arena

Qual o problema?

Eu não gosto de torcida organizada. E não gosto com credencial, pois já fiz parte, apanhei, tive meu direito de entrar em estádio vetado por mais de um ano graças a marginais blindados por suas diretorias que resolveram matar quem tava do outro lado. Dito isso, separemos o não gostar com achar 100% ruim.

A Gaviões da Fiel fez um projeto pra arrecadar 700 milhões com sua torcida pra ajudar a pagar a Arena do Corinthians. Alvo de críticas, elogios e piadinhas, eu acho muito interessante e vou além.

Não será 700 provavelmente. Mas será uma quantia que ajuda a pagar as contas. E isso feito cria-se uma narrativa sobre a torcida ter pagado o estádio que daqui 100 anos será contada como parte da história do clube.

Aumenta-se o engajamento e a sensação de pertencimento do torcedor. Diminui a dívida e evita o vexame de ter seu estádio amanhã pago ou doado por algum governo corrupto disposto a ganhar voto em cima da sua paixão.

Você acha que se não pagarem algum político vai pedir de volta e perder os votos alvi-negros? Óbvio que isso iria virar a maior pizza de São Paulo. Ninguém mexe com torcedor tendo seu cargo baseado em aceitação popular.

Logo, por obviedade, que mal tem numa torcida se mobilizar pra ajudar seu clube? É dinheiro voluntário, não de impostos. É pra quem pode ajudar, não pra quem está em situação ruim. É liberdade e portanto é o que defendo como zero um na vida.

O Corinthians tem a torcida mais engajada do país. Sempre teve. Parte disso está no fato de ter a sua massa na cidade onde o dinheiro mais roda. E por consequencia é inteligente entender que dali pode sair o maior índice de participação de uma campanha desse tipo.

Parabéns aos envolvidos e a cada corintiano disposto a ajudar. Que mal tem comprar a casa própria? Talvez você não tenha a sua, como eu não tenho a minha, mas é bom demais saber que coletivamente temos “a nossa”.

RicaPerrone

Irreconhecíveis

Um Flamengo que joga Libertadores com tranquilidade fora de casa. Um Grêmio que superestima o adversário mesmo diante de sua torcida. Incomum, mas recente. Foi a noite de ontem na Arena.

O Flamengo beirou o ideal no primeiro tempo. Se aproveitou muito bem dos desfalques do Grêmio, usou o setor e com muita calma jogou uma decisão como quem joga uma partida da sexta rodada do Brasileirão.

Podia ter matado. Não matou.

O gol anulado? Na imagem parece mesma linha. Mas eles tem uma tecnologia lá pra isso. Imagino que tenha sido coisa de 5 cm o impedimento. Mas confiemos na tecnologia. Ou vamos agora criar a nova tese da semana “o Flamengo é perseguido pela arbitragem”?

Lance do Michel. Identico ao do Gabigol contra o SPFC. Não foi pra quebrar, foi pra dividir e o adversário tirou a bola antes. Ação temerária, não atitude violenta. Amarelo. Concordo com o juiz.

Enfim, arbitragem não teve interferência no resultado pra mim.

O que teve foi um Grêmio assustado, emocionalmente perdido. Geromel e Maicon são os pilares emocionais do time. Sem eles parecia um bando de garotos olhando pro Real Madrid do outro lado. E não, não tem Real Madrid.

O Grêmio é absolutamente capaz de jogar contra o Flamengo, tanto que quando voltou e resolveu fazer isso, jogou e equilibrou as coisas. Sentiu demais os desfalques, a postura fria do Flamengo e foi covarde no primeiro tempo.

Saiu barato? O primeiro tempo sim. Foi um baile.

E agora?

Agora o Grêmio tem que recuperar o Jean Pyerri e o Geromel e ir pro Maracanã como um time que está sendo tirado do posto e não o desafiante.

