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Momentos

wrrverreeO Flamengo tem muito mais time que o Botafogo.  Uma partida entre eles, embora seja um clássico, deve ter hoje o time rubro-negro tomando conta do jogo não apenas com a posse de bola, mas com alguma produtividade.

Dentro do que se propôs, que foi se defender e achar bolas de contra-ataque, o Botafogo cumpriu seu papel e conseguiu um bom empate.  Dentro do que precisava o Flamengo, que era vencer ou vencer, um empate bem amargo, embora justo.

Partida decidida em momentos.  Num lance de bola parada que o goleiro bate cabeça com o beque, num lance onde o beque desvia e sobra pro empate num chute fora de série.

Num pênalti que não se fazia necessário, e num cruzamento sem destinatário definido na hora do abafa.

Poderia ter dado Flamengo. Poderia ter dado Botafogo.  Minutos antes do gol de empate final, Ribamar teve um contra-ataque desenhado e como todo jogador bem brasileiro, tentou o lado mais difícil.

Seria um momento pra lá. Outro pra cá.  O interessante e preocupante é que o Botafogo tem time pra viver de momentos. O Flamengo não.

A seguir, o gráfico de intensidade ofensiva do jogo:

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abs,
RicaPerrone

Como tem que ser

Se você me pedir a fórmula de um grande clássico eu citaria boa parte do jogo desta noite como “receita”.

Do empurra empurra a polêmica não expulsão. Da burra cotovelada ao beliscão nos mamilos.  Dos gols perdidos, dos gols marcados e por quem foram marcados.

Clássico que é clássico não tem mandante.

Clássico que é clássico tem empurra-empurra e pontapés. Porque se não tem é porque ninguém está perdendo o controle. E sob controle não é clássico.

Tem juiz na pauta. Porque se ele não errar nada, o que será da segunda-feira?  O perdedor, que hoje nem existiu, precisa de um erro do juiz para libertar sua alma no dia seguinte.

Treinadores exaltados, gols de reservas salvadores, goleiros fazendo milagres e um final onde o coração já superava qualquer roteiro tático pré-estipulado.

Flamengo e Vasco tem que ser assim. Faltou torcida, faltou Maracanã.

Faltou bom senso, porque ingresso a 100 paus o mais barato é inaceitável.  Mas sobrou emoção. E quando sobra vontade de bater no peito quando seu time está em campo, valeu a pena.

Um Flamengo e Vasco pra deixar qualquer pessoa que “não liga muito pra futebol” constrangido.

abs,
RicaPerrone

Uma dose de sorte

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O que poderia ser melhor ao Flamengo do que ter motivos para cortar de seu elenco 5 jogadores que internamente todos já queriam fora?

Eu não entendo bem a reação de “susto” com jogadores na noite tendo treino pela manhã, já que acordos entre treinadores e elencos sobre o treino ser a tarde para que possam chegar pela manhã em casa são bem comuns.

As vezes tenho a impressão que “pessoas do futebol” são surdas e mudas quando convém. Critique, é errado, ok! Mas carinha de susto não, né?

O Flamengo “perde” 5 jogadores ou encontra motivos para dispensa-los?

De férias no Brasileirão, fora da Copa do Brasil, a única consequência dessa “balada” é contra os jogadores, não contra o clube.

E as consequências são bem piores pros jogadores do que pro clube.

Santa balada!

abs,
RicaPerrone

O “meu” Flamengo titular

A pergunta que mais ouvi essa semana nas redes sociais foi: “Qual o seu time titular do Flamengo se você discorda do atual?”.

Pois então. Vou colocar o que penso.  Esse time acima seria meu titular hoje, por exemplo.

Porque?

Porque o Armero é muito importante na frente, o Cirino e o Sheik são os dois melhores atacantes do time e a responsabilidade é deles nessa hora.

Porque 3 zagueiros? Pra que os volantes possam ir mais a frente e os laterais não precisem voltar, ajudando o time a ter uma criação que hoje não existe em virtude da distância entre defesa/ataque.

Porque Alan Patrick? Porque não tem nada melhor pra se aproximar dos atacantes. E porque a mudança de esquema?

Porque você não é obrigado a jogar nesse maldito 4123 que o mundo resolveu ser padrão.  E quando você não tem peças como Messi, Xavi, Iniesta, Suarez e Neymar, nem sempre funciona.

Como dois laterais teriam liberdade ofensiva, não precisa de um centroavante fixo.  Sheik e Marcelo podem ficar mais dentro da área, deixando as bordas do campo pros alas.

Acho um time mais equilibrado, com menos “moleque” e mais adultos responsáveis e experientes para suportar o momento.

O que não significa que eu ache que a crise do clube é tática. O time é mediano, mediocre, comum.  Mas não é pra estar onde está.

abs,
RicaPerrone