogar bem e não vencer. Mas se você olhar pro lado em 10 minutos notará que amamos a seleção de 82, não a de 94. Amamos Ronaldinho e Adriano, não amamos o Belletti, que é mais campeão que os dois juntos.

Amamos o sonho. Nos apaixonamos por quem nos tira da realidade. E é disso que se trata futebol. O resultado, ora, é só um resultado. Ele eterniza, mas não é só isso que importa. Diria eu que nem é o que mais importa.

O Barcelona entendeu que precisava mesclar títulos com conceito. E então teve em Ronaldinho o tiro inicial de uma era brilhante de marketing, gestão de marca e futebol.

O mundo via o Barcelona pelo show. Ninguém se importava se ele seria campeão, tanto que 90% das pessoas tem a impressão que o Barcelona do Ronaldinho ganhava tudo. E não é o caso.

Dali por diante o clube aceitou a idéia, comprou o resultado que o Ronaldinho trouxe e se tornou o time do futebol bonito. O primeiro valor do Barcelona: “jogar bonito”.  Mourinho nunca será treinador do Barcelona. Porque o clube tem perfil. Sabe quem é, o que quer e porque é assim.

Sim, ao contrário de 100% dos nossos clubes, e diria eu que de 95% dos clubes do mundo. Raríssimos os clubes que tem a coragem de trocar resultados por um ideal. O Barcelona teve. E se teve foi porque Ronaldinho esteve em campo.

Este sujeito para de jogar sem sabermos quem ele é. Sabemos a voz do Assis, o que pensa o Assis, como age o Assis, mas o irmão… só vemos jogar e ouvimos falar.

Um ídolo que não conhecemos bem. Que por aqui deixou muito torcedor com raiva por conduta. Mas que adoramos o que ele fez.

E olha o que ele fez! Olha o que ele fez…

abs,
RicaPerrone

Eu nunca fui fã do Kaká

Kaká se aposentou. Aos 35 anos encerra sua carreira brilhante por notar que há algum tempo não é mais o mesmo jogador e que ao contrário da maioria, pode continuar sendo ótimo profissional em outras áreas.  Kaká não limita sua capacidade aos pés, e por isso é quem ele é.

Ao contrário do que era previsível pelo meu time ser o São Paulo, eu nunca fui fã do Kaká. O que não significa que não gostasse dele, apenas que nunca o tive como referência de personalidade ou mesmo de jogador. Sempre gostei mais do perfil menos correto, e também do jogador mais fortemente identificado com um clube brasileiro.

Kaká teve tudo. E ao contrário do Ronaldinho, não teve a “sorte” de se tornar “jogador de alguém” aqui antes de parar.  Ronaldinho ia encerrar sendo o ídolo de todos, mas também o de ninguém.  O Galo lhe abriu a porta e ele levantou um caneco ao apagar das luzes que lhe deu uma camisa para ostentar por toda sua aposentadoria.

Kaká sempre vestirá a do SPFC, mas não cabe a ele o rótulo de um dos grandes ídolos do clube exatamente por não ter deixado muita coisa ali, nem mesmo muita grana. Por azar, por fase, seja lá pelo que for, faltou ao Kaká uma taça aqui dentro. Aquela imagem que eterniza o jogador num clube.

Ao final de 2010 me lembro de ter discutido com o amigo Diogo, assessor dele, que ele viria para o  São Paulo novamente. Era meio que uma esperança que eu tinha de ter um “melhor do mundo” campeão no meu time. Não aconteceu. Kaká embora tenha ido bem, passou como outros tantos.

É a hora em que uso o exemplo Kaká para refletir. Ele tem absolutamente tudo. Rico, bonito, jovem, ídolo pelo mundo, exemplo, títulos, saúde. Onde ele passa é aplaudido.  Mas eu gostaria muito de perguntar a ele se não faz falta, tendo tudo que tem, ser  um grande ídolo do “nosso time”.

Conca, que recentemente fez a estupidez de abrir mão da única coisa que ele tinha além de dinheiro que era a idolatria do Flu para ser encostado no Flamengo, que o diga.

Kaká não teve essa escolha. Não cometeu um “erro”. A vida não lhe deu esse título. Acontece.

Mas eu queria saber o que o Kaká diria para essa geração de jogadores que saem daqui em 2 semanas de profissional se vale a pena tentar marcar sua historia num clube nosso ou se não faz a menor diferença.

Eu sinto falta de tê-lo como ídolo.  Embora ele não precise disso, acredito que ele também tenha essa vontade guardada com ele de ter sido o ícone de uma grande conquista no São Paulo.

