argel

Como deve ser

Grenal é a representação mais sul-americana de um jogo no Brasil.  Portanto, espera-se dele virilidade, força física, até brutalidade, porque não?

Mas isso em campo. Fora dele o mimimi já chegou ao Grenal também.  Conseguiram polemizar um áudio de um treinador pra um “amigo”(do latim caguetas filhusde putis)  falando que passaria o trator no rival domingo.

Uai? E …?

Nada mais provável, prático e simples do que o jogo ser na casa do “que passaria o trator”, o adversário vencer e ir fazer festa lá dentro devolvendo a piadinha do trator a semana toda.

Futebol as vezes é tão previsível …

Aí nego discute se no final do jogo os gremistas deveriam ter ido festejar com sua torcida “em pleno Beira Rio”.  Ora, porque não? Qual a graça de ganhar “em pleno beira-rio”, então?

Espera-se de um Grenal um pouco mais do que futebol, até porque convenhamos que este nunca foi seu objetivo numero um.  Espera-se um jogo sem mimimi, com empurra-empurra, deixada de sola e, no mínimo, ofensas pessoais.

Menos do que isso é contra o Juventude. E ninguém se importaria em “passar o trator” no Juventude.

abs,
RicaPerrone

Fair Play não é regra

Antes de qualquer coisa, achei que o Inter jogou bem menos do que deveria e que o empate era um resultado até justo.  Independe do que foi o jogo até então a avaliação do lance fatalmente ganhará a semana nas mesas redondas por aí.

Fair Play é pra que o jogo siga sem ninguém seja lesado por uma contusão, por exemplo.  É quando você tem que tirar a bola de jogo pra que um machucado seja atendido e então devolve a bola para o dono.

Fair Play é “jogo limpo”.

Não é regra, é caráter.

E eu não acho que seja tão simples assim julgar um lance de fair play como parece hoje aos gremistas e colorados. Obviamente, cada um num extremo das interpretações possíveis.

O jogador da Ponte Preta cai, tem a bola jogada pra fora e antes que o lateral pudesse ser cobrado está em pé pra voltar.  Pra mim, e acho que pra maior parte do time do Inter, era cera. Tanto que no momento em que a bola não é devolvida a Ponte sequer reage a isso.

Quando a bola entra, 20 ou 30 segundos depois, ela se lembra que tinha do que reclamar.

O que determina um lance de fair play é a intenção de não “levar vantagem” sobre o rival usando algo além do futebol.  O que faz um jogador no chão sem necessidade é tentar atrasar o jogo para ter o resultado que deseja.

Os dois, portanto, são interpretativos.

Pelo que notei na imagem, nenhum jogador da Ponte Preta interpretou como falta de fair play até que a bola entrasse. Ali, então, tornou-se um escandalo.

E pra que fique menos no muro ainda, lhes digo: não devolveria.

Caiu, fica. Saiu pra ser atendido, seja.  Se levantar correndo, pra mim é cera ou milagre.  Como sou meio ateu, é cera.

abs,
RicaPerrone