O Flamengo se posta neste momento em todos os campeonatos, na padaria, nas coletivas, na arquibancada e na internet como o clube que vem de 5 anos gloriosos e que deve ser batido pelos demais.

Não é real. O Grêmio esqueceu que o papel é o contrário. O Flamengo quer o lugar que, até agora, é do Grêmio. Que é o de campeão.  Convencido pelo grito? Pela postura? Não sei. Sei que o Flamengo fez tudo certo e saiu de lá com um resultado muito bom, que inclusive o classifica quando começar o jogo no Maracanã. 0x0 é dele.

O irreconhecível Flamengo se classificaria com tranquilidade na volta. O Flamengo que conhecemos faria da vantagem um problema na volta. O Grêmio que conhecemos jogaria friamente a volta. O de ontem pediria autógrafos pro Flamengo assistindo ao jogo.

Qual Grêmio e qual Flamengo decidem dia 23? Não faço idéia. Mas hoje sabemos que ambos podem ser irreconhecíveis pra melhor ou pior.

RicaPerrone

Um chute os separa

Fosse o Grêmio a optar pela estratégia palmeirense, venceria. Fosse o Palmeiras a optar pela estratégia do Grêmio, não sei. Fato é que os dois times tem tantas diferenças conceituais que era o tipo de jogo onde uma bola resolveria a partida. E resolveu.

Os dois times se defendem muito bem. Um escolheu se defender, o outro escolheu jogar.  No mata-mata uma bola fora de casa resolve tudo. Embora seja o Grêmio o mais copeiro do Brasil, do outro lado estava Felipão, o técnico mais copeiro do mundo.

Uma falta. Um gol, e o Grêmio ficou diante do seu atual grande drama: jogar contra times fechados.

Há algum tempo o Cebolinha sozinho não é suficiente pra vazar uma zaga inteira. Um contra-ataque de Dudu, Scarpa e cia, sim.

Agora inverte.

Se fosse o Grêmio na defesa puxando contra-ataque com Cebolinha. Seria mortal? Provável.

Mas pra isso se ganha em casa e faz fora. O Palmeiras acertou o golpe fora, não dará ao Grêmio o espaço que ele previu na volta, e portanto transformou 2 jogos duros em 2 jogos onde ele dita o ritmo.

Os dois times teriam dificuldade em criar sobre as defesas postadas. São ótimas defesas. Mas aí vem a bola parada, o chute feliz, o 1×0 fora e tudo se transforma. Coisas do futebol.

Palmeiras não fez um grande jogo. Fez uma grande estratégia e funcionou porque a bola desviou e entrou. O Grêmio não consegue furar defesas postadas. E contava com ela não estar postada no jogo de volta.

Estará. Mão na vaga pro Palmeiras. Mas só uma. Porque clássico é clássico e a bola parada que entra cá, entra lá.

RicaPerrone

Adorável ódio

Lados. O Grenal se trata de lados.

Como recentemente em todo país, não há meio termo. Ou você é uma coisa ou outra. E ser de um lado te obriga a odiar o outro, caso contrário está invalidada sua razão de ser.

Há um século Grêmio e Inter vivem e carregam o que hoje o Brasil tenta saber lidar.

Valia? Nada. Pelo prazer inenarrável de vence-los, está explicado. Não há contexto pra Grenal. Nenhum motivo consegue ser maior do que os lados frente a frente.  E sim, tem quem consiga se auto-humilhar diante deles. Por exemplo o campeonato estadual e sua federação.

Imagine que o jogo não vale nada, que o regulamento do torneio é uma piada onde 8 dos 12 se classificam. E aí você coloca os dois times titulares, eles brigam pra evitar uma crise e jogam naquela retranca e um 0x0 flerta com o jogo desde a semana passada.

Até que o Inter diz que vai de reservas e joga a pressão pra lá. O Grêmio muito esperto faz o mesmo e então os dois times transformam o grenal em algo divertido, pois “perder” não é mais um problemão. Vencer, por outro lado, seria uma prazer.

