boavista

Eles já gostam de vocês

Com todos os erros e acertos, os testes e a fase inicial de uma temporada, algo já funciona no Flamengo 2019.

Não necessariamente a torcida escolheu os 11, está em lua de mel com eles ou entende que o que está sendo apresentado basta. Na real o Flamengo tem tido até dificuldade em vencer os jogos até aqui.

Mas a diferença está alguns metros depois da linha lateral, caso você queira ver.

Durante o jogo, perdendo ou ganhando, a torcida do Flamengo está reagindo com participação e não com cobrança apenas. E isso se deve ao óbvio fato deste time estar vibrando e brigando em campo.

É intenso, tem dedo na cara, carrinho exagerado, cartão bobo. Sintomas de um time que tem mais do que a simples profissão em campo. E é disso que o povo gosta, especialmente este povo em questão.

A intensidade com que se vibra a cada gol insignificante de estadual, a vontade de ganhar e a clara diferença que o Flamengo não conseguia entender nos últimos anos: não é a campanha, os pontos, os números. É o “algo mais”.

Talvez seja mero início de temporada. Mas esse Flamengo tem uma simples diferença pro de 2017/2018.

Ele parece se importar. E isso basta.

RicaPerrone

A dura missão de avaliar estaduais

Analisar futebol não é uma das profissões mais difíceis do mundo. Pelo contrário, é uma das mais simples e que não exatamente cobram qualidade por parte do analista, desde que dê audiência.

Eu gosto, mas de janeiro a maio, é difícil.

Os jogos são toscos, a motivação dos times grandes beira a má vontade, os torcedores não vão aos estádios e embora seja previsível o resultado, ele precisa de análise. E a análise não pode ser feita por falta de parâmetro.

O Flamengo que joga mal contra o Madureira é contestável porque “não pode jogar mal assim”.  E quando goleia “um Madureira” qualquer, “não fez mais que a obrigação”. E então?

Onde termina o dever e começa o elogiável/contestável?

O que quer dizer o campeonato estadual a um time grande num futebol que cada dia mais estrutura e dinheiro determinam possibilidades?

É muito difícil dar ao torcedor o “oba oba” esperado após vitória, tal qual menosprezar conquistas.

Fato é que nada disso até agora importa. Falta 1 mes pro Brasileirão e, portanto, as finais dos estaduais estão aí.  Agora sim, quem sabe? Afinal, é justo avaliar um trabalho por uma decisão de mata-mata num clássico?

Talvez também não seja.  E haja paciência para os “rumo a Toquio” e “esse ano cai” de toda segunda-feira.

abs,
RicaPerrone

Quarenta e cinco

Por 45 minutos o Botafogo insinuou um time sofrível ao seu torcedor. Mais do que pela parte técnica, pela incrível incapacidade de raciocinar com a bola nos pés.

Um festival de chutões pra frente, numa louca vontade de resolver a partida num lance rápido. Renê gritava para que eles tocassem a bola, mas não é um jogo de video game.  Eles tinham que ouvir, não bastava Renê gritar.

Veio o intervalo e outro Botafogo voltou a campo.

Este sim, sem dar bico pro alto, tocando pelo chão e arriscando dribles pelas laterais do campo. Um festival de gols perdidos, um sufoco em cima do Boavista e uma boa atuação.

Podia ter sido 3×0, mas dificilmente será enquanto o Botafogo cometer o erro de colocar duas certezas de mediocridade em campo.

Quando você não pode comprar o que quer, ao menos arrisque. Trazer dois atacantes mediocres sem perspectiva e já lá perto dos 30 anos não tem sentido. Ou arrisca em dois garotos ou contrata alguém resolva.

Dá pra pagar? Não. Então arrisca, pô!

O Botafogo não tem um time sequer a altura de sua camisa. Mas teve, hoje, vontade e futebol suficientes para ser uma vitória que poderia ter sido maior. Mas pra estréia, tá bastante aceitável.

Gostei.

abs,
RicaPerrone

Sem referência

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É claro que vão olhar pro placar e dizer: “Com esse time não dá!”. E não daria, fosse este o time do Vasco pra 2014.

Mas não é. E por mais que Adílson não possa ir a TV e dizer que dos seus 11 titulares provavelmente 8 estavam fora, dá pra imaginar pelo elenco disponível que o Vasco da estréia está longe de ser o Vasco de 2014.

Juninho, Montoya, Bernardo, Pedro Ken, alguns dos reforços não tão conhecidos são, no mínimo, motivo de mais expetativa do que Felipe Bastos e Reginaldo.

Dos reservas de hoje pelo menos 4 seriam titulares do “meu time”.

Rafael Vaz, Jomar, Montoya e Thalles. Além dos citados anteriormente e de alguns reforços onde deposita-se esperança, como Diego Renan, lateral que começou voando no Cruzeiro e simplesmente parou.

Pra estadual e série B o Vasco tem time.  Pra pensar em título de Copa do Brasil, ainda não. Menos ainda se houver uma virada de mesa e o Brasileirão tiver 24 clubes na série A.

Mas transformar essa estréia em referência de qualquer crítica é mais que maldade. É covardia.

abs,
RicaPerrone