cesar

Primeiro o Flamengo

Tem jogador imaturo porque é novo, tem jogador burro porque não teve educação e tem jogador que desperta a dúvida. Diego Alves fez algo neste domingo muito mais preocupante do que se fosse um juvenil de 18 anos ou um idiota que não sabe nem falar.

A carreira do Diego é boa, embora ele jamais tenha sido protagonista de time grande. Quando passou pelo Galo jogava a série B. Foi pra Espanha, jogou no Valência, que há muito tempo não disputa nada grande. Talvez a falta da pressão e da responsabilidade de jogar com uma camisa mais pesada num momento decisivo justifique essa falta de noção.

Não é pelo jogo, ou pelo direito ou não em ficar puto. É pelo grupo, pelo clube, pela importância que há para o Flamengo em jogo nestas rodadas finais e especialmente por respeito ao César, que um dia já foi o Diego começando.

O que você quer dizer, Diego? “Eu sou foda demais pra ser reserva do César”? Ou que você é “muito bom pra sentar no banco de um Flamengo”?

“Eu não vou viajar”.

Sério?

Não suporto jogador que acha que é mais importante que os interesses do clube. Diego Alves sempre foi um bom goleiro, mas nessa chutou pro alto boa parte da credibilidade atingida por boas defesas na Gávea.

Como se sente o César, Diego? Qual a pressão que você meteu no seu companheiro ao jogar essa merda pro mundo todo saber que você se nega a ser reserva dele um jogo?

O Ribas, que é muito mais relevante e tem muito mais peso, foi pro banco. E você, pra casa dar ataque de estrelismo. Quem será que tem razão?

Punição sim. O Flamengo precisa deixar claro a ele, Diego, e aos demais que lá estão e que chegarão, que o que é melhor pro clube é sempre mais importante do que aquilo que você acha melhor pra você. E certo ou errado, Dorival tem todo o direito de dar ao César a titularidade.

Até porque, imagino que ele tenha pensado “O Diego não é moleque. Vai entender”. Mas…

Tem jogador que joga muito a favor, mas que quando não joga não consegue não jogar contra. Esses, pelo que conheço de futebol, mais atrapalham do que ajudam.

abs,
RicaPerrone

Maior que a taça

A Copa Sulamericana é presenteada constantemente com alguns marcos históricos que não merece.  Pro bem e pro mal, diga-se. De finais históricas que não terminam como o tosco jogo do SPFC em 2012 ao acidente da Chapecoense, esse torneio teima em não firmar mesmo que a vida insista contra ele.

Campeonatos vão ganhando peso pela sua história, não pela premiação. A Supercopa da Libertadores foi o melhor torneio que já fizeram no continente e não tinha vaga pra nada, dinheiro algum. Era só pela grandeza de quem participava e toda edição foi espetacular. Até que a Conmebol percebesse que ali havia um rival pra Libertadores, então o destruiu.

O Flamengo não estava nem aí pra Sulamericana, como ninguém está enquanto ainda puder ter um grande ano em outros torneios. É sim a “sobra”. Mas a sobra é melhor que passar fome, sempre.

Esse Flamengo bunda mole precisa muito mais de um título de superação do que de uma conquista técnica e regular.  Talvez a esse elenco seja mais importante um perrengue mesmo. E pra diretoria, que contrata tanto, seja importante aprender a olhar pra casa.

Sem Guerrero, Rever, Muralha… os meninos resolveram.  Não foi uma grande atuação, mas foi à lá Flamengo. Na medida em que ficava “impossível” aos olhos críticos, mais possível aos olhos deles.

Diria que se tivesse um expulso seria 3×0, tamanha a vocação pra gostar de passar perrengue.

Assim sendo, que perca na Argentina o jogo de ida. Porque Flamengo que é Flamengo não pode decidir nada por um empate.

A Sulamericana ganha mais um presente da vida. O mais popular do Brasil contra o maior campeão do continente que há anos não ganha nada.  Final de gente muito grande e com muita fome de vencer.

Quando o jogo em si é maior que o torneio.  Mas não é pelo torneio. É pela glória.

abs,
RicaPerrone