As vezes a vontade de vencer o outro lado se sobrepõe ao motivo e então se faz Papai Noel azul, Coca Cola sem vermelho, entre outros detalhes deste apaixonante ódio que nos rendeu 5 Libertadores, 2 mundiais e a descoberta de pelo menos 20 craques que nos orgulharam internacionalmente.

Hoje deu Grêmio, que precisava mais.  O Inter não terá problemas, porque na Libertadores, que é o que interessa, vai bem. E amanhã a gente não sabe.  O que sabemos é que não importa quem está dentro daquelas camisas. Quando Grêmio e Inter entram em campo o campeonato é só um pretexto.

O que eles querem mesmo é manter a paixão por esse ódio. E se você não acha isso possível, meu caro amigo… você não entendeu nada sobre o que tal “futebol”.

RicaPerrone

Flamengo lutou com Mike Tyson

Tudo que você pode avaliar de um jogo de futebol vem em 90 minutos. Você se prepara para eles, treina e se baseia em tudo que viu para que tenha sucesso.

Me lembro das lutas de Mike Tyson.

O adversário estudava tudo, treinava meses e pensava em como agir no round 5, como segurar até o round 10, o que fazer para cansa-lo, etc, etc, etc.

Quando chegava no ringue ele acertava um golpe em 10 segundos e acabava a luta. Tudo que você preparou sequer foi usado. E assim as vezes acontece no futebol.

Eu não faço idéia de como jogaria o Flamengo hoje. Nem ninguém faz.  Simplesmente porque o Atlético acabou com o jogo antes dele começar.

Em 5 minutos 1×0, em 21 era evitar goleada.

Um soco no queixo, um nocaute sem dó.  Ainda que muito bem cotado, hoje nas cordas atordoado o Flamengo só não jogou a toalha porque no futebol não pode.

Mas não se apavorem. Campeões invictos são coisas do boxe, não do futebol.

abs,
RicaPerrone

Quando vamos sair do armário?

Toda vez que vou fazer alguma reflexão sobre a imprensa esportiva uso o “nós” pra não soar arrogante, mas eu não sou parte dela. Por opinião, acho uma bosta o que é feito. Por coerência faço diferente e por consequências trago resultados que sustentam minha opinião.

Nada pessoal, apenas um negócio.

Algumas vezes me irrita muito acima do normal, como hoje.  Corinthians x Palmeiras é um clássico, uma decisão e ninguém pagou ingresso pra ver espetáculo. Pagaram pra viver uma tarde memorável de disputa e óbvia tensão.

Espetaculo você vê contra o Novorizontino. Clássico é outra coisa.  Aí vem alguém e diz que esporte não é isso, e blá, blá, blá.  Mas vende NFL que tem por um dos seus maiores atrativos a pancada.

Vende Hockey no gelo, que é quase um UFC. Vende Nascar, onde os torcedores vão pra ver acidente, não a corrida.

Torcedor gosta de ver cenas épicas e ter história pra contar. Toda vez que um time perdendo um clássico não se destemperar, é fraude.  Vai alegrar o comentarista da tv? Vai. Mas a torcida, que é quem importa, não.

É NATURAL que numa decisão de futebol haja momentos de descontrole emocional. Estão pressionados, decidindo futuro, milhões vendo e cobrando, inclusive nós.  Algumas pessoas são sangue de barata, outras não. E quem jogou meia partida no condominio sabe disso.

Quem não jogou, nem sei porque comenta futebol.

É lamentável, é ruim, “nós odiamos ter que ver e relatar isso”. Aham! Olha as capas dos sites. Olha as perguntas das coletivas. 99% briga, 1% jogo.

Quem é que odeia o combustivel que te leva adiante?

Deixem de ser hipocritas. Todo mundo quer ver o circo pegar fogo. Não queremos morte, facada, briga de torcida. Mas um belíssimo empurra-empurra com leves tapas e cenas lamentáveis para esquentar o jogo de volta é sempre muito bem vindo.