Parabéns Kaka! Você foi brilhante. Pena que sempre tão distante.

abs,
RicaPerrone

Como será o amanhã?

…Responda quem puder.
O que irá me acontecer?
O meu destino será como Deus quiser”

Vazio.

Assim ficarei as 23h desta sexta-feira 11, que por uma indelicadeza do calendário não é 13.

Eu sempre fui o centro das atenções. Mas por uma vida eterna sempre me quiseram derrotada e não defendida.  Nasci pra ser alvo, fui odiada sempre que não me atingiram.

Muita gente tentou me defender, mas embora eu já tivesse sentido o prazer de ser também protegida, nada se compara aos anos de glória que passei ao seu lado.

Você mudou meu valor. Disse ao mundo que quem ao meu lado fica não apenas evita como também realiza.  Dá pra ser protagonista perto de mim.

Mesmo tendo feito boa parte do seu incrível sucesso me deixando sozinha, eu entendia que era pra retornar mais forte.  Você nunca demorou a voltar.

Sabe, nós nos falamos pouco. Sou quieta, mas você me entende. E pelo olhar, quantas vezes nos agradecemos por um salvar o outro nessa longa jornada.

Achei que passaria esses anos todos ao lado de outro. Já estava apaixonada, flertando descaradamente com aquele negro de futuro promissor mas quis a vida que fosse você.

Ainda viúva de um casamento quem nem começou, te encontrei e demorei pra entender porque diabos eu deveria amar um parceiro que me usava para se promover.  Porque aquele que me defende ora ou outra me agredia?

De que lado você estava, afinal?

Demorei. Mas entendi que seu lugar nunca foi exatamente ao meu lado, nem a minha frente, menos ainda dentro de mim. Quem você realmente amava era aquele que esteve literalmente ao meu lado esse tempo todo e eu não percebi.

Talvez você tenha se aproximado de mim meramente pra ficar mais perto dele.  E mesmo na condição de uma “garota de recados” dessa relação, você me fez muito feliz.

Agora você já o tem todo pra você. E eu vou ficar aqui pra tentar encontrar um novo amor que, se não pode superá-lo, que ao menos me faça aguentar a dor de ter te perdido.

Vai com Deus, meu capitão! Obrigado por tudo.

“E vai chegando o amanhecer
Leio a mensagem zoadiacal
E o realejo diz
Que eu serei feliz, sempre feliz”

Eu te amo,
Ass: A trave do Morumbi 

Se ele diz que sim, quem somos nós pra dizer não?

Perguntado sobre sua condição, Ceni diz que pode jogar mais um ano. Renova, desmonta a patrocinadora de camisa, mantém o clube com um grande ídolo em campo e o campeonato com um ícone raro.

Como eu posso achar ruim ter Rogério Ceni em campo por mais uma temporada, ou meia, que seja?

Eu? Teria parado com a taça na mão em 2012. Aos 40, tudo conquistado, ídolo eterno e com a imagem mais brilhante possível de um caneco nas mãos.

Ele? Vai tentar parar campeão do mundo.  Não sei exatamente se ele é maluco, confiante ou arrogante. Sei que ele é uma lenda e eles escolhem quando acabam, não nós, meros mortais.

Adoraria escrever um post cheio de opiniões sobre a aposentadoria do Ceni. Mas, pensando por um segundo…  quem sou eu pra avaliar a cabeça e a condição física do maior jogador da história de um clube de 15 milhões de torcedores, um dos maiores do mundo?

Com que diabos de lógica eu posso desenvolver e taxar um “sim” ou “não” diante de uma situação onde eu acho que ele, Ceni, só tem a perder?

Se eu mesmo acredito que os grandes são os que se arriscam e que a vida não faz sentido algum se planejada mais do que sentida, porque eu contestaria a idéia clara de ser ainda maior no que faz?

Ceni tem tudo. E quer mais alguma coisa.

Que espécie de apaixonado por esporte pode não admirar, no mínimo, a coragem dele em se expor dessa forma por míseros 6 meses?

Não é por grana. Não é por marketing. É por vontade de ir além.

Pois então vá. E se não der, volte. Mas é melhor voltar de cabeça baixa do que ter ficado pra dizer: “eu avisei”.

Boa sorte, meu capitão!

abs,
RicaPerrone

Rivaldo, o meu Ademir

Por mais que a gente tente separar as coisas, sempre haverá uma dose pessoal e pouco justificável em qualquer analise.  Quem é que não  implicou com um jogador sem mais nem menos?

