bolivar

O último ato

Mauricio Assumpção está a 2 meses de encerrar um ciclo que começou promissor, chegou a ser bem sucedido e termina catastrófico. Não vou entrar nos méritos de cada ponto questionável de sua gestão, mas devo reconhecer que cheguei a vislumbrar um Botafogo campeão brasileiro há 1 ano.

Hoje, vislumbro um rebaixado. Que tal qual o campeão, pode não acontecer.

A dispensa de Sheik, Edilson, J. Cesar e Bolivar não é clara, talvez nunca seja. Vai virar lenda urbana rodeada por mil histórias criadas nos botecos do Rio de Janeiro pela madrugada.  Tanto faz. Fato é que houve uma canetada do presidente bastante radical, e que haverá consequências.

Em dezembro de 2014 Mauricio estará se explicando ou sendo um cara de visão.

Por algum motivo ele demitiu os 4. O coro “ele quer foder o Botafogo” não faz sentido algum, é coisa de torcedor.  Ele quer achar uma forma de salvar o rebaixamento e entendeu ser esta uma medida radical, impactante e que possa virar o jogo.

Eu, de fora, não acredito. Mas você acreditou no Fluminense 2009 quando os meninos entraram pra jogar no lugar dos medalhões? Então…

A princípio, como você, acho que ele “enlouqueceu”.  Mas como ele não é louco, prefiro imaginar que existam motivos que não sabemos aqui de fora mas que justifiquem, ao menos, a opção.

Ficou mais difícil.  O Botafogo ficou mais frágil.  E vai precisar de muito cuidado pra não quebrar.

O Maurício vai sair de lá.  Você não.

Então, botafoguense, se quiser assistir a isso da televisão é um direito bem justificável. Se quiser tentar evitar, é no Maracanã gritando.

“Não merecem!”. Foda-se. Eles passam, o Botafogo fica.

abs,
RicaPerrone

Cobertor de pobre

Dizem que “cobertor de pobre” é aquele que quando cobre a orelha, escapa o pé e vice-versa.  Pois bem, nada define melhor o Flamengo desta noite.

Era o jogo mais fácil e sim, era pra ganhar. Não passou pela minha cabeça durante o dia um resultado que não fosse uma vitória fácil e talvez até folgada.  Me enganei.

O Flamengo respeitou o Bolivar muito mais do que ele merecia no primeiro tempo e por isso ficou no zero a zero.  Sabia, de alguma forma, que era mais seguro a cautela por um gol do que o risco do jogo franco.

Até a bola entrar. Aí, não mais em suas mãos, a decisão de ir pra cima ficou óbvia.  E em questão de minutos o Flamengo fez 2×1 e entendeu que se tivesse ido pra cima, teria vencido sem dificuldades.

Minutos depois, com o Maracanã ainda em festa, outra bola didática explicou porque o Flamengo não foi pra cima.

Não é o João Paulo, esse ou aquele. Hoje, foi uma condição clara de um time que tem limitações, vontade, noção de suas fraquezas e condições de fazer uma boa Libertadores.

Mas que não tem condições de prometer nada.

Sem Elano, não havia mais criação alguma. E aquele buraco mal feito entre defesa e ataque devolveu a bola para os bolivianos muito mais rápido do que seria com o time devidamente organizado.

Numa dessas, o gol de empate.

Não é fácil o Emelec lá, nem a altitude que o Bolivar usa como centroavante.  Mas não era fácil pra eles chegar no Maracanã e arrancar um ponto também.

Libertadores é Libertadores.  Libertadores é foda.

Pra nós, mas também pra eles.

Que assim seja.

abs,
RicaPerrone