Não?

Então desafio a imprensa que acha lamentável a promover o jogo de volta sem focar 99% na briga e sim no título.  Quer apostar?

abs,
RicaPerrone

Apaixonem-se

Botafoguense chateado,

Por uma noite eu sei que as bolas que não entraram vão rodear seus sonhos e você se perguntará “porque?”, terá DRs com Deus e também dirá que “nunca mais….”.

Mas volte no tempo.  Relembre o Niltão lotado, as vagas na pré, a eliminaçao dos campeões, o franco atirador virando favorito, o Rio te secando, os maiores da Libertadores te olhando de frente e não de cima.

Guarde com carinho a história do time que ia cair e quase levou a América pra casa. Não lamente, porque você viveu em 2017 um dos maiores anos do Botafogo.

Nada conquistou em tese. Muito se conquistou de fato.

Auto estima, sua torcida, respeito, internacionalização digna, amor pela Libertadores, histórias pra contar, e milhares de pequenos botafoguenses que, na dúvida, hoje sabem bem pra quem torcer.

Valeu muito a pena.

E se hoje “acabou”  a Libertadores 2017, que comece agora a de 2018. Apaixone-se por ela.

Faça das noites de quarta-feira no Niltão uma rotina, da fé que os moveu até aqui uma constante e deste complexo de achar que sempre algo vai dar errado um passado a ser esquecido.

“Tem coisas que só acontecem ao Botafogo”.

E elas podem ser boas coisas.

Como foi viver esse ano de 2017 que, mesmo sem títulos, eu tenho absoluta certeza que foi um dos mais gostosos de ser Botafogo em toda sua história.

Apaixone-se pelo protagonismo.  Sinta orgulho de onde foi, não porque é menor e ir longe é suficiente. Mas porque se com o “time que ia cair” você tirou 4 campeões e chegou onde chegou, agora você sabe que a América não fica tão longe assim de General Severiano.

abs,
RicaPerrone

Luans e Pedros

Eu cheguei à Arena por volta de 15h30.  Vi quase todo mundo chegar, acompanhei o ritual pré jogo entre um bar e outro, rodeado de amigos gremistas super gentis e dispostos a me apresentar ao mundo deles.

Não havia nenhum oba-oba, pelo contrário, havia apreensão. Ninguém perde Luan e Pedro Rocha e acha que está tudo bem.  Sem eles o Grêmio perde consideravel poder de fogo, e o entendimento disso na véspera era claro.

Cheguei a acha-los pessimistas. Mas na real era uma dose de respeito ao bom momento do adversário com a exata noção de que lhes faltavam os seus melhores jogadores.

E então existem tipos de torcida, e a do Grêmio resolveu jogar.

Talvez tenha passado despercebido, mas 2 minutos antes do gol a torcida do Grêmio viu um chute a gol do Botafogo e, do nada, sem qualquer combustível para se inflamar, o fez.  E fez porque viu que precisava, não porque a euforia os motivava.

Quando digo que “torcida que canta o jogo todo” não tem tanto efeito, é disso que estou falando. Trilha sonora não muda o ambiente. Reações espontâneas mudam. E o Grêmio acendeu minutos após sua torcida ter tido um surto voluntário de incentivo. Esse, o que sai do silêncio, que impacta o ambiente, tem mais efeito sobre o jogo.

A bola entrou. O estádio virou um inferno, e o Botafogo não tinha como se impor.  O favorito era o Grêmio por jogar em casa, por  ter mais time, mais tradição no torneio e por ter um som ambiente perturbador pra quem não vestia azul.

Luans e Pedros cantavam e pulavam aplaudindo a catimba que agora irritava quem a fez em todo primeiro tempo. Luans por todo lado, Pedros em todas as cadeiras do estádio.  O Botafogo tinha um a menos, e não era mais um ambiente controlável.