Quando eu era garoto meu pai me falava muito de futebol e sobre os ídolos dos clubes.  Um dia, falando sobre o Palmeiras, ele me disse que o grande ídolo do clube era Ademir da Guia.

Explicou o quanto ele jogava, a elegância, o talento. E completou: “Mas eu nunca gostei muito dele”.

Essa frase nunca me saiu da cabeça.  Pois como é possível após tantos elogios ao sujeito você me dizer que não gosta dele? Se gostasse então o elevaria a Jesus Cristo?

Pois o tempo passou. Cresci, esqueci e entendi.

Desde seu começo no Mogi, passando por Palmeiras e Corinthians e me dando um caneco em 2002 pela seleção, eu jamais consegui olhar pro Rivaldo como um ídolo. Ou, sequer, um cara que me fizesse ligar a tv pra assistí-lo.

Ai você me pergunta se eu não acho o sujeito um craque. E te digo que sim, é óbvio! Um puta jogador.  Mas que por algum motivo, seja no carisma, no jeito de jogar ou por mera implicância, nunca me significou nada.

Eu não me importo com a aposentadoria do Rivaldo. Como não me importei em vê-lo atuar pelo meu time há alguns anos.  Sua passagem, embora brilhante, não me chama atenção.

E por mais absurdo e sem sentido que isso possa parecer, me explica, enfim, aos 35 anos, o que meu pai sentia em relação ao Ademir.

Rivaldo foi um grande jogador. Um craque. Mas que eu nunca gostei.

Porque?

Sei lá.  Talvez pelo jeito de jogar olhando pro chão, que é algo que me irrita, ou pela falta de carisma. Talvez pelo complexo de inferioridade por ser nordestino, talvez porque não fui com a cara dele.

Mas nunca consegui.

E agora, aposentado, entendo que sem conseguir mexer comigo em toda sua carreira, Rivaldo me esclareceu uma das maiores dúvidas que tenho desde pequeno.

Agora sei o que meu pai dizia sobre Ademir. Então, agradeço.

Pelos gols, pela Copa, pela explicação.

Valeu, Rivaldo!

abs,
RicaPerrone

Monumental

Juninho foi um covarde. Ao longo de sua carreira abusou de sua técnica para desequilibrar o mais popular esporte do mundo. Hoje, quando as chuteiras do Reizinho se penduram na eternidade, o futebol fica ainda mais nivelado.

Não farei deste post um relato de sua vida. É repetitivo, todos sabem o que fez, por onde fez, como fez.

O que não sabemos, ainda, é o que será do Vasco sem ele.  Afinal, o sujeito ganhou 2 brasileiros, 1 libertadores, a mais impossível das finais (Mercosul) e esteve fora no exato período que o clube entrou numa grande crise.

Voltou, brilhou, disputou títulos, saiu.  Quando voltou, não deu tempo de evitar a queda.

Há pelo menos 1 década qualquer sinal de melhora no Vasco está sempre atrelado ao boato de uma possível volta de Juninho.  Não há discurso de Vasco forte com outro jogador naquela posição desde 2001.

Enquanto ganhava 7 campeonatos seguidos na França, colocando o Lyon no mapa, o Vasco entrava em queda livre. Respira em 2011 e mesmo campeão da Copa do Brasil briga até o fim pelo Brasileiro e faz uma belíssima Libertadores em 2012, com chances reais de conquista.

Sem Juninho, o Vasco se afunda novamente. E quando desesperado, o chama mais uma vez.

Juninho é música que relembra as glórias do passado e foi também prevendo melhoras no futuro.  É o marco de um profissionalismo que o Vasco não tem, mas que o vascaíno sonha ter.

E o clube português que abriu a porta para os negros no futebol, faz de um brasileiro, herói na França, um rei do Rio pernambucano.

O vazio não está no setor direito do meio campo do Vasco, mas sim no imaginário vascaíno quando em desespero ou fantasiando um futuro glorioso.

Não é o fim de Juninho apenas. Com ele, some de campo aquele Vasco glorioso da década de 90, começo dos anos 2000.

Impossível não se lamentar diante dos fatos. Não dá mais. É claro que não dá.

Mas entre aplausos e lágrimas, saudades e gratidão, não há vascaíno indiferente.  Juninho tanto fez que a ninguém “tanto faz”.

Boa sorte, Reizinho!

abs,
RicaPerrone

Charge de Lucas Guerra