O jogo foi ruim. Os dois times jogaram mal. Mas quem se importa com isso numa decisão de Libertadores?

Adaptados ao perrengue, dispostos a reverter a “curta má fase”, fizeram da Arena o Olímpico.

E ninguém ganha do Grêmio no Olímpico.

abs,
RicaPerrone

Parabéns, saudades e obrigado!

Oi pai.  Hoje você faz aniversário e eu queria te dizer algumas palavras.

Você é o tipo de pai que não morre, mas infelizmente eu sou o filho que deixa de existir. E por isso preciso te dizer enquanto posso tudo que gostaria.

Primeiro agradecer. Porque não fosse por ti eu não existiria. E mais do que isso, não fosse por teu sucesso eu jamais seria reconhecido.  Sim, eu sei que sou o filho do famoso. Que lhe devo tudo que sou. Mas não me envergonho disso, ao contrário, muito me orgulha.

Ter estado ao seu lado todo esse tempo me fez temido, gigante, referência. Eu sou o resultado do seu suor, da sua grandeza e fruto da sua ambição.

Não nos vemos há alguns anos já. Eu sinto muita saudades, mas sei que você também. E sei que é por algo justo, melhor pra todos nós. Mas mesmo daqui, hoje sem função na sua vida, eu quero que você saiba que torço por ti como fizeram comigo por décadas.

Morri de ciúmes quando tu teve outro filho. Mas o moleque é bom, mais novo, merece sua atenção e de alguma forma “o meu lugar” na sua vida.

Pai, semana que vem tem Copa de novo. Tu adora, imagino como deva estar ansioso. Vou assistir daqui, de longe, mas com a certeza que meu irmão mais novo vai te ajudar nessa missão.

As vezes nossa familia passa por mim e olha sorrindo. Alguns até param na rua e ficam me olhando, mas quase ninguém chega pra conversar. Fotos eles tiram. Sempre! Acho que fomos inesquecíveis juntos, né Pai?

Enfim. Vou te deixar trabalhar. Só quero te parabenizar pela data, dizer que me sinto sim representado pelo seu mais novo e que mesmo morrendo de saudades de ti, eu sigo firme torcendo pra que tu faça do meu irmão o que fez de mim um dia.

Sucesso, pai! Obrigado por tudo.

Te amo,
Estádio Olímpico

Insistam!

O rubro-negro vai dormir puto, é natural. Perdeu na Libertadores e mesmo sendo bem razoável a derrota lá como foi no Chile, há um sentimento de frustração nos dois jogos pelo que foi apresentado.

E então eu lhes digo: insistam!

Não desistam, não procurem vilões, nem atormentem o clube por resultados absolutamente comuns. Não transforme a rede social na “torcida do”.  É uma micro parte dela. Respeite, mas não aceite. O Flamengo jogou outra boa partida.

Ah mas perdeu…!

Calma aê, irmão! Perdeu foi gol pra cacete. Time que cria, é pouco ameaçado, tem a bola e perde 4 gols embaixo da trave não tem nada que reclamar além da pontaria. O resto todo funcionou.

Posse de bola maior que a do rival, jogando fora. 18 chutes a gol, apenas 10 faltas cometidas, 400 passes trocados, 90% de acerto. Os atacantes todos tiveram a bola do jogo, e hoje nenhum acertou. E o time não tinha seu principal jogador.

Zero críticas ao treinador. Quem armou o time pra jogar a boa partida do Chile e a de hoje foi ele. Se a bola não entrou, na conta de quem finalizou.

Desempenho é o que o profissional analisa. Resultado é o que o torcedor analisa.

Insistam! O Flamengo tem um bom time, joga um bom futebol e por detalhes técnicos não está conseguindo vencer jogos bem relevantes como esse. Mas a bola vai entrar. Uma hora ela vai entrar.

abs,
RicaPerrone